sexta-feira, 7 de abril de 2023

A floresta da perdição

 AVISO IMPORTANTE:

Essa história é pura ficção, assim como todas as outras que já escrevi. IMPORTANTE: essa história traz temas delicados e vis como estupro e consumo de drogas, portanto se se sentes incomodado com esse assunto pare a leitura por aqui. Para os demais, cuidado e saúde.


De novo Naoeda, um lugar pitoresco, gigantesco, lugar onde a pirâmide etária é inflada na base, o IDH é de 0,967 e a taxa de alfabetização supera os 99%. Também tem seus problemas como enchentes e péssima qualidade de sinal digital de TV, coisas irrelevantes. Nessa história vou expor outro pequeno casal de jovens dinâmicos, espertos e audazes.

 Esses dois são primos de mesma idade, 8 anos, e moram na mesma residência, ambos estavam entediados, eis que resolvem sair para brincar pelo bairro. Ehlio e Rubie gostavam de brincar de aventureiros, e um ótimo lugar para brincar disso era em um matagal que tinha do lado oposto da cidade, quase na divisa com Akabeid, bairro vizinho bem mais desenvolvido.

 A mata era um lugar para lá de esquisito, mas os primos foram munidos com repelente, garrafas de água gelada, lanterna, uma pequena faca e um celular com uma antenona retrátil de quatro metros.

 A duplinha espetacular ia fazer trilha na floresta e se tivessem sorte poderiam encher a mochila deles com frutas gostosas que encontrassem naquela natureza linda, tais como: carambolas, mangas, goiabas, limões e acerolas. Se não achassem as frutas, ainda poderiam aproveitar a lagoa que existia por perto e passar um tempão brincando na água, assim como sua amiga colega de classe que tinha até marquinha na sua pele morena. Então alegres, serelepes e cantando pelo caminho complicado e cheio de pedras foram Ehlio e Rubie direto até a fonte e se surpreenderam com alguém que avistaram perto do local secreto das aventuras.

 Era uma pequena garota.Seu nome era Daia Mondo, tinha 7 anos e pouco, era uma menina agitada e brincalhona. Estava consumindo o pouco juízo dos pais, até que por recomendação da mãe foi reinar no quintal. O problema é que o lugar era insuficiente para Daia, o que fez com que a menina fosse bater perna por aí. Inventou que era uma exploradora e foi fazer uma excursão. Destino: uma pequena mata do outro lado da cidade, longe para uma distância!

 E sem tomar conhecimento do local Daia adentra a mata, acaba por andar em círculos e por fim se perde por dois dias. Por sorte depois desse tempo aparecera os primos unidos para a salvar. Só que o primeiro encontro não foi muito amistoso. Daia adentra a água e quase se afoga, mas Rubie logo entra na água e a resgata.

 E por que ela estava fugindo deles? Era trauma, medo pelo que ela passou nesse tempo perdida. Era pior que fome, frio, mosquitos ou escuro. Era tudo culpa de um homem mau que aparecia ali sempre por volta das 15h00. Ele deixava comida para Daia, e prometeu que levaria ela de volta para sua família.

 Só que em troca a menina tinha que lhe obedecer em tudo. Mas tudo que o homem mau pedia era torturante para Daia. Eram coisas esquisitas como ficar só de calcinha na sua frente enquanto ele apertava com violência seus seios pequenos. Não satisfeito, a outra mão ele passava por dentro de sua lingerie fazendo-a sentir algo esquisito na barriga, e acabava vazando naquela região. Quando Daia tentava empurrar a mão do salafrário este lhe esfregava um pó em seu nariz, e aí a nocauteava. E então começava a roçar uma coisa dura perto do lugar onde sai o xixi.

 Amigo, como aquela história enfureceu a Ehlio e a Rubie. Poderiam eles flagrar o marginal ali em pouco tempo, mas como três crianças poderiam contra um adulto mal intencionado? Bom, Ehlio pensou logo numa ideia boa: pegou seu comunicador, estirou a antena gigante e pediu socorro para o Hyuusuke, que lhe devia um favor. Como ele era adulto poderia ter uma solução para o problema da Daia.

 Rapidinho Hyuu chega no lugar remoto e já munido de uma pá, tinha uma ideia de armadilha. A mais simplória porém uma das mais eficientes. Tudo dependia somente de um buraco bem fundo e alguns galhos e folhas para o esconder. Hyuu começa a escavar enquanto os primos vão atrás da cobertura. Daia só observava, e comia algumas mangas para espantar a fome.

 Pouco antes das 15h00 a armadilha está completa. Daia fica do lado do buraco servindo de isca, os outros três ficam escondidos atrás das plantas esperando o filho de chocadeira eletrônica. O tinhoso chega e ao avistar a pequena Daia não resiste, vai em sua direção e... despenca cinco metros de profundidade.

 Tudo que aquela turma podia fazer era aquilo, agora era usar o aparelho do Ehlio para contactar a polícia. E o mais bacana: como o elemento era procurado pela justiça, sua captura estava valendo uma gorda recompensa. O dinheiro vai ser dividido entre os 4 jovens. Mas assim que os policiais levarem o criminoso para passear de viatura, devidamente algemado.

 Chega a turma na delegacia e logo eles têm uma surpresa: Também havia um abono para quem tivesse informações sobre Daia Mondo, filha do empresário Findo Mondo, essa que havia desaparecido faziam dois dias. Sorte grande!

 Passado mais uns tantos minutos, o empresário chega no DP e emocionado abraça e beija sua querida filha. Hyuu, Ehlio e Rubie aplaudem. Quanto ao elemento não identificado, este se lascou bonito, se não for assassinado em sua cela vai ver o sol nascer retangular por muuuuuuuuito tempo... Daia não ocultou nenhum detalhe sobre o que aquele pestilento a fez.

 Todos de bem saíram felizes e contentes no final. Ehlio e Rubie foram fazer uma festa dos doces com a mesada extra. Hyuu foi comprar presentes para suas duas irmãzinhas e Daia como era rica doou sua parte para o orfanato do bairro. Bonito gesto com os necessitados.

 No final dos cálculos de dano Daia ficou amiga do trio salvador de donzelas indefesas. Só que Hyuu já era adulto, não tinha fôlego para acompanhar os outros três jovens. Então apresenta suas irmãs para a Daia. Para o grupinho explorar a cidade, talvez subindo um morro e descendo a deslizar usando uma garrafa pet.

terça-feira, 4 de abril de 2023

Físico de atleta



Se continuar comendo seu mingau toda manhã vai ficar cada vez mais musculosa.

Oferecimento: zmo.ai


 

domingo, 2 de abril de 2023

sábado, 1 de abril de 2023

Há alguns anos atrás

  Vamos viajar para o passado. Um passado recente, agora iremos retroceder seis anos nesse capítulo, época onde o nosso caro Hyuu tinha 14 anos e nossas fofas Hinatsuki e Hanamaru tinham 2 e 2, respectivamente. Ah, vá, se elas são gêmeas é lógico que teriam a mesma idade!! Exceto por Hana ter saído minutos antes, o que pode ou não ter influenciado sua falta de paciência com determinados colegas. Não é bem o caso aqui porque ela ainda é um bebê.

 Hoje o homem da casa é o responsável e precoce Hyuusuke enquanto a mãe sai para o banco. Iria pegar um dinheiro que o recém expulso do país, seu esposo, tinha depositado para ajudar na despesa da casa na qual por motivo de força maior já não morava mais. Então, a mãe aproveitava sua folga para fazer esse saque e aproveitava-se do primogênito para servir de guardião das irmãzinhas pequenas.

 Por poucas horas Hyuu tomará conta da Hana e da Hina, já que o pai não pode mais fazer essa tarefa. Com muita satisfação e amor ele quebra esse galho para sua mãe, afinal o dinheiro seria em parte dele.

 Tudo na maior paz, o irmaozão apenas observava as pequenas andando pelos quatro cantos da residência. Na verdade Hana estava implicando com Hina, ia atrás dela para tentar arrancar sua chupeta. Mas ela não contava com o Hyuu que salva a Hina pondo-a nos braços. Agora só resta chupar o dedo mindinho pois Hana não curtia chupeta, preferia seu patinho com apito.

 Passa um tempo e a campainha toca. Tomara que ninguém tenha tomado um choque! Hyuu vai atender e as irmãs vão no embalo, uma a pé e a outra carregada. Era a turma da bagunça, amigos do rapaz. Rafaeo, 10 anos, amante da arte de fotografar; Ryuzaki, 12 anos, o piadista do bando e Ryuka, a caçula com 6 aninhos, irmã do Ryuzaki, era arrastada para todo canto pelo irmão por ordens dos pais.

 O trio elétrico tinha passado para convidar o amigo para um passeio no shopping, para entrar nas lojas e não comprar nada, tomar um cinema e assistir um sorvete, enfim, tudo que um bando de jovens com grana curta curte fazer. Claro que Hyuu não iria, pois prometeu para a mãe que cuidaria das gêmeas.

 Poderia levar as garotas junto, mas seria um transtorno, um empecilho, uma dificuldade a mais ficar vigiando-as constantemente, e a mãe ia se preocupar. É, Hyuu não tinha celular para avisar que saiu. Quem tinha um mais para menos era o Rafi que como um bobo tirava fotos da Hana e da Hina, o seu propósito de vida era registrar imagens de tudo que ele achava fofo ou bonito. Hyuu não gostava tanto disso, mas sempre comprava do amigo algumas fotos das suas irmãs.

 Bom, não tinha passeio por ora, então o jeito é usar o equipamento disponível. E o equipamento disponível era praticamente o mesmo do shopping, a diferença era que a ficha era infinita e grátis. O disco de jogo era a versão que rodava nas máquinas do local. Um divertido jogo de lutinha, briga, para dois jogadores simultâneos, então a regra era a seguinte: perdeu, passa o manche. Hina que gosta de assistir esse tipo de espetáculo senta logo no meio do sofá, Rafi e Ryuzaki que comam pelas beiras.

 Ryuka que não gosta de conteúdo violento sai de perto e vai brincar com a Hana. Batendo palminhas e cantando músicas com uma voz até que bonita, devia gravar uma fita cassete de 46 minutos. A outra gêmea ria dos personagens que levavam tabefe uns dos outros, parecia Hana quando estava nervosa e partia para a agressão.

 Passa um tempo razoável, Hinatsuki cansa do jogo e dos afagos e vai ver o que as duas outras garotas estão aprontando. E bem nessa hora a natureza dá o aviso na sua barriga: nossa pequena precisa comer. Como Hyuu está distraído destruindo seus oponentes, a irmãzinha vai procurar comida no lugar mais óbvio, na fêmea mais próxima. E sem Ryuka se dar conta Hina lhe levanta a camisa e começa a sugar seus mamilos, fazendo ela dar risadas pois tinha cosquinha.

 Começa um mini fuzuê, Ryuzão quer bater no Hyuu pelo ato obsceno que Hina estava fazendo, ele tentava explicar que a menina estava com fome e estava caçando leite fresco, Hana puxava o pé da irmã, que batia nas caixinhas de leite secas da Ryuzinha. E o Rafi só filmava tudo, aquilo poderia dar um roteiro de novela juvenil.

 A confusão cessa logo, e o Hyuu enche de arroz, feijão e carne moída mais vegetais os pratinhos das gêmeas. Para a visita chá de algum mato verde e biscoito sem recheio (obra da Hana). Hina comia devagar e mastigando, uma fofura! Sua irmã estabanada queria comer na pressa e do prato da outra, mas a comida estava quente então tinha que esperar o maninho soprar.

 Eis que chega a mãe! Boa, Hyuu está livre para reinar. Deixa Hana e Hina que a responsável vai pôr as bebês fofas para cochilar. O quarteto teria das 14 às 18 horas para moscar nas lojas do centro de compras. Mas antes... Rafaeo convida seus conhecidos para ver sua irmãzinha que naquele momento devia estar saindo da maternidade com a mãe. Elana acabara de nascer! Então a trupe vai ansiosa para a casa do menino fotogénico recepcionar a mais nova moradorazinha da cidade. 

 Lógico que limpos e em silêncio para não assustar a pequeníssima. A Ryuka foi a que mais se emocionou por causa de seu tamanhinho(há seis anos ela tinha essa mesma estatura). Na primeira oportunidade, agora não porque o quarto está escuro, com certeza Rafi tirará a primeira das bilhares de fotos da irmã Elana. E finalmente, não agora mas daqui a poucos anos, Ryuzinha terá outra amiga menina para brincar, chega de tanto marmanjinho mesmo eles sendo legais e divertidos.

E OLHA QUE O AMIGUINHO JANPIERRE NÃO PODE VIR BRINCAR COM A PROLE TODA.

segunda-feira, 27 de março de 2023

A escola dos sonhos

 É domingo, típico dia para não se ter aula. É dia de descanso, pelo menos para a maioria das pessoas. A excessão dessa vez é uma garota sabida chamada Sophie. Nesse domingo nem tão frio nem tão gelado a pequena fará um teste para entrar em um prestigiado instituto de ensino, uma escola chique e de elite.

 O sol brilha, o aquário está limpo e o vento sopra a favor. É a oportunidade perfeita para a pequena brilhar, dar muito mais orgulho para sua família e conseguir um emprego que tire seus pais da periferia barra pesada da comunidade. Fazer o quê, até nos lugares mais pacatos tem um pedacinho de chão minado...

 Todo ano a tal escola oferecia cinquenta vagas para os alunos mais pobres que não podiam pagar a matrícula e as prestações mensais. Bastava se sair bem no teste de admissão. Muito bem, pois as vagas eram disputadas no tapa.

 Sophie queria por que queria querendo com todas as forças uma das vagas por dois motivos: seus atuais colegas eram verdadeiros baderneiros bagunceiros e desordeiros. O outro ponto era que sua paixonite, Bernard, estudava lá.

 Logo Sophie trata de devorar os livros, estudando até a exaustão, alocando tudo de importante que com certeza cairia entre as 500 questões do exame. 200 questões de exatas, 250 de humanas e 50 de artes.

 Semana puxada, mas valeria a pena. Antes do domingo já tinha imprimido seu cartão de inscrição e já estava afiada em várias matérias. Na véspera teve que tomar muito suco de maracujá para acalmar a ansiedade e dormir tranquila. No grande dia foi só pegar sua caneta azul da sorte e a carteira com dinheiro para o lanche.

 Sophie para no ponto de ônibus para pegar a condução, o local da prova é na outra cidade, longe para ir a pé. Pé esquerdo, porque primeiramente seu passe livre estava bloqueado (domingo, normalmente não tem aula hoje!), Aí se foi parte da grana com a passagem. Empecilho dois: ônibus lotado, ficaria em pé cansando as pernas. Ah, a pequena é jovem, vai aguentar um tempo.

 Um tempo gigante, alguns quilômetros para frente havia manifestação e interdição da pista com direito a pneus incendiados. Sophie se irrita, por que essa palhaçada? Nada ia se resolver e ela seria prejudicada. Desejou que o motorista passasse por cima dos manifestantes e do fogo. Não foi preciso, o ônibus foi desviado por uma estreita estrada de barro. Um pequeno atraso, é a vida, depois dessa seria difícil algo mais dar errado.

 Mas deu. Deu com os pés na lama, pobre Sophie! Teria que achar uma torneira para limpar seus tênis. Achou, mas não de graça, teve que pagar umas moedas para um morador local que lhe cedeu a água, e um pano para secar os pisantes. Chega de sofrimento, a escola onde fará a prova está a apenas poucos passos.

 Haha, o calvário continua, o cartão da inscrição imprimido ficou na escrivaninha. O destino não queria que Sophie se juntasse com Bernard na escola. Sem problema, era só achar uma Lan house para reimprimir o vale, não custaria tanto assim. Por ser domingo quase todo o comércio ali estava fechado, por sorte tinha uma casa de informática aberta. E depois de ter terminado com o que tinha que fazer, acabou sobrando dinheiro apenas para a passagem de volta.

 Agora é correr para chegar antes do fechamento do portão. E antes que a chuva que começava a cair a encharcasse. Bem em cima da hora, que alívio... O professor responsável examina a pobre garota e gentilmente lhe empresta uma toalha para Sophie se secar. Ela entrega o cartão para o mestre e senta-se já mais tranquila para fazer a avaliação, difícil em exagero.

 Foram seis horas de tranquilidade e silêncio, que sentimento de paz! Que acaba em outro ônibus lotado até a boca. Sophie nem liga, vai dormindo em pé mesmo, apoiada nos outros passageiros. Só acordou quando chegou no seu ponto. Desceu com tudo, entrou em casa, tomou banho e engoliu a janta. E voltou a dormir tamanha era sua exaustão.

 Passa uma novena desde então, o resultado sairia hoje. Sem agonia dessa vez, Sophie verá sua nota online. Que alegria! De mil pontos possíveis ela fez 984!! Isso a classificava com a vaga número 50!!! Que se dane os 49 primeiros, agora nossa Sophie seria aluna da prestigiosa e respeitosa escola!!!!

 Que lugar diferente! Aquela escola era 6 vezes maior que a escola atual de Sophie, era tanta sala que o crachá do estudante vinha com um chip GPS para mostrar a localização de sua sala. Os corredores eram climatizados e haviam dois elevadores, além de rampas para acessibilidade. Era naquele luxo que nossa garota iria estudar.

 Chegava o novo semestre, e chegava Sophie e mais 49 novos alunos para progredir com seus estudos naquela instituição. A garota fica impressionada com sua sala de aula espaçosa. Ela também se diverte bastante com seus novos colegas e professores.

 Até a merenda escolar era diferente, era nutritiva e gostosa, não era só bolacha seca com suco de tinta artificial. Que felicidade! O domingo de azar seria obliterado por uma vida de estudante rica. Mas toda aquela maravilha não seria grande coisa comparado a hora que ela fosse de encontro ao seu amado nos dormitórios.

  Coincidentemente o professor responsável pela prova de admissão era o responsável pela distribuição dos novatos nos dormitórios da escola. E por ver que aquela garota era esforçada o professor deixou dessa vez que Sophie escolhesse o quarto. E adivinha: o dormitório escolhido foi o ao lado do quarto do Bernard. Pena que o casal não pôde ficar junto. Mas ao menos ninguém quis dividir quarto com Sophie. Então, quem sabe ela convide o rapaz para uma "sessão de estudos a seco"? Deixa só enviarem a bagagem da Sophie...

 

 Moral da história: não há nada que esteja ruim que não possa piorar. Mas no final tudo pode melhorar se ficar melhor!

 

 ©2023 Izumi sensei produções toscas ™. Pode copiar se desejar. Texto produzido com um editor de texto gratuito num aparelho touchscreen com kernel Linux 

segunda-feira, 20 de março de 2023

Hana e Hina conhecem seu pai (pela internet)

 Já passou um mês desde que as gêmeas estão de posse do super PC, e ele continua inteiro e bem conservado. Lógico, mesmo estabanada Hana tinha capacidade de preservar seus pertences, e também tinha Hina, mais cuidadosa ainda. A máquina está ainda mais equipada, tinha agora uma webcam nova que custou algumas economias da Hana e uma mesa digitalizadora que Hina comprou do Hyuu seminova. 

 A mesa tinha um propósito para a Hina: treinar seus traços de desenhista para que quando virasse profissional fosse contratada pela editora onde Hyuu fazia trabalhos esporádicos. Já a câmera foi adquirida para que os irmãos fizessem contato com o pai que morava na extremidade oposta do globo. O senhor Hilderbrant Hoshi, deportado do país há seis anos por estadia ilegal. Deixou à força sua família e acabou por fazer sua carreira automobilística no estrangeiro.

 Bom piloto, ganhou o campeonato sem vencer uma única etapa, só chegando sempre no top 5. Depois que seu primogênito conseguiu seu contato o velho logo ficou entusiasmado para ver ele e também as pequenas Hana e Hina que já estavam mais crescidas. Agora ao vivo e em baixa resolução 480i.

 Hyuu começa a chamada. Por educação Hina vai dando boa tarde para o pai e pedindo a benção. Hana copia e pergunta se ele está bem. Ambas tinham visto que o pai tinha se machucado na corrida anterior. Mas não tinha sido nada sério, foi só um susto. Ainda bem.

 Hyuu se mete na conversa e começa a falar de tudo sobre as irmãzinhas, como combinou de falar com o pai. Hana desviava da câmera, vermelhinha de vergonha. Hina só acenava com a cabeça e dava pequenas risadas. De repente Hana começa a chorar. Por quê? Hyuu também estava contando seus feitos bons, não só suas travessuras, até porque Hina também aprontava.

 O motivo era bobo: é que Hina sempre estava um passo a sua frente: uma primeira colocação na corrida contra um quarto lugar, uma nota 98 numa prova contra 99.5 da irmã... Até na final da copa da escola a artilheira Hana teve cinco pênaltis defendidos pela goleira Hina do time adversário (que ganhou o campeonato).

 Isso não tirava méritos da Hanazinha. Ela era mais habilidosa nos afazeres domésticos, e era uma irmã super protetora e cuidadosa. Enchia de pancadas quem ousasse fazer mal para Hina. E se essa ficava doente logo tratava de cuidar dela até melhorar. Ficava de plantão para Hina não exagerar na gordura enquanto tratava o colesterol.

 Sim, apesar de ser travessa era uma boa garota. Assim como era sua maninha. Que orgulho de filhos! Pena que agora estão tão longe do pai. Bom, eles poderão em breve visitá-lo no fim do ano. O progenitor mandará o dinheiro das passagens e aí é só tirar os passaportes. Agora será uma viagem de avião ainda mais loooongaaaa!

 A conversa terminou com as garotas falando sobre a profissão que escolheriam para seguir. Hina ia ser piloto pois tomou gosto pela velocidade e competição. Era uma profissão arriscada, mas estava acostumada com o perigo constante que corria com as peripécias da Hana. Essa já queria algo menos perigoso. Ia ser médica de animais.

 Era hora de fazer as lições. Hana dá tchau com a mão, e fala que vai conversar mais vezes com o pai. Hyuu fala um até breve meu velho. Hina por sua vez fala com um tom sério:

 -Papai, não sei se te amo realmente, mas fico agradecida por sempre se preocupar conosco e por ajudar-nos financeiramente. O senhor pelo visto é um bom pai, mesmo que não esteja aqui presente na nossa vida. Em breve estarei aí para te abraçar com todo meu carinho.

 Conexão terminada. Pena que a senhora Hoshi não pôde ver seu querido esposo por causa do trabalho. Mas haverá outras oportunidades, o computador não vai sair do lugar. NÃO É, HANA?

sábado, 18 de março de 2023

Gêmeas porém nem tanto

 9 horas da tarde. E o que tem de mais esse horário? Bom, para mim é o melhor horário do dia desde que o trem não atrase ou eu atrase para o pegar. Porquê? bom, porque agora cheguei em casa e verei minha querida família.

E a me recepcionar estão minhas filhinhas queridas. Eli e Emi, duas fofas gêmeas que agora estão no segundo ano de vida. Eli, a mais esperta vem caminhando em minha direção com os braços erguidos falando: -Papaa! Enquanto Emi vem engatinhando e só consegue pronunciar -Paaa... Não sei se isso é um prejuízo no desenvolvimento da Emi, mas é assim que vosso pai a diferencia da irmã.

Independente de suas diferenças, ambas merecem carinho igualmente do papai. Eli escala minhas costas enquanto Emi deita no meu colo. É, vou ficar sentado mais um pouco nesse sofá desconfortável aproveitando minhas miúdas antes de resolver jantar. 

Como estão cheirosas, a mamãe deve ter dado banho a pouco tempo. O perfume de lavanda das garotas faz-me entrar em estado elevado de tranquilidade. Apenas incomoda um pouco o plástico de suas fraldas roçando em minha perna. Mas enfim logo as duas vão aprender a usar o sanitário, é só uma fase.

-Ei, e a mamãe?

-Mamã... dormindo! Disse a pequena Eli

-Maa...maa...ma. Tentou falar a Emi

E lá estava ela, estirada na cama completamente apagada. Resolvi deixar ela descansando, eu mesmo esquento minha comida no microondas. Emi resolve deitar junto da mamãe, já Eli acompanhou-me até a cozinha. Sua inteligência me surpreende, ela já sabe que vou jantar e se aproveita para me pedir bolinho de feijão. Como ela ama isso!

 E assim minha comilona recebe comida na boca enquanto capricha no arroto. Vai acabar crescendo mais que a Emi. E falando nela, eis que a mesma cansa de ficar deitada e vem mexer com Eli. Que morde seu dedo com seus dentes de leite. Como responsável de plantão, vou em seu socorro, dando beijo em seu dedinho e lhe fazendo carinho. Eli também pede carinho na cabeça, em alto e bom som. Quem sou eu para recusar?

 Chegando a hora de ninar, minha querida esposa acorda. A mulher da minha vida logo recebe de mim e de nossas meninas beijos e palavras de amor. Exceto Emi, que tinha dificuldade de pronunciar. Eli, que já sabia que horas eram saí procurando seu livro favorito de histórias e pede para que eu e a mãe leiam. Demorou para Eli dormir, pois a garota prestava muita atenção nas letras e desenhos do livro. Emi dormiu nos primeiros parágrafos.

 Esse interesse da pequena Eli fez-a aprender a ler e escrever aos quatro anos de vida. Enquanto Emi dava seus primeiros passos, tentando fugir da irmã impaciente que queria ensinar ela à força. Como eu deduzia, Emi atrasou um pouco seu desenvolvimento, mas nada que a impedisse de ser uma criança feliz e contente como Eli, sua irmã igual na aparência mas diferente no seu pensar e agir.

 

 Moral da história: ninguém nasceu para ser fotocópia de outro.

terça-feira, 14 de março de 2023

segunda-feira, 13 de março de 2023

Cuidando de uma pequena bem pequena versão alternativa

 Essa história é semelhante a uma anterior e ao mesmo tempo contém acontecimentos diferenciados. E também é baseada em fatos fictícios.

 

 É um dia qualquer na cidade de Naoeda, cidade que sempre acontece de tudo inclusive nada. Nesse dia qualquer o calor estava intenso, violento. Nada que impeça o tio Vanderlei atender ao pedido de sua irmã, que consistia em cuidar de sua sobrinha querida, Airi durante a manhã e parte da tarde, era urgente, ela e o marido tinham que resolver uma bronca pesada pelas bandas do centro comercial da cidade. Essas duas pessoinhas se gostavam muito, adoravam passar o tempo brincando de tudo quanto é coisa.

 Tudo era divertido para aquele jovem tio de 10 anos e para sua sobrinha de 5. Jovem esse bastante responsável apesar de sua idade. E bem acostumado com as saídas da irmã. Sempre estava na guarda da Airi, ótimo, parentes são mais baratos que babás. Mas nosso nobre Vanderlei não via trabalho nenhum ali pois a pequena era muito comportada.

 Comportada, curiosa e faladora. Para Airi não bastava saber a hora, queria a história completa sobre o relógio, o calendário e a contagem de tempo. Era uma criatura que esquecia de adormecer para acompanhar toda a história e interromper para perguntar mais detalhes sobre qualquer trecho. Bom, por enquanto Airi está de olho no almoço, já está na hora! Tio Vanderlei então coloca os dois pratos de comida para esquentar no forno.

 Que surpresa, sua querida sobrinha agora come verduras, algo que nem os adultos donos da casa curtem! Sobre isso, Airi conversa com seu tio:

 -Tio...

 -Fala minha fofa!

 -Você gosta de verdura?

 -Não muito, Airi.

 -Eu não gostava, mas uma vez fiquei curiosa pra experimentar abóbora, aí mamãe comprou e fez purê, acabei gostando e então resolvi provar mais tipos de verdura.

 -Que específico. Mas é bom, assim você vai ficar grandona e forte!

-Maior que o tio?

-Talvez, mas tem que parar de conversar e comer tudo!!

Com essa motivação a garota faz a limpa no prato. O garoto também almoça tudo, e ambos terminam a refeição com um copo de limonada cada. Na hora de lavar a louça, Airi quer ser prestativa.

-Tio...

-Fala, minha fofa!

-Quer ajuda?

-Você sabe lavar pratos?

-Sei sim, mamãe me ensinou. Eu sempre ajudo ela.

-Que legal. Então o tio lava e a Airi seca e guarda. Com cuidado para não derrubar e quebrar!

-Eu tomo cuidado, tio!

E com cuidado toda a louça ficou limpa e organizada. Realmente Airi era prestativa, foi de grande ajuda para agilizar a tarefa. E a garota continuava querendo ser útil, quando Vanderlei resolve passar uma vassoura na casa lá vinha ela com a pá recolhendo a terra e a sujeira. Eis que não tem mais serviço doméstico pendente, tio e sobrinha vão sentar no sofá e assistir enquanto fazem a digestão. Airi ataca novamente:

-Tio...

-Fala minha empadinha doce

-Por que eu sou uma empadinha doce?

-Porque eu gosto de ambas.

-Aaaaaa... Tio, eu sei programar o DVD. Aprendi vendo o papai mexer.

-Você é muito esperta, o tio quando tinha sua idade não sabia nem ligar a televisão.

-Puxa, todo mundo fala que sou esperta. Mas eu só faço observar como funciona e decoro na cabeça.

-Por nada não Airi, mas você parece uma adulta quando começa a conversar. O que seus professores acham dessa sua sabedoria?

-A tia me elogia sempre. Sou a aluna com as notas mais altas e a que mais tem estrelinhas de boa conduta.

-Você está de parabéns, continue assim gostando de estudar!

-Mas estudar é chato, escrever dói o pulso e acordar cedo é horrível. E não tem vaga para mim de tarde.

-Que coisa...

-Shhh, vamos assistir o filme agora. Amo esse, já vi umas 135 vezes.

-Ok, vou só ligar o ventilador!

 43 graus Celsius, apenas isso o termômetro marcava. Vanderlei e Airi assistiam ao filme e suavam muito, a ponto de no meio da sessão o tio ter que parar para fazer achocolatado bem gelado para hidratarem-se. Beberam até a secura da boca passar. O que não passava era o calor, que não aliviava nem com o ventilador rodando no talo. O jeito é ir para debaixo do chuveiro e tomar uma ducha fria. Ótimo, o alívio foi imediato, depois do banho foi só o tio vestir roupas limpas na sobrinha e em si mesmo. Enquanto se trocavam mais uma maratona de falatório, que matraca!!

 -Tio...

 -Fala, minha cheirosa!

 -Eu já sei me vestir sozinha...

 -Mesmo? Quero só ver!

 -Aqui olha... Primeiro a roupa de baixo, depois dessavesso o meu vestido... Pronto!

 -Muito bem! Agora o tio penteará seu cabelo liso.

 -Tio, você tem o cabelo bem curto... Por quê?

 -Eu corto todo mês porque ele esquenta muito minha cabeça, e com ele curto economizo no xampu.

 -Oh... Mamãe uma vez queria que eu cortasse um pouco do meu cabelinho, mas eu disse que deixaria ele crescer para doar para as crianças que não tem, que caiu porque ficaram muito doentes. Para fazer perucas para que elas fiquem mais contentes.

 -Que orgulho da minha sobrinha...

 -Falando em doente, o tio tem medo de injeção? Eu não gosto! Fico com raiva quando papai diz que vai me levar em um passeio e ele me leva no posto para a doutora me encher de furinhos.

 -Eu também odeio, mas é importante para nossa saúde.

 Três horas, o calor continua na casa dos 40. Airi se rende e arranca fora seu vestido. Vanderlei fica surpreso, por que ela fez isso com seu vestido preferido?

 -Tio... Tá muito calor, não estou aguentando!

 -Entendi... Já sei, no quarto dos seus pais tem ar condicionado! Vamos deitar lá na cama deles e ligar um pouquinho só para abrandar esse calor.

 -Vamos! Ah tio, tira sua camisa e a bermuda, vai se sentir mais fresco!

 Normalmente um rapaz de 10 anos ficaria com vergonha de ficar vestido só de cueca na frente de um adulto. Mas como ele e Airi eram apenas duas crianças inocentes nada disso seria problemático. Foram os dois para o quarto, ligaram o ar e deitaram na cama. O tio todo esticado em t-pose e a sobrinha usando seu tórax como travesseiro.

 O frio era tão gostoso que em pouco tempo o sono veio. Só foram acordar umas cinco da tarde com a irmã do Vanderlei apertando sua campainha. Que coisa, parecia que estava em sua própria casa, se bem que estavam em família. A falastrona Airi vai logo narrando para os pais tudo que aconteceu nesse conto até agora. Que bom que esses dois se dão tão bem... O garoto salvou o lado da irmã com esse grande favor. A recompensa vai ser uma rodada de sorvete, bem merecido depois desse dia escaldante. Vanderlei e Airi recolocam as roupas e todos se sentam no sofá para saborear as delícias geladas. Com o tempo mais fresco é hora do visitante se despedir. Não antes de ouvir mais da sua querida sobrinha:

 -Tio...

 -Fala Airizinha!!

 -Você tem que ir mesmo? Eu vou ficar com saudades...

 -O tio queria ficar, mas tenho escola amanhã cedinho.

 -Praguejo essa fajuta empresa do ensino!!

 -Calminha, eu volto outro dia para brincar. Ou melhor, que tal você me visitar? Aí você vê a vovó e o vovô também.

 -Boa ideia! Eu peço para a mamãe e o papai me levarem para lá semana que vem.

 -He,he,he... Minha fofa não vem sozinha por causa dos carros? É só prestar atenção no sinal e atravessar na faixa, a casa do tio é logo no final da rua.

 -Não é isso, é que uma linda dama como eu pode ser raptada no percurso. Então é isso, tchau tio. Toma cuidado, eu te amo, beijo.

 E acabou o dia. Agora cá entre nós, caro leitor... QUE ESPÉCIE DE MENINA DE 5 ANOS É ESSA? É super dotada pelo visto.

 

 Pode copiar xará, dando os créditos pode replicar a gosto.

 

 ©2023 Izumi sensei produções mal feitas S/O

Produzido usando um celular ordinário, editado em um aplicativo de texto gratuito

quinta-feira, 9 de março de 2023

Um anjo na vida de dois irmãos

 A história abaixo certamente é uma obra fantasiosa, não querendo desmerecer a crença de ninguém, mas pouco acho possível que algo assim acontecesse na vida real.


 Nosso conto começa com nosso protagonista masculino, um adolescente padrão chamado Enso. Esse jovem rapaz está a ponto de se encontrar com sua namorada na pracinha mais bonita da cidade de Naoeda. Indiferente com a existência de sua irmãzinha Rebeka. Tanto faz, a "praga" está na escola agora, e em sua cabeça nem compensava lhe deixar uma chave. Trancou a porta e foi para o encontro.

 Para sua surpresa, esperando no banco sentado, após alguns minutos não foi sua namorada que surgiu. Em seu lugar apareceu um ser divino de pura beleza. Uma anjo loira, com suas partes íntimas cobertas apenas por uma luz divina. Compreensível, pois seres celestiais não fazem uso de bens humanos.

 Enso estaria sonhando? Teria morrido e ido para o paraíso? Não, ainda estava na Terra e prestes a levar uma bronca da loira transcedente. Ela se apresenta com o codinome Angela, e adverte o rapaz para que se arrependesse das maldades que ele fazia com a Rebeka, antes que fosse tarde para ambos.

 Enso fica sem entender o que de mais tinha feito para a garota. Nada tão grave, apenas espancamentos vãos que causaram hematomas e cicatrizes que se espalhavam pelo corpo da irmã. Tinha pedido a noção desde que ficou responsável por cuidar da Rebeka enquanto os pais viajavam por motivos de trabalho. 

Para convencer que os limites do Enso foram excedidos, Angela volta com ele à força para casa para o moço ver mais detalhadamente a péssima situação da menina. E para começar lá estava Rebeka na porta, faminta e querendo fazer xixi. Ela tomou um susto ao ver seu irmão acompanhado de uma bela garota nua com auréola e asas. Tentou tapar o rosto com vergonha, mas foi avisada pela Angela que não precisava se preocupar com isso.

 No mesmo instante que o rapaz abre a porta vê-se a pequena em  disparada para o banheiro. Mais um pouco e o líquido vazaria pelo chão, fazendo com que Rebeka fosse espancada. Só que nesse momento a anjo da guarda dela e do Enso estava de plantão. Estava lá para ensinar uma lição ao moço que gosta de obrar o mal com os inocentes. Bem, pela visão do irmão aquela criatura merecia os castigos por ser travessa. Quebrou o fone de ouvido do irmão, deixava a comida, só ficava limpa na hora de ir pra escola.

 Rebeka porém não era 100% a culpada no cartório. Mesmo porque sofá não é lugar de guardar coisas, mesmo porque não custava esquentar a comida, mesmo porque ficar quatro horas no banheiro é torturante para quem o quer usar. E lavar roupa com uma máquina disponível para ajudar não custava tanto. Os pais confiaram os cuidados da Rebka na mão do primogênito e esse negligenciava sua maninha. Sua falta de paciência estava matando a garota aos poucos.

 Antes que algo de grave e irreversível acontecesse no recinto, Angela veio para intervir. Era notável o quanto ela ficou triste ao ver mais de perto os ferimentos e machucados da Rebeka. Sem problemas, com um pouco do seu poder divino aquela dor insuportável sairia do corpo da pequena. E assim foi, uma luz cobriu Rebeka e como em um milagre ela foi curada. Nenhuma marca ficou pela pele da menina, que muito grata quis de todo jeito recompensar Angela.

 Não era nada de especial, mas serviria para cobrir as vergonhas da Angela enquanto ela estivesse na presença dos irmãos, deixaria Rebeka mais confortável. Mas porque a mocinha tinha aquilo? Simples, prevenção de surra por molhar o chão com urina por não segurar por quatro horas. E Enso só ria da situação, e achava exagero da parte da Rebeka reclamar de suas dores.

 Ouvindo isso, Angela fica um pouco furiosa. Mesmo que contra sua vontade resolve com seus poderes passar "apenas" metade das dores que a garota sentia para o Enso, por um minuto. O rapaz tenta disfarçar mas é visível que ele não está aguentando. Rebeka pede por favor para o castigo do irmão cessar, pois não queria de jeito nenhum seu mal, mesmo que ele fizesse o mal para ela.

 Mas como dito acima foram apenas 60 segundos contra uma semana toda da Rebeka sofrendo horrores. E pelo visto não foi o suficiente para convencer Enso que naquele instante queria descontar na irmã as peripécias de Angela. Esta por sua vez decide apelar para o lado emocional do rapaz. Seu lado de anos atrás, seu lado gentil e atencioso da época em que Rebeka era recém nascida. Usando mais outra vez seus poderes, Angela produz na frente dos irmãos uma tela que mostrava tal época. Impressionante como os dois eram unidos! E como Enso tinha ficado feliz ao ver a pequena irmã pela primeira vez! Já queria pegar ela nos braços e a  encher de cheiros. Na primeira semana estava ajudando os pais banhando e trocando a garota, meses depois estava pondo ela para dormir e dando comida. Quando Rebeka saiu da fase de engatinhar e começou a andar, foi direto na direção do Enso. Era um grude só até os 5 anos da irmã e 13 por parte do garoto, quando a partir daí a cabeça do Enso começou a mudar. E também porque Rebeka estava na época de hiperatividade. Em dois anos a situação foi de ruim a pior, e amargou de vez com a viagem de seus pais.

 Depois desse filme da vida real a reações foram: Rebeka impressionada com sua forma de bebê fofinha e Enso com a maior cara de vergonha, por que ele tinha ficado tão mal? Depois desse choque ele prometeu para Angela que mudaria seu comportamento tóxico, tentaria voltar para suas origens e nunca mais fazer sua irmãzinha sofrer.

 Feita a promessa, a anjo da guarda resolve ficar uma semana bem perto dos irmãos, de olho para que o Enso não desse para trás com o combinado. O rapaz parece ter mudado, pois agora ele está cuidando bem da Rebeka. Comidinha quente, roupas limpinhas, banho morno (até ali Angela ficava de olho, não faria mal ver os irmãos nus já que ela sempre se mostrou nua na frente deles [e para garantir a segurança dos dois sempre os observou assim lá do paraíso]). História na hora de dormir e beijo na hora de despertar, carona para a escola e ajuda na lição. O cara mudou da água para o guaraná do Amazonas!

 Confiando que a mudança do Enso fosse definitiva, depois da semana de observação é hora da criatura celestial voltar para a sua casa. Os irmãos agradecem muito a ajuda que lhes foi dada. Angela vai embora, mas vai sempre estar guardando os dois lá de cima. Enquanto na Terra prossegue Erika e Enso felizes e em paz, e a jovem até é convidada para conhecer a namorada do irmão (que cá para nós tinha beleza nula).

 Espere, temos um empecilho para Angela. Ela não pode voltar para os céus em posse de material humano. Mas desprezar um presente é grosseria! Contudo ela é esperta, era só beber água até ter vontade de urinar. E assim foi, vinte litros foi o suficiente para inutilizar aquele descartável. Aí foi só jogar no lixo e voltar a trabalhar no além vestida apenas com luz divina, na função de guardiã de dois adoráveis irmãos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Hana, Hina e seus carrinhos

 É anunciada pela rádio local o LXXVIII  campeonato de corrida de carrinhos de rolimã. Eis aí duas coisas antiquadas, ultrapassadas que a população de Naoeda fazem questão de preservar em seu folclore. Mesmo porque a 107 FM possui uma programação "supimpa" e o bairro cheio das ladeiras é propício para esse esporte radical.

 Além do mais, junto de alguns comércios a rádio era a patrocinadora principal do evento que acontece desde 19XX, e sempre era oferecido premiações gordas para os vencedores da rinha. Nesse ano os prêmios eram o seguinte, do quinto ao primeiro respectivamente: um headset com microfone, um sistema de som portátil sem fio com bateria, um microondas de 30 litros, um televisor de 104 polegadas e finalmente o cobiçado computador de última geração tão potente quanto os da maior empresa tecnológica do mundo (não cito nomes porque essa empresa não me paga para falar dela).

 A contenda será em breve, então é hora de se inscrever e preparar os automóveis. E é claro que Hana e Hina vão tentar o triunfo esse ano. Quem sabe o DNA corredor dos Hoshi as ajudasse. Quem sabe, Hyuu já ganhou 5 vezes e foi vice 4 vezes. E a mãe? Essa quando mais jovem faturou a taça 13 vezes consecutivas. E por isso foi banida das edições posteriores.

 Hana e Hina são as primeiras da rua a se inscreverem tamanha era vossa ansiedade. Contudo ainda não tinham seus carrinhos de rolimã feitos. Sorte que ali tinha um pentacampeão amoroso com as irmãzinhas que com certeza as ajudaria com o projeto.

 Em pouco menos de uma semana dois carrinhos tinham que ser confeccionados artesanalmente por três criaturas. Sem crise, montar coisas dessa espécie levam pouco tempo para se fazer. O trio logo parte para as lojas da região para adquirirem as peças e acessórios necessários. Tintas, rolamentos, madeira, capacetes e outras tralhas. De posse de tudo que era necessário começou a nascer a escuderia Hina Motosports.

 Obviamente inspirado em seus barquinhos de papel, assim de cores como de numerais: 25 para a Hina e 52 para a Hana. Inclusive o Hyuu usava o 52 em seu tempo de corredor (e a mãe usava o 25). Hina pintava caprichosamente os chassis com as cores do time. A outra gêmea ajudava o irmão pregando e colando partes dos carrinhos. Com constante supervisão do maninho que não queria sua preciosa irmã serrar um dedo ou martelar Hina.

 Pronto, a equipe está formada e pronta para competir exceto pela tinta fresca nos automóveis e capacetes. Caprichada como tudo que os Hoshi fazem. Os carrinhos contavam com retrovisores, cinto de segurança e freios eficientes. Agora é giardar o projeto até sábado às 16h00 quando será dada a largada. Os irmãos vão agora reabastecer seus estômagos pedintes de nutrientes.

 Pulamos para o grande dia da corrida. A cobertura é mesmo de alto nível, sempre foi assim desde a 35a edição. Televisionada e radiodifundida para toda Naoeda e Akabeid e arredores. Ruas cheias, ladeiras lotadas, gente gritando e salpicando papel no chão, vergonhoso. 34 participantes, dos 8 aos 48 anos, as gêmeas eram as caçulas do evento. Estavam nervosas mas logo se acalmaram por verem seus adultos lá na torcida as apoiando. O procedimento de largada será dado, Hanamaru e Hinatsuki afivelam o cinto e baixam suas viseiras, para em seguida as pranchas de madeira multicoloridas dispararem ladeira abaixo, duas delas formando um percurso em L.

 Metade do percurso, nossas meninas estão mandando bem, mas um pequeno contratempo faz Hina se ausentar por um tempo da corrida. Seu carro tinha soltado uma das rodas e isso a fez perder o traçado. Por sorte ela não trombou de cabeça no poste, mas acabou ralando o braço no asfalto quando o cinto mal posto se soltou 

 Não dava tempo de chorar ou lamentar, tinha que aguentar a dor, repor a roda e de bruços terminar a segunda ladeira. Que coisa, Hina com boas ideias estratégicas que pelo visto estão a dar certo. Está puxando a sua irmã. Como um foguete que não dá ré nem dó e pegando o vácuo dos outros adversários ela avança muitas posições. Já está em quarto,  logo atrás da Hana, quando usando o 52 ela toma o impulso final para encerrar a corrida em primeiro lugar a apenas dois décimos do segundo. E antes de bater em outra parede nossa campeã lembra dos super freios que o Hyuu instalou no HMS 25 e os ativa na hora. o outro HMS, o 52, chegou na posição 4.

 Comemoração, as garotas estão ambas no pódio, com a Hina no lugar mais alto. Não comemorou muito pois em pouco se tocou que estava ferida e sangrando. Quase desmaiando vem o irmão com álcool e gaze para cuidar dela. Depois do tratamento foi lhe entregue o grande prêmio: o PC que custava muitos salarios de deputado. E para a Hana o ganhado foi o aparelho de som livre de cabos. Feliz porém nem tanto porque perdeu para a Hina novamente. Mas o importante é que a maninha está bem 

 A família chega ao anoitecer do autódromo e vão jantar. Logo depois Hana e Hina tiram seus macacões e vão tomar banho enquanto o Hyuu instala o computador para elas. Como um gênio, pois com um monitor, um teclado e um mouse extra ele consegue fazer de um computador, dois. O sistema de som da Hana virou parte integrante da máquina por sugestão da própria. Assim que é bom: irmãos unidos se ajudando e compartilhando entre si as coisas. Assim vive a família Hoshi, unida e bem vivida. Tão vivida quanto os grandes girassóis que no quintal já estavam dando sementes.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Corridas, acidentes e acampamento: mais aventuras das gêmeas Hana e Hina

 Outra vez Hanamaru e Hinatsuki estão btincando no quintal de casa, só que dessa vez por vontade própria. Inventaram de brincar de escravo e senhor de engenho, e para a Hina sobrou o papel de escrava. Brincadeira bem convincente e detalhista, pois Hana conseguiu uma corda e amarrou a irmã no pé do poste onde o varal de estender roupa estava amarrado. Outra corda, mais fina, era usada de açoite para castigar a escrava desobediente.

 Mas logo a natureza daria um fim na diversão das nossas pequenas, pois se avizinhava uma tempestade caprichada. Gota a gota começava a chover. Hana acelera o braço para desamarrar Hina do poste, e ambas entram encharcadas em casa pela demora na ação. Antes mesmo da mãe abrir a boca as duas moças disparam até o banheiro afim de ficarem secas e não griparem às vésperas das avaliações da semana.

 Hora de inventar outra atividade recreativa, não tem condição de bancar a senhora de engenho em um  lugar pobre de terras. Foi aí que o led da cabeça Hanaônica incandesceu. Uma vez ela ouviu que para parar uma tormenta teriam que fazer 32768 barquinhos de papel e pendurar 1/8 deles no teto. Logo Hina percebe que a irmã acabou misturando várias crendices de outras culturas alheias às delas. Contudo, a ideia de montar barcos de celulose  parecia divertida, mas como se fábrica um?

 Sorte que as gêmeas nasceram na era da tecnologia avançada e com uma frase bem dita aparecia no celular o passo a passo de como fazer você mesmo o seu brinquedo de papel. Sô que o azar dessa vez é que a tecnologia depende da eletricidade, que estava em falta devido a chuva forte. É, sem "força" a casa mais esperta vira caverna. Então sobra para o Hyuu socorrer suas maninhas, tudo bem, já que ele estava ocioso.

 22 folhas foram arrumadas (diga-se arrancadas do caderno da Hina pela irmã). Com o Hyuu ensinando muito melhor que tutorial da internet, rapidamente o papel virou barquinhos, que Hina fez questão de pintar com tinta guache igual eram as equipes de corrida de automóveis onde seu pai competia, cores e números idênticos.

0 e 13, vermelho, Firehouse;

2 e 3, azul e branco, Wills

4 e 5, verde escuro, Tired

6 e 7, marrom e roxo, McLow;

8 e 9, amarelo e branco, Bonnett;

10 e 12, preto e dourado, Lost;

14 e 15, amarelo e azul, Renal T.;

16 e 18, cinza, Hills;

19 e 20, vermelho e amarelo, Vita;

21 e 22, laranja e azul, Meenaa e

25 e 52, prata e ciano, Hina MotorSports

Engraçado, porque Hina tinha inventado uma equipe com seu nome enquanto Hana ficava chupando o dedo? A justificativa era que a irmã pilotasse junto com ela na melhor equipe do grid. Entrando no personagem Hana concorda com Hina e afirma que será melhor que sua chefe no volante, ou no timão, no caso.

 Sem ninguém pendurar nada ou fazer nada além de 22 barcos de corrida temáticos a chuva cessa. É tempo de ver se a equipe HMS é tudo isso que os boatos espalham. O circuito é o empoçado de água que a chuva deixou na rua. Os barquinhos estão enfileirados, Hana dá  a partida ondulando a poça com um galho e começa a corrida, vai ganhar aquele que vencer. As gêmeas ficam bastante entretidas com a disputa, e incrivelmente o barco 52 vai liderando. Hana corre para pegar seu telefone e filmar o final da corrida enquanto Hina fica entretida ao ponto de não perceber que um veiculo com um rapaz mal intencionado o dirigindo. Por maldade, o motorista joga o carro na poça e deixa Hina toda encharcada, acabando com o GP das garotas.

 Belo flagrante por parte da Hana, já estava com a câmera para fotografar a placa do veiculo. Com uma pesquisa suave ela poderia saber onde o dono do veículo morava e fazer uma surpresa como um vidro arranhado, um retrovisor a menos ou um pneu rasgado. Mas logo o foco da Hanamaru mudou.

  Da câmera mudou para o número da emergência, pois o condutor do automóvel tinha batido forte contra um poste. O estrondo da batida logo atraiu a vizinhança como urubus atraídos pela carniça. A duplinha dinâmica foi a primeira a chegar no local do acidente. Hana se enfiou dentro do carro e começou a prestar socorro à vitima, mas não tinha muito  o que fazer a não ser retirar o cinto de segurança e aguardar o resgste chegar. A vitima estava consciente, mas sangrava muito. Hana queria estancar seu sangue, mas priorizou tirar Hina dali para que ela não desmaiasse pelo sangue derramado. Hina foi logo pois precisava tomar um banho e se limpar da lama, todavia Hana saiu de lá depois que a ambulância levou o homem para a emergência .

  As horas se passam, são 19h00 e nada da eletricidade voltar. O poste onde o carro bateu deve ter danificado o transformador. Se vão trocar ou consertar não se sabe, a companhia de energia do bairro sempre foi vagarosa para dar manutenção e auxilio aos seus clientes. E dessa escuridão brilha a luz da Hanazinha idealizando um acampamento no quintal com fogueira, barraca e tudo que há de direito. Não só os adultos aceitam a sugestão como os vizinhos copiam a ideia. Imitadores!

  Uma mesa farta de comida foi o que a senhora Honoka Hoshi armou no quintal da casa para comer com seus 3 filhos à luz de velas. Hyuu arma a churrasqueira e com a ajuda das irmãzinhas descascam e começam a assar muitas espigas de milho compradas ao acaso. Enquanto o milho  era preparado as gêmeas se serviam de soda, churros e batata doce. Os outros membros da família terminavam de devorar o galeto requentado do almoço junto de uma cerveja mal congelada.

  Eis que Hanamaru pede licença para ir mijar. Tudo balela, apenas lhe ocorreu outra ideia para que a Hinatsuki se mije. Munida de um cobertor branco e sua lanterna se transformou em fantasma. Chegou de supetão atrás da irmã e a cutucou. Hina grita assustada, mas no lugar de se molhar ela põe a mão no peito e cai desmaiada no gramado. Quem ficou assustada, apavorada dessa vez foi Hana, que pensou ter matado Hina. Por sorte foi só um susto, ela não tinha infartado.

Depois do socorro prestado à Hina, os dois adultos deram um grande sermão na Hana. Teria que tomar mais cuidado enquanto a irmã estivesse tratando o seu colesterol. Hana começa a chorar e ajoelhada pede perdão para Hina. Ela a perdoa, afinal de contas sua parceira nunca faria nada que fosse a prejudicar. E terminada a ceia a família vai dormir na barraca até começar a chover.

 Estava quase amanhecendo e Hina ainda não tinha conseguido dormir, estava preocupada com o rapaz acidentado. Ficou assim o tempo todo pensativa, nem percebeu que bem na hora de ir para a escola com Hana os vizinhos relinchavam e latiam a volta da energia. Bem, ela confessa para sua irmã sua preocupação. Hana manda-a se acalmar, estava pressentindo que algo incrível iria acontecer.

 De fato algo no minimo curioso aconteceu: quando as gêmeas voltaram para casa lá estava o moço acidentado, recuperado, recebido pelo Hyuu com desconfiança por este querer falar com suas irmãs. Não eram más intenções, apenas queria pedir desculpas à Hina por a ter molhado e agradecer à Hana por o ter salvo ligando para o socorro. O cavalheiro ainda presenteou as garotas: Hina ganhou um pacote de balas e Hana uma caixa de chocolates. Lacrados porém testados preventivamente no hamster da Hina. Mentira, o moço mesmo fez a prova.

 As gêmeas agradecem o presente e vão comer uma pequena parte dos doces no quintal, sem preocupações já que bala não faria mal ao coração da Hina se essa não fosse de arma de fogo.

 (E aí ao chegarem no quintal Hana e Hina notam que lindas flores amarelas tinham brotado ali).

POSTAGEM FAVORITA DA GALERA