Dia 4- A gaveta dos tesouros
Época de provas. Estão as duas garotas estudando além do costumeiro. Hina se esforçando para extrair o máximo das explicações dos livros, fazer suas tarefas e revisar a matéria, e Hana se esforçando para copiar as respostas da irmã. Sem copiar na cara dura, mudando algumas coisas por sinônimos. "Espertinha"!
Em determinado ponto daquela sessão impiedosa de estudo puxado, Hana agora um pouco mais séria em relação às tarefas encontra um problema muito difícil de se responder. Tão complicado que nem a Hina com um Q.I um pouco maior que o dela soube explicar. Melhor pedir auxílio para o Hyuu, já que ele cursava várias séries acima delas (poxa narrador, estou começando a desconfiar de você).
O irmaozão não estava no quarto dele. Nem em lugar nenhum da casa. As duas então voltariam para a sessão de estudos. Mas antes Hana fez a cabeça de Hina: insistiu para que elas aproveitassem a ausência do Hyuu para explorar suas coisas. Hina estava com um pouco de medo, mas estava curiosa com o que o irmão poderia estar escondndo nas suas coisas. Atacaram logo as gavetas da mesinha onde o computador ficava.
Nada de interessante acharam ali, a não ser alguns pacotes roxos com umas coisinhas arredondadas dentro. Pacotes esses que estavam bem enfiados no fundo da gaveta. Hina acha melhor guardar aquilo, pois não sabiam o que era. Porém HAna foi logo rasgando um para ver o que tinha dentro. Era uma coisa de borracha, pegajosa por dentro, que desenrolada tinha um formato daqueles balões usados para fazer bichinhos.
Hana pôs aquele objeto na boca e por instinto começou a enchê-lo. Quando lhe faltou o ar, a tal bexiga estava cheia. Seu formato parecido com o de uma salsicha transparente não era agradável para as meninas. Resolveram então tentar fazer as tais esculturas artísticas, sem sucesso. E se enchessem mais? Será que daria para amarrar uma na outra e fazer os animais de borracha?
Antes que outro balão fosse enchido o Hyuu retorna de onde estava e vê as gêmeas mexendo nas suas coisas. Hina põe-se a chorar de nervosa. Hana vai pedindo logo desculpas pelas duas... mas por estar muito curiosa quer saber o que eram aquelas coisas parecidas com balões. Hyuu receou em explicar tudo detalhadamente por elas serem pequenas demais para entender o assunto, mas a Hana insistiu demais.
Ele então pega o celular da garota e faz uma pesquisa sobre o assunto. Manda ela ler aqueles artigos e estudá-los com detalhes se quisesse saber mais sobre o uso desses objetos borrachudos. Hina interrompe sua irmã perguntando se ela esqueceu porque elas tinham vindo até o quarto do Hyuu. Sim, a questão que elas não estavam conseguindo responder. O irmão prestativo resolve então ajudar suas pequeninas com a lição.
E logo depois de terminado os estudos as meninas voltam sua atenção para o material salvo no celular da Hana. Hina que absorvia cada parágrafo escrito naquela tela atentamente se surpreendia com a criatividade que os adultos tinham de inventar brincadeiras. Bem nojentas e nauseantes para ela, bem bobas e engraçadas para a outra gêmea. Que como a Hina teve a mesma reação: ainda bem que nossos pais não usaram isso!
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