9 horas da tarde. E o que tem de mais esse horário? Bom, para mim é o melhor horário do dia desde que o trem não atrase ou eu atrase para o pegar. Porquê? bom, porque agora cheguei em casa e verei minha querida família.
E a me recepcionar estão minhas filhinhas queridas. Eli e Emi, duas fofas gêmeas que agora estão no segundo ano de vida. Eli, a mais esperta vem caminhando em minha direção com os braços erguidos falando: -Papaa! Enquanto Emi vem engatinhando e só consegue pronunciar -Paaa... Não sei se isso é um prejuízo no desenvolvimento da Emi, mas é assim que vosso pai a diferencia da irmã.
Independente de suas diferenças, ambas merecem carinho igualmente do papai. Eli escala minhas costas enquanto Emi deita no meu colo. É, vou ficar sentado mais um pouco nesse sofá desconfortável aproveitando minhas miúdas antes de resolver jantar.
Como estão cheirosas, a mamãe deve ter dado banho a pouco tempo. O perfume de lavanda das garotas faz-me entrar em estado elevado de tranquilidade. Apenas incomoda um pouco o plástico de suas fraldas roçando em minha perna. Mas enfim logo as duas vão aprender a usar o sanitário, é só uma fase.
-Ei, e a mamãe?
-Mamã... dormindo! Disse a pequena Eli
-Maa...maa...ma. Tentou falar a Emi
E lá estava ela, estirada na cama completamente apagada. Resolvi deixar ela descansando, eu mesmo esquento minha comida no microondas. Emi resolve deitar junto da mamãe, já Eli acompanhou-me até a cozinha. Sua inteligência me surpreende, ela já sabe que vou jantar e se aproveita para me pedir bolinho de feijão. Como ela ama isso!
E assim minha comilona recebe comida na boca enquanto capricha no arroto. Vai acabar crescendo mais que a Emi. E falando nela, eis que a mesma cansa de ficar deitada e vem mexer com Eli. Que morde seu dedo com seus dentes de leite. Como responsável de plantão, vou em seu socorro, dando beijo em seu dedinho e lhe fazendo carinho. Eli também pede carinho na cabeça, em alto e bom som. Quem sou eu para recusar?
Chegando a hora de ninar, minha querida esposa acorda. A mulher da minha vida logo recebe de mim e de nossas meninas beijos e palavras de amor. Exceto Emi, que tinha dificuldade de pronunciar. Eli, que já sabia que horas eram saí procurando seu livro favorito de histórias e pede para que eu e a mãe leiam. Demorou para Eli dormir, pois a garota prestava muita atenção nas letras e desenhos do livro. Emi dormiu nos primeiros parágrafos.
Esse interesse da pequena Eli fez-a aprender a ler e escrever aos quatro anos de vida. Enquanto Emi dava seus primeiros passos, tentando fugir da irmã impaciente que queria ensinar ela à força. Como eu deduzia, Emi atrasou um pouco seu desenvolvimento, mas nada que a impedisse de ser uma criança feliz e contente como Eli, sua irmã igual na aparência mas diferente no seu pensar e agir.
Moral da história: ninguém nasceu para ser fotocópia de outro.
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