Essa história é semelhante a uma anterior e ao mesmo tempo contém acontecimentos diferenciados. E também é baseada em fatos fictícios.
É um dia qualquer na cidade de Naoeda, cidade que sempre acontece de tudo inclusive nada. Nesse dia qualquer o calor estava intenso, violento. Nada que impeça o tio Vanderlei atender ao pedido de sua irmã, que consistia em cuidar de sua sobrinha querida, Airi durante a manhã e parte da tarde, era urgente, ela e o marido tinham que resolver uma bronca pesada pelas bandas do centro comercial da cidade. Essas duas pessoinhas se gostavam muito, adoravam passar o tempo brincando de tudo quanto é coisa.
Tudo era divertido para aquele jovem tio de 10 anos e para sua sobrinha de 5. Jovem esse bastante responsável apesar de sua idade. E bem acostumado com as saídas da irmã. Sempre estava na guarda da Airi, ótimo, parentes são mais baratos que babás. Mas nosso nobre Vanderlei não via trabalho nenhum ali pois a pequena era muito comportada.
Comportada, curiosa e faladora. Para Airi não bastava saber a hora, queria a história completa sobre o relógio, o calendário e a contagem de tempo. Era uma criatura que esquecia de adormecer para acompanhar toda a história e interromper para perguntar mais detalhes sobre qualquer trecho. Bom, por enquanto Airi está de olho no almoço, já está na hora! Tio Vanderlei então coloca os dois pratos de comida para esquentar no forno.
Que surpresa, sua querida sobrinha agora come verduras, algo que nem os adultos donos da casa curtem! Sobre isso, Airi conversa com seu tio:
-Tio...
-Fala minha fofa!
-Você gosta de verdura?
-Não muito, Airi.
-Eu não gostava, mas uma vez fiquei curiosa pra experimentar abóbora, aí mamãe comprou e fez purê, acabei gostando e então resolvi provar mais tipos de verdura.
-Que específico. Mas é bom, assim você vai ficar grandona e forte!
-Maior que o tio?
-Talvez, mas tem que parar de conversar e comer tudo!!
Com essa motivação a garota faz a limpa no prato. O garoto também almoça tudo, e ambos terminam a refeição com um copo de limonada cada. Na hora de lavar a louça, Airi quer ser prestativa.
-Tio...
-Fala, minha fofa!
-Quer ajuda?
-Você sabe lavar pratos?
-Sei sim, mamãe me ensinou. Eu sempre ajudo ela.
-Que legal. Então o tio lava e a Airi seca e guarda. Com cuidado para não derrubar e quebrar!
-Eu tomo cuidado, tio!
E com cuidado toda a louça ficou limpa e organizada. Realmente Airi era prestativa, foi de grande ajuda para agilizar a tarefa. E a garota continuava querendo ser útil, quando Vanderlei resolve passar uma vassoura na casa lá vinha ela com a pá recolhendo a terra e a sujeira. Eis que não tem mais serviço doméstico pendente, tio e sobrinha vão sentar no sofá e assistir enquanto fazem a digestão. Airi ataca novamente:
-Tio...
-Fala minha empadinha doce
-Por que eu sou uma empadinha doce?
-Porque eu gosto de ambas.
-Aaaaaa... Tio, eu sei programar o DVD. Aprendi vendo o papai mexer.
-Você é muito esperta, o tio quando tinha sua idade não sabia nem ligar a televisão.
-Puxa, todo mundo fala que sou esperta. Mas eu só faço observar como funciona e decoro na cabeça.
-Por nada não Airi, mas você parece uma adulta quando começa a conversar. O que seus professores acham dessa sua sabedoria?
-A tia me elogia sempre. Sou a aluna com as notas mais altas e a que mais tem estrelinhas de boa conduta.
-Você está de parabéns, continue assim gostando de estudar!
-Mas estudar é chato, escrever dói o pulso e acordar cedo é horrível. E não tem vaga para mim de tarde.
-Que coisa...
-Shhh, vamos assistir o filme agora. Amo esse, já vi umas 135 vezes.
-Ok, vou só ligar o ventilador!
43 graus Celsius, apenas isso o termômetro marcava. Vanderlei e Airi assistiam ao filme e suavam muito, a ponto de no meio da sessão o tio ter que parar para fazer achocolatado bem gelado para hidratarem-se. Beberam até a secura da boca passar. O que não passava era o calor, que não aliviava nem com o ventilador rodando no talo. O jeito é ir para debaixo do chuveiro e tomar uma ducha fria. Ótimo, o alívio foi imediato, depois do banho foi só o tio vestir roupas limpas na sobrinha e em si mesmo. Enquanto se trocavam mais uma maratona de falatório, que matraca!!
-Tio...
-Fala, minha cheirosa!
-Eu já sei me vestir sozinha...
-Mesmo? Quero só ver!
-Aqui olha... Primeiro a roupa de baixo, depois dessavesso o meu vestido... Pronto!
-Muito bem! Agora o tio penteará seu cabelo liso.
-Tio, você tem o cabelo bem curto... Por quê?
-Eu corto todo mês porque ele esquenta muito minha cabeça, e com ele curto economizo no xampu.
-Oh... Mamãe uma vez queria que eu cortasse um pouco do meu cabelinho, mas eu disse que deixaria ele crescer para doar para as crianças que não tem, que caiu porque ficaram muito doentes. Para fazer perucas para que elas fiquem mais contentes.
-Que orgulho da minha sobrinha...
-Falando em doente, o tio tem medo de injeção? Eu não gosto! Fico com raiva quando papai diz que vai me levar em um passeio e ele me leva no posto para a doutora me encher de furinhos.
-Eu também odeio, mas é importante para nossa saúde.
Três horas, o calor continua na casa dos 40. Airi se rende e arranca fora seu vestido. Vanderlei fica surpreso, por que ela fez isso com seu vestido preferido?
-Tio... Tá muito calor, não estou aguentando!
-Entendi... Já sei, no quarto dos seus pais tem ar condicionado! Vamos deitar lá na cama deles e ligar um pouquinho só para abrandar esse calor.
-Vamos! Ah tio, tira sua camisa e a bermuda, vai se sentir mais fresco!
Normalmente um rapaz de 10 anos ficaria com vergonha de ficar vestido só de cueca na frente de um adulto. Mas como ele e Airi eram apenas duas crianças inocentes nada disso seria problemático. Foram os dois para o quarto, ligaram o ar e deitaram na cama. O tio todo esticado em t-pose e a sobrinha usando seu tórax como travesseiro.
O frio era tão gostoso que em pouco tempo o sono veio. Só foram acordar umas cinco da tarde com a irmã do Vanderlei apertando sua campainha. Que coisa, parecia que estava em sua própria casa, se bem que estavam em família. A falastrona Airi vai logo narrando para os pais tudo que aconteceu nesse conto até agora. Que bom que esses dois se dão tão bem... O garoto salvou o lado da irmã com esse grande favor. A recompensa vai ser uma rodada de sorvete, bem merecido depois desse dia escaldante. Vanderlei e Airi recolocam as roupas e todos se sentam no sofá para saborear as delícias geladas. Com o tempo mais fresco é hora do visitante se despedir. Não antes de ouvir mais da sua querida sobrinha:
-Tio...
-Fala Airizinha!!
-Você tem que ir mesmo? Eu vou ficar com saudades...
-O tio queria ficar, mas tenho escola amanhã cedinho.
-Praguejo essa fajuta empresa do ensino!!
-Calminha, eu volto outro dia para brincar. Ou melhor, que tal você me visitar? Aí você vê a vovó e o vovô também.
-Boa ideia! Eu peço para a mamãe e o papai me levarem para lá semana que vem.
-He,he,he... Minha fofa não vem sozinha por causa dos carros? É só prestar atenção no sinal e atravessar na faixa, a casa do tio é logo no final da rua.
-Não é isso, é que uma linda dama como eu pode ser raptada no percurso. Então é isso, tchau tio. Toma cuidado, eu te amo, beijo.
E acabou o dia. Agora cá entre nós, caro leitor... QUE ESPÉCIE DE MENINA DE 5 ANOS É ESSA? É super dotada pelo visto.
Pode copiar xará, dando os créditos pode replicar a gosto.
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