Outra vez Hanamaru e Hinatsuki estão btincando no quintal de casa, só que dessa vez por vontade própria. Inventaram de brincar de escravo e senhor de engenho, e para a Hina sobrou o papel de escrava. Brincadeira bem convincente e detalhista, pois Hana conseguiu uma corda e amarrou a irmã no pé do poste onde o varal de estender roupa estava amarrado. Outra corda, mais fina, era usada de açoite para castigar a escrava desobediente.
Mas logo a natureza daria um fim na diversão das nossas pequenas, pois se avizinhava uma tempestade caprichada. Gota a gota começava a chover. Hana acelera o braço para desamarrar Hina do poste, e ambas entram encharcadas em casa pela demora na ação. Antes mesmo da mãe abrir a boca as duas moças disparam até o banheiro afim de ficarem secas e não griparem às vésperas das avaliações da semana.
Hora de inventar outra atividade recreativa, não tem condição de bancar a senhora de engenho em um lugar pobre de terras. Foi aí que o led da cabeça Hanaônica incandesceu. Uma vez ela ouviu que para parar uma tormenta teriam que fazer 32768 barquinhos de papel e pendurar 1/8 deles no teto. Logo Hina percebe que a irmã acabou misturando várias crendices de outras culturas alheias às delas. Contudo, a ideia de montar barcos de celulose parecia divertida, mas como se fábrica um?
Sorte que as gêmeas nasceram na era da tecnologia avançada e com uma frase bem dita aparecia no celular o passo a passo de como fazer você mesmo o seu brinquedo de papel. Sô que o azar dessa vez é que a tecnologia depende da eletricidade, que estava em falta devido a chuva forte. É, sem "força" a casa mais esperta vira caverna. Então sobra para o Hyuu socorrer suas maninhas, tudo bem, já que ele estava ocioso.
22 folhas foram arrumadas (diga-se arrancadas do caderno da Hina pela irmã). Com o Hyuu ensinando muito melhor que tutorial da internet, rapidamente o papel virou barquinhos, que Hina fez questão de pintar com tinta guache igual eram as equipes de corrida de automóveis onde seu pai competia, cores e números idênticos.
0 e 13, vermelho, Firehouse;
2 e 3, azul e branco, Wills
4 e 5, verde escuro, Tired
6 e 7, marrom e roxo, McLow;
8 e 9, amarelo e branco, Bonnett;
10 e 12, preto e dourado, Lost;
14 e 15, amarelo e azul, Renal T.;
16 e 18, cinza, Hills;
19 e 20, vermelho e amarelo, Vita;
21 e 22, laranja e azul, Meenaa e
25 e 52, prata e ciano, Hina MotorSports
Engraçado, porque Hina tinha inventado uma equipe com seu nome enquanto Hana ficava chupando o dedo? A justificativa era que a irmã pilotasse junto com ela na melhor equipe do grid. Entrando no personagem Hana concorda com Hina e afirma que será melhor que sua chefe no volante, ou no timão, no caso.
Sem ninguém pendurar nada ou fazer nada além de 22 barcos de corrida temáticos a chuva cessa. É tempo de ver se a equipe HMS é tudo isso que os boatos espalham. O circuito é o empoçado de água que a chuva deixou na rua. Os barquinhos estão enfileirados, Hana dá a partida ondulando a poça com um galho e começa a corrida, vai ganhar aquele que vencer. As gêmeas ficam bastante entretidas com a disputa, e incrivelmente o barco 52 vai liderando. Hana corre para pegar seu telefone e filmar o final da corrida enquanto Hina fica entretida ao ponto de não perceber que um veiculo com um rapaz mal intencionado o dirigindo. Por maldade, o motorista joga o carro na poça e deixa Hina toda encharcada, acabando com o GP das garotas.
Belo flagrante por parte da Hana, já estava com a câmera para fotografar a placa do veiculo. Com uma pesquisa suave ela poderia saber onde o dono do veículo morava e fazer uma surpresa como um vidro arranhado, um retrovisor a menos ou um pneu rasgado. Mas logo o foco da Hanamaru mudou.
Da câmera mudou para o número da emergência, pois o condutor do automóvel tinha batido forte contra um poste. O estrondo da batida logo atraiu a vizinhança como urubus atraídos pela carniça. A duplinha dinâmica foi a primeira a chegar no local do acidente. Hana se enfiou dentro do carro e começou a prestar socorro à vitima, mas não tinha muito o que fazer a não ser retirar o cinto de segurança e aguardar o resgste chegar. A vitima estava consciente, mas sangrava muito. Hana queria estancar seu sangue, mas priorizou tirar Hina dali para que ela não desmaiasse pelo sangue derramado. Hina foi logo pois precisava tomar um banho e se limpar da lama, todavia Hana saiu de lá depois que a ambulância levou o homem para a emergência .
As horas se passam, são 19h00 e nada da eletricidade voltar. O poste onde o carro bateu deve ter danificado o transformador. Se vão trocar ou consertar não se sabe, a companhia de energia do bairro sempre foi vagarosa para dar manutenção e auxilio aos seus clientes. E dessa escuridão brilha a luz da Hanazinha idealizando um acampamento no quintal com fogueira, barraca e tudo que há de direito. Não só os adultos aceitam a sugestão como os vizinhos copiam a ideia. Imitadores!
Uma mesa farta de comida foi o que a senhora Honoka Hoshi armou no quintal da casa para comer com seus 3 filhos à luz de velas. Hyuu arma a churrasqueira e com a ajuda das irmãzinhas descascam e começam a assar muitas espigas de milho compradas ao acaso. Enquanto o milho era preparado as gêmeas se serviam de soda, churros e batata doce. Os outros membros da família terminavam de devorar o galeto requentado do almoço junto de uma cerveja mal congelada.
Eis que Hanamaru pede licença para ir mijar. Tudo balela, apenas lhe ocorreu outra ideia para que a Hinatsuki se mije. Munida de um cobertor branco e sua lanterna se transformou em fantasma. Chegou de supetão atrás da irmã e a cutucou. Hina grita assustada, mas no lugar de se molhar ela põe a mão no peito e cai desmaiada no gramado. Quem ficou assustada, apavorada dessa vez foi Hana, que pensou ter matado Hina. Por sorte foi só um susto, ela não tinha infartado.
Depois do socorro prestado à Hina, os dois adultos deram um grande sermão na Hana. Teria que tomar mais cuidado enquanto a irmã estivesse tratando o seu colesterol. Hana começa a chorar e ajoelhada pede perdão para Hina. Ela a perdoa, afinal de contas sua parceira nunca faria nada que fosse a prejudicar. E terminada a ceia a família vai dormir na barraca até começar a chover.
Estava quase amanhecendo e Hina ainda não tinha conseguido dormir, estava preocupada com o rapaz acidentado. Ficou assim o tempo todo pensativa, nem percebeu que bem na hora de ir para a escola com Hana os vizinhos relinchavam e latiam a volta da energia. Bem, ela confessa para sua irmã sua preocupação. Hana manda-a se acalmar, estava pressentindo que algo incrível iria acontecer.
De fato algo no minimo curioso aconteceu: quando as gêmeas voltaram para casa lá estava o moço acidentado, recuperado, recebido pelo Hyuu com desconfiança por este querer falar com suas irmãs. Não eram más intenções, apenas queria pedir desculpas à Hina por a ter molhado e agradecer à Hana por o ter salvo ligando para o socorro. O cavalheiro ainda presenteou as garotas: Hina ganhou um pacote de balas e Hana uma caixa de chocolates. Lacrados porém testados preventivamente no hamster da Hina. Mentira, o moço mesmo fez a prova.
As gêmeas agradecem o presente e vão comer uma pequena parte dos doces no quintal, sem preocupações já que bala não faria mal ao coração da Hina se essa não fosse de arma de fogo.
(E aí ao chegarem no quintal Hana e Hina notam que lindas flores amarelas tinham brotado ali).
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