quarta-feira, 16 de novembro de 2022
terça-feira, 15 de novembro de 2022
sábado, 5 de novembro de 2022
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
A pequena e seus amiguinhos
(...) Passado uma semana que a pequena fugiu do orfanato já tinha feito amizade com as crianças da rua e as que tinham casa e papais. Todos brincavam sem diferenciação entre si. E todos amavam a garotinha que o que tinha de pequena tinha de acuada, tímida. Entre seus amigos mais sortudos tinha uma garota que acabara de ser adotada. Tinha vida de bacana, mas fugiu de casa por ser vítima de pais super espancadores. Até ser resgatada pelo bom ser.
Apesar de ter um ano a menos que a amiga, ela se considerava sua irmã mais velha. Enquanto habitavam a rua e depois da adoção sua irmãzona sempre estava a ajudando ora com comida, ora com sua casinha feita de papelão e lona, com um colchão gasto como único pertence.
Nesse dia estão várias crianças na pracinha brincando, inclusive as duas super amiguinhas. Bom, a miudinha tentava mas ficava travada constrangida com o grupo de pessoinhas. A amiga pegava em sua mão e a guiava nas brincadeiras. Acabou que as duas terminaram brincando separadamente dos outros, e depois ficaram sentadas no banco vendo a paisagem.
No finzinho da tarde todos partiram, menos a pequena que dormiu ali no banco profundamente. Aproveitou pouco o sono, logo veio um guarda que a arremessou no chão. Mal esperou ela levantar, mandou-a engulir o choro e já acertou o porrete em sua testa, para matar pelo visto.Eis que seu superior dá o flagrante nele. Bem feito, vai ser expulso da corporação!!! Mas antes o oficial foi amparar a menina com os primeiros socorros. Na emergência que ficava colada no DP a pequena foi tratada e examinada, não precisou de nada além de uma faixa na cabeça cobrindo o corte. Recebeu alta no mesmo dia.
O policial, depois de toda essa agitação naturalmente faz umas perguntas para a garota:
-Porque estava sozinha dormindo no banco da praça?
-Eu... eu estava com muito soninho...
-Onde você mora?
-Na rua, sozinha.
-E seus pais?
Nessa hora a pequena desaba em choro. Com dificuldade respondeu que eles estavam morando lá no céu e de lá olham e a protegem enquanto ela for uma menina boazinha. O oficial também chorou. Queria que a pequena ficasse a noite e dormisse ali, mas ela negou. Quis voltar para sua casinha de papelão pois no dia seguinte sua irmã de consideração ia lhe trazer bolo. Ela então é liberada para ir, todavia o superior vai atrás para ver onde era o local que a menina dormia. Esperou ela adormecer para deixar uma doce surpresa do seu lado(...)
quarta-feira, 2 de novembro de 2022
Finais
Eis as últimas fofinhas editadas por eu. Não ficaram tão caprichadas pois Android Go não é sistema que se use
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
domingo, 30 de outubro de 2022
sábado, 29 de outubro de 2022
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
quarta-feira, 26 de outubro de 2022
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
sexta-feira, 7 de outubro de 2022
quarta-feira, 5 de outubro de 2022
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Quero ser adotada
(...) E então depois de terminado o cartaz a garota o colocou no pescoço da amiguinha. Estava tão caprichado que seria impossível o plano dar errado e não tocar o coração de algum pedestre. A propósito, o cartaz dizia o seguinte:
"Olá senhor(a), sou uma garota que fugiu de um orfanato por sofrer maus tratos, preciso de alguém que me dê carinho e atenção, que olhe por mim, me eduque, me alimente. Prometo ser uma boa filha e o recompensar no futuro. Quer ser meu papai/mamãe ?"
Boa, um pedido direto e sincero acompanhado da carinha reluzente de pidona não teria como falhar. Na teoria, pois na realidade a situação é diferente. Dez quarteirões foram percorridos sem sucesso. Os adultos passavam pelas meninas e a maioria só ignorava. Tinha quem parasse para ler o cartaz mas logo ficavam sem reação, não tinham condições para ter uma filha de rua. Por mais que ela timidamente tentasse convencer com sua voz fina e quase muda.
Era início da noite quando as duas guerreiras voltam para o beco onde a pequena dorme, ainda bem que o gari não levou sua caixa/casinha. A amiga se despede dela após lhe oferecer um pacote de biscoitos waffle, que foi juntado com um pote de iogurte pequeno como ela, para a janta. Hoje teve comida, mas o que será do amanhã? Enquanto jantava a garota pensava e a lágrima escorria. Logo o sono lhe veio, ela pega seu gatinho mascote e enrola-o junto dela pois o frio veio violento. Três graus celsius, que o colchão e a manta sejam o bastante para os aquecer porque senão dois inocentes podem não morrer de fome, mas de frio(...)
sábado, 1 de outubro de 2022
quarta-feira, 28 de setembro de 2022
quarta-feira, 21 de setembro de 2022
segunda-feira, 19 de setembro de 2022
sexta-feira, 16 de setembro de 2022
domingo, 4 de setembro de 2022
domingo, 28 de agosto de 2022
segunda-feira, 16 de maio de 2022
Dores de cabeça
É mais um dia de aula, e dia de prova inclusive. Nossa personagem bem que gostaria de faltar, mas sua média está muito baixa para se dar a esse luxo. Portanto, com nenhuma disposição ela se prepara e vai em direção à escola, parecendo uma zumbi uniformizada.
A jovem estudante tinha saído mais cedo de casa, assim chegaria um pouco antes da aula para que tivesse tempo de uma última revisada antes da prova. Ou para que relaxasse os nervos, estava ficando tensa e nervosa. Teve 30 minutos antes do mestre entrar com as avaliações.
Chegou o momento, aquelas folhas brancas cheias de símbolos aterrorizantes foram distribuídas pelo professor para cada estudante naquela sala. Como cada um se sairia no teste ia depender do quanto teriam absorvido dos ensinamentos daquela matéria no trimestre.
Nossa garota parece em apuros, aos poucos o branco da sua memória vai preenchendo os espaços com as respostas decoradas. Ela precisa rapidamente retomar a calma ou vai fracassar no seu objetivo. Está difícil, um calor começa a querer lhe dominar, algo não está certo com seu corpo.
A cabeça da garota começa a latejar de dor, como se as informações na sua mente estivessem em conflito. Antes que chegasse responder a terceira questão, já tinha tombado da sua carteira e botado o café da manhã pra fora. E depois de dar um grito agudo perdeu a consiência por alguns segundos.
Rapidamente o professor solicita ao representante da sala que ficasse de olho nos outros estudantes enquanto levaria sua colega até a enfermaria. E chegando lá a deitou numa das macas, fez com que ela tomasse um analgésico e mandou dormir um pouco para aliviar a enxaqueca.
No final das duas aulas, o professor foi ver como sua pequena aluna estava. Tinha acabado de acordar e estava bem melhor da dor de cabeça. Estava com o cabelo bagunçado e a farda desabotoada, e com sua gravata torta. O professor bondoso a auxiliou a se arrumar.
Em seguida ele conseguiu uma dispensa para a garota. Também conseguiu uma permissão para dar uma carona para que ela chegasse em segurança até sua casa. Era perigoso liberar uma estudante com crises de enxaqueca sem ninguém por perto para a socorrer.
A garota chega a salvo e rapidamente em casa com a carona no carro do professor. A menina ainda meio enjoada tenta iniciar seus afazeres domésticos mas é impedida pelo professor que se oferece para fazer tudo. Assim ela aproveita para tomar um banho frio afim de baixar sua febre.
Depois de fazer toda a limpeza e arrumação, o professor foi dar uma última olhada na sua aluna. Estava deitada na sua cams vestindo apenas um lençol fino no corpo. Envergonhado, ele a orienta para tomar o remédio e descansar. E sobre a prova não precisava se preocupar, ele daria seu jeito.
No dia seguinte nossa heroína já totalmente recuperada chega direto na sala dos professores, para agradecer ao professor que teve todo o cuidado que ele teve consigo. Só que ele havia faltado, estava doente! Bom, é hora de fazer-lhe uma visita. Mas antes é hora de fazer outra prova chata!!
terça-feira, 10 de maio de 2022
quarta-feira, 4 de maio de 2022
Despedida de solteiro
Esse pequeno texto não pretende ofender os solteiros. Não se preocupe se você ainda não arrumou uma namoradinha, logo você arrumará a garota perfeita para suas intenções. Boa sorte e boa leitura!
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O professor Iki está feliz. Depois de ficar enrolado por meses namorando uma bela moça jovem, finalmente tomou vergonha na cara e marcou o casamento para o final dessa semana. A vítima, digo, a noiva será a garota que paquerava desde os tempos de ensino médio, só agora iriam tomar a vida mais seriamente. Graças à estabilização financeira do casal tinham condições de viverem juntos sem incomodarem seus familiares.
Apesar desse momento importante para a vida do professor ele não costumava misturar o seu eu profissional com seu eu pessoal. Pouco comentava com seus colegas de profissão sobre seu cotidiano, mas as paredes têm ouvidos. A fofoca em instantes chega em sua sala de aula, e seus alunos resolvem que o professor deles precisa ter uma daquelas tais de festa de despedida de solteiro. Melhor dizendo, só as garotas iam planejar tudo, os meninos ficariam de fora.
A informação veio segunda-feira, terça de manhã bem cedo, muito antes de começar às aulas, a sala estava toda decorada e arrumada para a comemoração especial. A representante da sala e suas subordinadas já foram logo decretando: é proibida por hoje a entrada de garotos nessa sala, o que ousasse desacatar as ordens da chefe ia ser amarrado, chutado e trancado na sala ao lado, que estava desocupada.
Iki está para chegar, as garotas se apressam para ficarem arrumadas de acordo com o figurino que escolheram. A única que faz manha para se caracterizar foi a Wendi, para ela era um absurdo a vestimenta para a comemoração. O professor ia ficar constrangido e poderia brigar com elas, não ia concordar com aquilo. Não teve jeito, pegaram ela à força e a vestiram como as outras. Sem ter o que fazer a garota se trancou dentro do armário.
A porta da sala se abre, é o professor! A representante comandando o coro deseja os parabéns pelo casamento, atirando um montão de confete em seu rosto. Ele estava surpeso, perplexo! Não pelo confete em si, nem pelo buffet armado na sala de aula... O que lhe chamou a atenção foi primeiramente a ausência dos garotos da sala, e depois a maneira como todas as garotas estavam vestidas, algo muito peculiar e chamativo.
Nada demais elas estarem vestidas com avental, certo? Mas aquelas mocinhas estavam cobertas apenas por eles! Wendi estava certa, o professor ficou furioso com o que tinham feito. Muitos iam adorar serem surpreendidos daquele jeito por belas jovens semi-despidas, mas aquilo poderia causar problemas para o Iki. Ia suspender todas as estudantes se a responsável por aquela algazarra não se identificasse. Assim todas apontam o dedo para a representante da turma, a senhora Laura.
Culpada descoberta, mas as cúmplices também seriam responsabilizadas. O castigo seria determinado mais tarde, afinal apesar de Laura e companhia terem exagerado um tanto além do limite ético, tinham feito aquela festa de coração. Estavam todos contentes pelo professor que tanto amavam, agora ele teria uma boca a mais para sustentar, digo, uma companheira para dividir as alegrias e tristezas, doenças e bênçãos, a carteira e a conta bancária.
O professor até tentou chamar os garotos amontoados na outra sala, mas suas alunas, até as que tinham um pano cobrindo as nádegas proibiram. Eles não eram de confiança como Iki segundo elas, o que não significava muito dada às confusões que Laura comandava com seu império jvenil, extorquia até as autoridades maiores da escola, se aproveitando por ser sobrinha do dono do prédio escolar. Entretanto, com o professor logo suas asinhas eram cortadas.
Compreensivo, Iki compreende a preocupação das meninas, mas decide ir de encontro com os garotos, eles também merecem compartilhar de sua felicidade. E então a bagunça se estende para a sala ao lado. E agora são dois grupos disputando o noivo para seu lado. Ida para lá e para cá. Até que o professor nota a falta de uma pequena no meio daquele fuá. Onde estaria Wendi? Iki tinha medo que tivessem desossado a menina e comido sua carne. Misericórdia, eles jamais fariam tal absurdo!
Sua aluna estava apenas amuada no armário vermelha de vergonha. E ficou mais ainda depois que o professor a retirou de lá. Por sorte a lingerie que ela vestia não era branca, pois Wendi estava suando para valer, tinha até abandonado o avental para se secar. O professor perguntou para a garota porque estava ali dentro, Wendi respondeu que foi despida sem ela querer pela Laura que tomou seu uniforme e o arremessou pela janela.
Eita, de novo a Laura! Sem problema, o professor iria atrás da roupa da menina Wendi. Ele lhe empresta uma toalha e parte à procura do uniforme enquanto ele ordena que as outras arrumassem aquela sala. E parassem de se exibir, que se vestissem logo! Assim começaram rapidamente a limpar tudo antes da próxima aula. Claro, os meninos nem um pouco ajudaram, afinal de contas nem foram convidados! Bem feito, quer dizer, aqui se faz aqui se roga praga. Ou algo similar.
Tudo correu normal na aula seguinte, exceto pela Wendi coberta pelo pano de secar. A professora desse período briga com a garota e a faz tirar a toalha. Antes de ser expulsa da sala sem ouvir o porquê daquela situação, chega Iki com a farda da menina, toda enlameada e esburacada, não tinha conserto. Wendi se desespera logo, mas aí lembra que na diretoria eles distribuiam o uniforme completo para o aluno que viesse sem ele. Iki fica perplexo novamente enquanto Laura tira-lhe sarro. A professora manda-a calar-se e expulsa o seu colega de trabalho dali.
Iki vai atrás da Wendi para ter certeza que ela ficaria bem. A garota dedura tudo para o coordenador, e agora Laura não tinha aonde se aparar, ia levar suspensão. E também conseguiu fazer o professor dela ser absolvido de qualquer empecilho, afinal não tinha concordado com aquele jeito de comemorar sua despedida de solteiro. Wendi voltou já vestida para a sala enquanto Iki dividia o restante dos seus doces com o pessoal daquela sala.
Ao fim das aulas a garota Wendi procura o professor para lhe dar os parabéns pelo casamento, e lhe oferece uma lembrancinha além de um beijo na bochecha. Afinal das contas, na boca só os casados que podem se beijar! E eis que chega o dia do matrimônio, a garota está lá como daminha de honra, Só ela e alguns alunos do sexo masculino foram convidados. Nada de Laura e sua trupe, pois se depender de sua astúcia a celebração vira divórcio antes mesmo do "sim, aceito".
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Permitida a cópia, vá em frente camarada!
terça-feira, 3 de maio de 2022
sexta-feira, 29 de abril de 2022
quinta-feira, 28 de abril de 2022
terça-feira, 26 de abril de 2022
Hana e Hina viajam
Entramos no recesso do meio de ano, época para os alunos descansarem e os professores descansarem deles. As irmãs vão viajar para outro estado, onde se encontra um grande parque de diversões que era o sonho delas frequentar lá. Merecidamente receberam esse presente da mãe, por estarem indo bem na escola, sobretudo Hina que gabaritava quase toda prova. Hana também se esforçou muito, tendo somente uma nota vermelha em todo o smestre.
Hyuu que também estava de férias seria o encarregado de acompanhar as garotas na viagem, já que o lugar era distante e esquisito para elas. E era dever do mais velho cuidar das mais novas quando a mãe não podia. Enfim, o rapaz ia aproveitar ao máximo para curtir as férias com suas pequenas irmãzinhas. Seriam 4 dias intensos só de lazer e divertimento, há tempos não iam os 3 juntos para um lugar tão distante assim.
As passagens foram compradas, a reserva de quarto no hotel feita e o cartão de débito descontado. Era esperar até amanhã para arrumar as malas e partir para a aventura. Na verdade uma mala só para colocar a bagagem das gêmeas e outra para o Hyuu, para não terem que arrastar muito peso por aí. A organização foi feita perfeitamente pelo rapaz, porque se Hana ou Hina fossem arrumar seria uma bagunça sem precendentes.
Na noite anterior à viagem Hana foi investigar e perguntar para Hina se ela estava bem, se estava com febre ou dor, pois se acontecesse qualquer coisa e ela não pudesse viajar por sua culpa ia a encher de cascudos. Hina a acalma e fala que está 100%, mandou ela ir dormir para não perder a hora e acordar disposta. Então no dia da viagem está tudo pronto para os irmãos tomarem o café da manhã e se arrumarem para estarem no aeroporto mais ou menos 10 horas da manhã.
Era a primeira vez que iam viajar de avião, das outras vezes tiveram que pegar o ônibus que demorava 3 dias para chegar no destino. Hina odiava porque não conseguia usar o banheiro do coletivo, que era perto do motor e esquentava, dava medo nela. Já na aeronave o tempo seria de apenas 4 horas, em poltronas mais confortáveis e ambiente climatizado. Mas será que as meninas não ficarão com medo da altura que voarão? Só saberão quando embarcarem.
Por chegarem ao aeroporto com horas de antecedência, Hyuu faz o check-in sem transtornos. Esperariam mais um pouco antes de pegarem seu voo, então foram esperar numa passarela de onde podia se ver os jatos partindo e pousando. Hana, de posse do celular da irmã, tirava um monte de foto dos aviões. Até chegar aquele que os levaria até o destino das férias. Antes de embarcarem Hana ainda apronta de subir na esteira de despache das bagagens, mas logo é repreendida pelo Hyuu.
O alto-falante avisava aos passageiros para embarcarem. Os três se dirigem ao local onde o avião estava pousado, ele era gigantesco, as gêmeas o fitavam com olhares mistos de surpresa e medo. E dentro era ainda mais interessante, cheio de luzes e assentos com telinhas portáteis e uma espécie de mesinha pendurável. Era como um ônibus, porém mais espaçoso e luxuoso. Outra diferença eram as janelas que não podiam se abrir.
Checando as passagens Hina descobre que sua poltrona está bem lá na frente do avião, e lá nas últimas Hana e Hyuu sentariam juntinhos! Que injustiça, mas não era como se eles fossem abandoná-la lá. O jeito é sentar, colocar o cinto e respirar fundo para espantar o nervosismo por imaginar o aeroplano no alto. Mas antes de relaxar na cadeira Hina teve que tomar das mãos da irmã seu celular e o desligar, não queria ser a responsável pela queda do airbus.
Um arrepio bate na pequena Hinatsuki quando o alto-falante começa a transmitir a voz da aeromoça explicando os procedimentos padrões de segurança para os passageiros. Enquanto que a outra gêmea fica com frio na barriga assim que o avião começa a pegar altura. Era incrível, rapidamente estavam tão distante do solo que estavam alcançando as nuvens. Queria Hina poder pegar uma, mas como foi dito parágrafos atrás as janelas não abriam seus vidros.
A vista do céu foi logo abandonada em prol dos luxuosos monitores em cada poltrona e do serviço de bordo. Hana espetou seu pendrive com clipes musicais para curtir nos fones oferecidos pela companhia aérea. Hina aproveitou os lanches gratuitos para matar a fome. Hyuu ligou seu computador para aproveitar a viagem fazendo as ilustrações que iam ser usadas pela sua editora nos próximos capítulos de um mangá famoso.
Tranquilamente o avião faz seu percurso. É hora de desembarcar, só voltariam a pegar outro em quatro dias. Agora começaria a verdadeira farra, bom, não antes da Hana outra vez querer andar na esteira onde rolavam as bagagens, e outra vez ela leva bronca e é ameaçada de ficar no quarto do hotel de castigo. Ela então fica quieta e espera junto dos irmãos a bagagem vir de encontro à eles, para então pegarem um ônibus até o hotel onde repousariam durante as férias.
Que prediozão! Não se comparava nem com as mansões luxuosas do bairro onde residiam! Tinha a frente toda de vidro, parecia uma caixa de cristal refletindo o sol todo em suas caras. Sua entrada tinha uma porta de girar que intrigava as garotas, aquilo era tecnológico demais para elas. Não mais que os elevadores com paredes de vidro que davam vista para a rua, enquanto subiam até o 23° andar! Muito mais interessante que as escadas rolante do shopping center que as gêmeas iam de vez em quanto.
Ainda mais avançado era o cartão que o Hyuu pegou na recepção, que servia para abrir a porta do quarto que ficariam. Pensem em um cômodo chique: onde eles passavam as luzes se acendiam, a tv sintonizava canais estrangeiros, o ar condicionado funcionava batendo palmas, tinha uma cadeira de massagem grandona no canto e a banheira do banheiro cabiam umas cinco gêmeas de uma só vez de tão imensa que era. A turminha ia descansar essa tarde para aproveitar o parque à noite.
De noite o irmão mais velho começa a arrumar as irmãzinhas para saírem. Pediram serviço de quarto e foram cheios para o lugar. O parque de diversões era muito mais bonito ao vivo e em cores que na propaganda. Após apresentarem os passaportes, os três foram autorizados a entrar naquele paraíso de atrações infinitas. Pena que metade dos brinquedos não eram compatíveis com a altura das garotas, em compensação os que davam para andar juntas com Hyuu era bem divertido.
Um pouco mais tarde já tontas e enjoadas de tanto sobe e desce, gira e pula, Hana e Hina vão explorar as barracas de guloseimas, que o irmão pagava com prazer. Hina comeu maçã do amor, algodão doce e castanhas de caju. Hana provou pipoca coberta de leite condensado, limonada e pastel de queijo com milho. O Hyuu pediu o mesmo que as meninas, só que em dobro. Passava da meia noite quando os irmãos voltaram para o hotel depois de curtirem o parque.
Poderiam ficar acordados até tarde vendo filmes de terror, mas Hina não os suportava. Ela não seria expulsa da confortável cama de casal com molas para um cantinho do quarto para assistir coisas no seu celular. Então foram dormir mesmo, com o Hyuu no meio separando as irmãs para evitar briga (quando o mais sensato seriam três camas de solteiro no cômodo). Antes disso Hana provoca sua irmã sugerindo que Hyuu lhe colocasse uma fralda para ela não molhar a cama.
Cedo acordaram, foram bater perna na cidade atrás de seus poucos pontos turísticos. Tiraram bastante fotos dos lugares bonitos e ermos, olharam muitas vitrinas e compraram algumas besteiras. Pararam para comer em um restaurante chique. Antes fosse na lanchonete do lado, as gêmeas faziam o irmão passar vergonha mesmo sem querer. Hina pegava a carne com a mão ao invés de usar garfo e faca, e a comida da Hana caía toda no chão. Tadinhas, não estavam acostumadas com esse modo de se comportar.
Anoitecia, iam os irmãos para o hotel se aprontar para aproveitar o parque de diversões novamente. Amanhecia, circulavam pela cidade toda até alguém acusar cansaço, toda vez acontecia com HIna. Essa rotina foi seguida até o último dia, que foi chuvoso o tempo todo e os impediu de sair do quarto alugado. Bom que lá era confortável e tinha muitas opções de lazer, como internet e televisão à cabo. A folia acabaria às quatro da tarde, duas horas antes do avião da volta decolar.
Estavam de volta no aeroporto, e tudo se repetia exceto Hanamaru que não quis mais viajar junto com as malas pesadas. Um pequeno susto foi dado nos irmãos por causa de uma pequena turbulência que a chuva fazia no avião, nada tão dramático. Acabou que dessa vez todos foram juntos na mesma fileira de assentos. E como era tarde da noite as pequenas aproveitaram das coxas do Hyuu e cochilaram até chegar em sua cidade. Cataram as malas no desenbarque e foram andando até em casa.
Uma hora da madrugada, começava a chover ali também. A mãe daquelas criaturas esperava ansiosa pela sua chegada. Hana tombou exausta em cima das malas e voltou a dormir. Hyuu pediu a bênção e foi pro seu quarto terminar seus projetos. Hinatsuki empolgada e desperta começa a narrar as aventuras que passou naquele curto recesso, contando tudo: sobre os aeroportos cheios de gente, os aviões enormes, o hotel luxuoso com elevador de vidro, tv de setenta polegadas.
Falou até sobre o parque com muitos brinquedos, e muitos ela não pode ir por ser muito pequena, falou sobre as comidas gostosas do parque e do restaurante, até o que não devia falar sua inocência liberou em sua língua. Para ser mais exato o caso do casal do quarto ao lado, de noite a garota ouvia a moça hospedada gritando e gemendo, devia estar sofrendo de dor! (Com certeza estava, mas não era o tipo de dor que passasse com aspirina, Hina bobinha!)
De todo modo Hina tinha que ir dormir, pediu a bênção da mãe e perguntou se na próxima vez ela poderia ir também, para que ela também se divertisse. A mãe respondeu que ela já era velha para essas coisas e nem tão cedo poderiam fazer outra viagem dessas pois a atual custou muito dinheiro. Ouvindo essa bomba, Hina vai dormir pensativa. Acordou montando uma barraca de limonada gelada para tentar reverter um pouco do prejuízo ocasionado pela viagem dos sonhos. Nada vendeu, Hana acabou tomando tudo. Inclusive uma surra de sua querida irmã gêmea companheira de encrencas!
E lá se vai mais uma temporada de aventuras de suas irmãzinhas preferidas, quem sabe eu continue com suas historinhas mirabolantes. Todavia por enquanto é só, espero que tenham curtido. A gente se vê por aí, amigo leitor, até breve!!
domingo, 24 de abril de 2022
sexta-feira, 22 de abril de 2022
Pequenas engenheiras
Feriados prensados, semana livre de folga para os alunos de Naoeda. Incluindo as gêmeas. Hana e Hina não tem dever da escola, estavam inquietas e sem saber o que fazer. A televisão só está transmitindo filme chato e novela sem sal, internet caiu, o quarto do Hyuu está trancado. Não tem jeito, teriam que se virar lá fora ao ar livre, o que na verdade convinha para a saúde das molecas que ficavam muito tempo trancafiadas em casa.
Partiram para a pracinha. Um local muito mais bonito que o que elas exploraram com Nayume. Mas menos radical e perigoso, nada de abelhas ou penhascos, mais arborizado e menos sujo de entulhos. Os brinquedos eram bem conservados e a única água que existia lá era da fonte, não servia para nadar mas servia para brincar de barcos de papel/plástico. É nessa fonte que as irmãs começam a brincar ao custo de muitos barcos feitos com as folhas do caderno da Hina.
Logo chegaram as crianças mais velhas querendo tomar posse da fonte e expulsaram as irmãs dali. Os chatos se acham os donos da rua, do colégio, da cidade! Tudo legal, ainda tem os balanços, o escorregador, a gangorra e a caixa de areia para Hana e Hina usarem. Se os chatos deixassem. Em cada pedaço da praça vinha alguém da turminha dos seis implicar com as meninas. Hina puxou sua irmã pelo braço e foram embora, antes que Hana começasse a brigar com eles e acabasse apanhando.
De volta a casa, Hana estava com os nervos alterados, queria se vingar na Hina. Mas essa a acalmou dando uma ideia: iriam as duas construir seu próprio playground no terraço de casa, na imaginação da Hina seria mais fácil que fazer uma piscina. Na verdade ela não saberia por onde começar, ainda bem que Hana já havia projetado toda a obra na imaginação, e com a ajuda da irmã começariam a construir seu parquinho particular.
Tábuas, cordas e tijolos foram providenciados pela Hana, que pegou esse material encostado na garagem. Hina arrumou tintas, pregos, um martelo e uma serra, todos achados no porão. Reuniram tudo e começaram a construir os brinquedos. Cortando as tábuas e pintando, juntando com os pregos e amarrando cordas, as pequenas faziam um verdadeiro trabalho artesanal caprichado e bem bonito, mas sempre com confusão ao estilo das gêmeas.
Hana feriu o braço esquerdo com a serra, fazendo a outra menina quase desmaiar ao ver sua hemorragia. Foi logo enfaixar seu braço com uma camiseta da irmã. Hina não teve tempo para reclamar porque tentava tirar uma farpa que entrou no dedo e estava a incomodando. E ambas deram boas marteladas na mão, na cabeça e em outras partes do corpo até a conclusão das obras. O esforço foi compensador, era hora de experimentar os brinquedos. Não ainda, a tinta está fresca.
Enquanto a tinta secava, as meninas se lavam e tratam dos cortes e machucados. Breve estavam se divertindo com o projeto. No balanço Hana empurra Hina fortemente, ela cai de cara no chão... felizmente no gramado macio! Na gangorra Hina se dá mal novamente quando a irmã se levanta com tudo e a desequilibra, fazendo-a cair. A vingança foi quando Hana foi usar o tobogã, sua saia prendeu em um prego solto na tábua, arrancando ela de seu corpo e arranhando seu bumbum.
Foi divertido porém radical. Chega de brincar por hoje, HIna estava toda dolorida. E enraivecida por Hana estar usando sua calcinha com estampa de panda. Pegou uma ripa de madeira para espancar o traseiro da Hana, mas recuou por causa do sangue. Enfim entraram para jantar e descansar da aventura de hoje. O máximo que iam fazer hoje era usar os barcos de papel na pia da cozinha, quiçá na caixa d'água transformada em piscina. E logo foram dormir, exaustas.
No dia seguinte o parquinho das garotas estava diferente. Os brinquedos foram melhorados, o escorrega foi direcionado para a piscina e dois novos brinquedos surgiram: uma cama elástica e um cercado cheio de bolinhas. Tudo obra do Hyuu, que gostava demais das suas irmãzinhas e fazia o possível para agradá-las. Hana e Hina agradeceram ao irmão pela atualização do playground. E esse ainda prometeu adicionar um campo de minigolfe ao projeto.
E assim sem se meter com os encrenqueiros do bairro as gêmeas curtiram seu parque particular até o fim do feriado prolongado. Mas isso quando a tv estava com a programação tediosa ou a internet ficava lenta. Bem, um pouco de cada, dentro e fora de casa. Compartilhando sua construção com os amigos de sua idade que não eram egoístas como os mais velhos. Mas sem fazer muita bagunça, pois sempre sobra para Hana e Hina arrumar.
segunda-feira, 18 de abril de 2022
Exploradoras extrapoladoras (3t/e2)
Mais uma vez temos um dia agitado na casa das gêmeas, e como sempre a folia é ditada pela Hana que resolveu brincar de esgrima com Hina. Meio que na base da trapaça, pois além de estar com a vassoura maior ela só espancava Hina na cabeça. A campainha toca doze vezes antes que as garotas percebam, pois estão muito concentradas no esporte bruto. Tanto é que Hyuu chega logo para atender. Era a coleguinha Nayume que veio convidá-las para irem explorar o bairro com ela.
Na verdade ela queria convidar somente a Hina, pois achava sua irmã chata, metida e brigona. Hana foi mesmo assim porque queria continuar brincando com sua parelha. E se ficasse em casa logo seria incomodada para fazer a tarefa acumulada da escola. Dada a permissão e o horário limite para retornarem, as gêmeas foram rua abaixo acompanhadas da amiga andar sem rumo pela região até cansarem.
Nada de lugares inóspitos, na verdade as três garotas iriam explorar um local localizado nos fundos do terreno da escola. Lá existia uma rala vegetação composta de desmatamento moderado, plantas rasteiras, cipós e matinhos que causavam coceira. Mais ao longe tinha um pequeno morro com solo barroso e cheio de galhos secos no caminho. Foi decidido unanimamente que o objetivo das garotas seria chegar ao topo daquela subida um pouco íngreme.
Ligeiramente chegaram no pico do barranco. Hana foi logo ordenando para as outras duas que procurassem por ali algumas garrafas pet. Sua ideia era apostar uma corrida deslizante descendo aquele morro pelo lado de trás. Radical e perigoso, Hina foi logo dando para trás e jogando a toalha, dessa vez não ia ceder aos caprichos da irmã. Porém foi persuadida pela Nayu que se convenceu ao ver que no final da descida tinha um ribeirão onde poderia nadar à vontade!
Três garrafas foram providenciadas num terreno baldio ali perto, o suficiente para começarem a brincadeira. Começaram a descer em disparada, e logo Hina toma a dianteira. A pequena contudo se descontrola e desce a barreira de bruços. Ganhou a corrida e um ralado na barriga. As outras duas só sujaram o traseiro. Menos mal que tem o ribeirão para se lavarem. Fariam isso antes de subir e descer novamente aquele morro.
Não conseguiriam mais subir. Foi um sacrifício tirar Nayume de dentro da água, estavam exaustas para escalar tudo aquilo só para esfolar uma parte do corpo e rasgar a camisa. Era melhor voltar para casa e refazer a tarefa outro dia. E assim brincando de arremesso de pedra na água as moças se vestem para irem embora. Não antes da Hana aprontar mais uma das suas reinações, dessa vez curiosa com um objeto estranho não indentificado pendurado numa mangueira que ela avistou.
As garotas se aproximam da árvore carregadas com as pedras. Primeiro derrubaram algumas mangas e depois, numa ordem dada pela Hana disparam no objeto estranho até ele tombar. Sucesso, o alvo foi abatido e seria dissecado. Que surpresa! O objeto em questão era uma colméia, seu interior estava cheio de mel! As três começam a comer aquele doce enquanto se perguntavam onde estavam as abelhas daquele lugar. Bom, ali não havia nenhuma, mas na colméia ao lado um enxame ia começar a perseguir nossas heroínas.
Elas abandonam o tesouro, cataram as frutas que puderam e começam a correr das abelhas. Nayume com histórico de atleta dispara, deixando as gêmeas para trás. Hana leva sua irmã carregada pela mão pois Hina é péssima corredora, e também está exausta de tanto brincar na água. Não deu para elas, no momento que Hana ia atravessando a rua a fim de evitar um acidente Hina puxou-a para trás. As duas caem e são picadas diversas vezes. As abelhas também alcançam Nayume e a ferroam sem dó.
Mais cedo que o combinado as três estão de volta na casa dos Hoshi. Bem machucadas pelos ferrões dos insetos. E Hina com a barriga toda vermelha, quase desmaiando porque começava a escorrer sangue dos ferimentos... Sobrou para Hyuu cuidar das moças arteiras, mandando elas direto para a ducha. Assim que estivessem limpas ele aplicaria pomada em seus machucões. Nayume se emprestou uma roupa da Hina e foi convidada para ficar para o lanche.
Como pura coincidência foram servidos pães de mel, porém sem picadas de brinde, e suco feito com as mangas que as garotas conseguiram trazer dentro das roupas que elas vestiam. Depois Hina foi direto para o quarto terminar as lições que deixou de fazer para brincar de espadachim com Hana. Nayume se mandou para casa porque se lembrou que também não tinha terminado a lição. Enquanto à Hana, essa ficou cutucando a barriga da irmã que ardia para caramba. Mas dessa vez não ficou barato, levou uma cadernada em cheio na testa castigada pelas zangadas abelhas.
sábado, 16 de abril de 2022
sexta-feira, 15 de abril de 2022
quinta-feira, 14 de abril de 2022
terça-feira, 12 de abril de 2022
Roupa suja suja-se até encardir (3ª TEMPORADA DAS AVENTURAS DAS GÊMEAS SAPECAS)
Hoje não teve aula para as gêmeas, as possibilidades da casa permanecer arrumada são mínimas. Basta que Hana acenda o pavio para Hina explodir, e parece que ela está conseguindo. Antes tivesse pego a vassoura para varrer o chão do quarto que ela sujou com os lápis que apontou, mas preferiu brincar de dar espadadas na irmã que não deixou barato, pegou uma corda de varal e fez de açoite, machucando Hana.
Essa brincadeira resultou no mini system tombado no chão. Urgente, essas meninas precisam de calmante antes que a casa seja derrubada. Hyuu tinha um plano para fazer elas criarem um pouco de controle e responsabilidade, e pararem de brigar. A missão seria lavar a roupa acumulada da semana, todinha! Manteria elas ocupadas e ajudaria nas tarefas domésticas. Ele deu todas as instruções em um papel e o dinheiro para as duas irem à lavanderia da esquina fazerem o serviço.
E por que não lavavam em casa? Bem, tudo foi culpa da Hana, que usou sua irmã de cobaia. Desafiou-a a entrar na lavadora e tomar banho lá, até aí tudo bem, Hina entrou, colocou sabonete líquido e pôs o eletrodoméstico para girar o tambor. Mas pouco tempo depois o aparelho para de rodar e começa a fumaçar, dá um estalo e a energia acaba. Foi um grande susto, mas felizmente só a máquina tinha quebrado, ninguém se machucou dessa vez.
Resmungando de raiva ia Hana acompanhada de Hina, calma e tranquila. Cada uma segurava um lado do carrinho de feira usado para transportar a roupa até a lavanderia. Uma verdadeira saga até chegar lá, pois uma empurrava para o lado da outra o carro, e nessa agonia uma bicicleta quase atopela Hina, que tem o pé atingido por uma das rodas. Apenas uma dor temporária descontada com uma forte mordida no braço de Hana.
Lá na lavanderia a confusão continua. As garotas chegam e já tem meio mundo de gente ocupando todas as lavadoras. Tiveram que sentar num banco ali presente e esperar, esperear, esperar... em determinado momento Hana tem que se ausentar pois está com a bexiga apertada. Foi no bar do outro lado da rua se aliviar no banheiro e deixou Hina na guarda das roupas, logo estaria de volta para ajudar.
Estaria tudo bem, se não fosse o descuido da garota Hina que na pressa para pegar umas das máquinas desocupadas derrubou as moedas. Um garoto malvado se aproveita para pisar na mão da garota que tinha se abaixado para recolher o dinheiro. Hina não está nem aí com a dor sentida, apenas pedia para o garoto lhe devolver o dinheiro que era para lavar a roupa. Ele não estava nem aí até aparecer Hana e tomar o dinheiro de volta dele na base do cascudo. E ralhando com a irmã molenga e chorona.
Lavaram a roupa seguindo à risca a lista que receberam, secaram, amarraram a trouxa com a roupa limpa e colocaram de volta no carrinho. Dessa vez mais comportadas elas voltavam para a casa, Hana não tinha o porquê de provocar a irmã que já estava com a mão e o pé machucados. Mas não existe nada de ruim que não possa piorar. Assim que chegam em casa nenhum dos responsáveis estava, então as gêmeas resolvem também passar e dobrar as roupas. Separá-las e guardá-las.
Hana ficou com o ferro e Hina com o resto. Ela tinha visto sua mãe passar roupa várias vezes, era fácil, bastava seguir as instruções das etiquetas. Eis que Hina observa que sua irmã estava com dificuldades para desamassar algumas roupas e se lembrou do modo vapor que ajudaria nessa função. Ao tentar mostrar acaba encostando o braço na tábua de passar, quando Hana acidentalmente corre o ferro pela mesa, queimando a irmã. Hoje não foi um dia bom para Hina.
Antes que incendiasse a casa socorrendo a irmã, Hana desliga o ferro de passar da tomada e vai remediar o mal que fez. Depois que o incidente passa, as duas terminam de passar,separar e dobrar toda a roupa. Hina vai guardar a parte do Hyuu em seu guarda-roupa e acaba por ter uma ideia absurda, merecia uma recompensa por ter feito um bom serviço. Pegou uma de suas cuecas lavadas e pôs na cabeça como se fosse uma coroa.
Hana não esperava uma atitude tão excêntrica vinda da Hina. Ela defende-se dizendo que aquele procedimento era para que o cheiro do irmão grudasse na sua cabeça e fizesse ela pensar melhor. Bem convincente, mas muito constrangedor para Hana por mais ousada que ela fosse. Ao menos a cueca estava lavada, do contrário Hina não conseguiria vesti-la na cabeça. (Sim, Hanamaru já tinha tentado o que a outra garota fez mas não resistiu ao cheiro de suor).
No fim do dia Hyuu e a mãe retornam, e ao ver o bom trabalho que as garotas fizeram, resolveram recompensá-las com uma grana boa. Hana ia gastar o dinheiro com figurinhas e doces como sempre, além de peixe para seu mascote. Já Hina ia guardar em seu cofre, para ter como pagar o conserto de qualquer coisa que ela viesse a quebrar e não correr o risco de se machucar. Ou melhor, ia comprar um escudo e uma armadura para se proteger da irmã.
Quanto à cueca do Hyuu na cabeça da Hina ninguém falou nada, a garota devia ter confundido a peça com um esparadrapo, talvez, ela era meio cabeça de vento!
quarta-feira, 6 de abril de 2022
terça-feira, 5 de abril de 2022
segunda-feira, 4 de abril de 2022
sábado, 2 de abril de 2022
quarta-feira, 30 de março de 2022
segunda-feira, 28 de março de 2022
Papais separados
Era madrugada, quase manhã. Zayure termina de arrumar a sua bagagem. É sábado, a moça vai finalmente poder visitar o pai. Tudo culpa da sua mãe e a tal liminar da justiça que não permitem livre acesso entre a filha e o pai, ou pelo menos dificultava esse contato.
Pois bem, uma briga quase trágica entre os pais de Zayure terminou em divórcio. O pai partiu daquela casa para nunca mais voltar. Não fez questão de levar além das roupas do armário seus documentos e algumas de suas plantinhas de vaso. Para ele não importava que metade da mobília, dos eletrônicos e da casa tivessem vindo de suas economias.
Já tinha arrumado um lugar para alugar e também um emprego estável. Tudo que restava era a sua querida Yu, mas isso sua mãe não permitia. Fez de tudo para conseguir a guarda dela e a manter longe daquele homem. Pura injustiça, pois até Zayure era praticamente metade do gene de cada.
A garota era a que mais sofria com essa separação. Tanto porque sentia saudade de seu pai carinhoso quanto pelo sarro dos colegas dizendo que seu progenitor foi comprar cigarro e nunca mais voltaria, e sua mãe era uma separada vadia da vida, garota de programa.
Antes que fosse vítima de depressão, sua mãe permitiu que a cada três meses Zayure visitasse seu pai. E hoje é o dia dessa visita. Serão apenas dois dias por causa da escola, e porque se for um a mais a polícia vem bater na porta. É aproveitar e matar as saudades e pegar sua pensão como recomendou a mãe.
Zayure não se importava tanto com o dinheiro, só queria passar o tempo se divertindo com seu velho. Então logo que ela põe a última peça íntima na mala ela se manda para o ponto de ônibus. Até poderia ir a pé mas ia chegar suada e fedida, e de condução chegaria tão logo e teria mais tempo de lazer.
Zayure chegou no apartamento alugado pelo separado. Estava trancado, ninguém estava no momento no lugar, porém ela não iria ficar lá plantada na frente do prédio. Por sorte ela conhecia a proprietária, que morava no terceiro andar do condomínio, aí foi só subir uns degraus e bater sua porta pedindo uma chave reserva.
De posse da chave, ela destranca a porta e adentra o apartamento. Estava varrido e organizado, nada mal para um homem solteiro.
Apenas algumas roupas estavam em cima da cama para dobrar e guardar no armário. Naquele monte de roupa além das que o pai costumava usar haviam também roupas femininas. Estranho, não poderiam ser dele pois eram de tamanho incompatível.
Assim que Zayure termina com a roupa ela resolve preparar o almoço. Havia uma curiosidade da garota para saber o motivo daquelas roupas diferenciadas. E se fossem para o velho fazer aquele tipo diferenciado? Melhor nem pensar muito porque o arroz já está queimando. Com o almoço pronto a garota se serve e em seguida deita no sofá para assistir.
Pouco tempo se passa e a garota adormece. Mas um pouco de tempo o pai chega ao apartamento acompanhado de uma jovem moça bem bonita. O casal estranha a porta da residência destrancada, e se surpeendem com a menina dormindo no sofá profundamente. O pai se aproxima da filha e a cutuca até ela acordar.
Zayure se espanta ao acordar e ver o pai junto com outra mulher. Que foi apresentada como sua namorada. Tinha a conhecido a alguns meses atrás depois da última visita e recolhimento de pensão da filha. Foi uma surpresa para Zayure ver que seu pai tinha arrumado uma companheira, e sua companheira ficou surpresa com aquela garotinha fofa.
Fofa e boa cozinheira. O casal ali jamais haviam almoçado tão bem, eram só elogios para a garota que foi o assunto da conversa naquela tarde enquanto Yu lavava a louça suja. Era ela a filha que o pai tanto falava para sua parceira. Doce, atenciosa, alegre, inteligente. Um orgulho de pessoa que por causa de uma mulher ingrata ele raramente a via.
No restante do dia sem terem muito o que fazer os três sentam no sofá para assistir até perto da hora da janta. Como qualquer pai preocupado com os filhos, enquanto conversava também perguntava para Zayure coisas tipo: como vai na escola, e os namoradinhos, como a mãe estava a tratando, como estava a sua saúde, se sentia muita saudades dele.
Sobre a escola respondeu que não ia tão bem porque tinha muita dificuldade de entender as matérias, passava raspando. Já sobre namoro tinha sido rejeitada por dois rapazes que ela tinha se declarado, dois vexames traumáticos. A mãe continuava ríspida e impaciente com ela, mas tinha parado de bater na garota. A saúde estava aceitável, apenas a pressão um pouco elevada.
E saudades de estar ao lado do pai? Nossa, tinha bastante! Zayure era acostumada a dormir desde bebezinha ao lado dele e da mãe. Agora dormindo sozinha sentia uma solidão imensa, entristecedora. Mesmo com a mãe no quarto ao lado. Passava madrugadas chorando baixinho, ia para a escola emburrada e desanimada porque não tinha a companhia do pai querido.
Bom, pelo menos por esse fim de semana a garota pode matar essa vontade, isso é, se na cama caberá outra pessoa já que agora papai tem uma outra mulher para dividir leito. E a cara da moça era de não se importava, o espaço era grande.
À noite antes da hora de dormir pegaram uns dados para jogar yahtzee, um negócio que Yu aprendeu na escola. Depois a jovem foi tomar banho e vestir seu pijama para dormir após seu pai negar que assistisse um filme que ia passar bem tarde. Que usasse o videocassete para gravar, faz mal para o organismo desconfigurar o relógio de seu metabolismo, virar noite pode trazer danos, e focar uma luz de monitor em um ambiente escuro deteriorava a visão.
Obediente, ou talvez ansiosa, Zayure vai direito para a cama, se intrometendo no meio do casal. O pai que devia estar ali no meio das suas preciosidades, porém a sua companheira, encantada com a pequena nem deu bola. Deu foi uma afagada na sua cabeça. O pai veio a fazer o mesmo. Enquanto Zayure aos poucos ia adormecendo também ia agradecendo os carinhos.
Manhãzinha já, a visita desperta sozinha na cama. Os adultos madrugaram, onde teriam ido? Nada longe, estavam no chão da sala nus fazendo sexo na maior naturalidade. O pai sem parar o que estava fazendo dá bom dia para sua filha, que corre para o quarto com as lágrimas escorrendo pelo rosto. O senhor interrompe sua diversão, veste uma roupa e vai checar o que ocorreu com a pequena.
Aparentemente nada, só que ela tinha lembrado as vezes que ela flagrou-o fazendo aquilo com a mãe quando chegava da escola. E na sua cabeça pensava que o divórcio dos dois era por causa desse intrometimento da parte dela. Sentia culpa por ser esse incômodo na hora da diversão deles. Mas não era nada disso o motivo da separação.
O pai começou a contar a verdade para aquela criatura inocente. As brigas nada tinham a ver com ela, era tudo culpa do seu trabalho anterior que era explorativo. Muitas vezes fazia hora extra e não era pago, e ao voltar tarde era acusado de ficar bebendo com mulheres da vida pelos botecos gastando o salário. Ele acabou tomando desgosto e quis se separar daquela ciumenta.
Foi a melhor decisão que teve antes de cometer uma besteira. Se continuasse ali ceifaria a vida da mãe de Zayure. Ele iria para a cadeia e a menina para algum abrigo, sem pai ou mãe para a amparar. Com esses dizeres a moça se acalma, abraça o pai e pede desculpas. A outra moça já vestida entra no quarto e pede desculpas para Zayure.
Tudo beleza, a pequena estava acostumada com cenas extravagantes como aquela. Perguntou a ela desde quando o pai a conhecia. Fazia dois meses e pouco, numa cafeteria, foi amor à primeira vista. No dia seguinte marcaram um encontro e sete dias depois com a autorização dos pais estavam namorando. Foi um pouco difícil os convencer, desde que o rapaz tinha o dobro de sua idade,19.
Bom, de maior já era, mas porque alguém tão mais velho? Porque ela quis, idade não manda no coração. E também o coroa não era de se jogar fora, tinha corpo e físico de invejar universitandos. Era amor acima de qualquer interesse financeiro, já que ela também trabalhava além de estudar. Para sua vida só faltava um companheiro para construir seu futuro.
Esse futuro já estava presente, sem perda de tempo o casal estava noivando, e breve teriam um bebê. Um meio irmão para Zayure. As condições eram tão favoráveis que logo o pai daria entrada na casa própria. E sua filha adorável era mais que bem vinda lá. Que alegria ver que o pai estava finalmente vivendo felizmente, e também estava ansiosa pelo novo membro da família.
Mas e sua pensão, como ficaria? Antes de ir embora seu pai pegou esse dinheiro e pôs em sua mala. E em seu sutiã colocou uma grana bem maior que a outra. Disse que a da mala era para a velha gastar com ela e Yu. A outra a menina podia gastar como quisesse. Viajar para a Ásia, comprar jóias, ou um helicóptero. Zayure disse que guardaria em seu cofre, e juntaria o suficiente para comprar uma casa bem perto da dele assim que fosse independente.
E assim a moça volta para a casa da mãe. Empolgada porque daqui a três visitas vai poder brincar com seu mais novo irmão mais novo. Eita, a família está cada dia crescendo. Só falta sua mãe, velha coroca, ranzinza e rabugenta arrumar outro parceiro. Mas duvido que alguém seja masoquista à esse ponto.
terça-feira, 8 de março de 2022
Presentes indecentes [+18]
Aviso para pessoas sensíveis, menores de idade e/ou que se ofendem fácil com assuntos anti-éticos, políticos ou religiosos: NÃO RECOMENDO CONTINUAR A LEITURA A SEGUIR. ESSE TEXTO FALA DE TEMAS POLÊMICOS/PESADOS COMO INCESTO, CONSUMO DE ÁLCOOL E RELAÇÕES PROIBIDAS. Pode não ficar claro para vocês o pensamento/entretenimento que o autor quer lhe passar. Todo o texto, assim como personagens e locais descritos nele não existem na realidade em que vivemos, são todos fictícios e baseados em leituras e outras mídias que o autor fez uso. Nenhuma ideia passada pelo texto corresponde aos ideais que o autor segue. O autor também condena qualquer ideia criminosa que o texto venha a apresentar, sendo essa apenas para motivos explicativos. Se você concorda com esse aviso pode prosseguir. Divirta-se ou fique com nojo do autor.
Festas de aniversário. Boas para quem participa, nem tanto para quem as produz. A não ser que seja doces comemorativos feitos por encomenda, afinal o que não traz felicidade ao menos dá facilidade para a vida. A aniversariante da vez é a Noeru, mas o destaque dessa história será em torno da sua melhor amiga Selini e de Kaede, irmão da aniversariante e perdido em paixões pela outra garota.
Selini foi logo a primeira a chegar, logo pelas 11 da manhã. Queria por vontade própria fazer parte da equipe de preparativos festivos, mais precisamente a parte decorativa. Mas como ainda era cedo foi acordar Noeru para dar-lhe os parabéns e lhe entregar seu presente. Foi um transtorno acordar a amiga que dormia profundamente, precisou lhe aplicar um super pulo em sua barriga.
Noeru acorda sem ar, porém bem humorada, pois hoje seria um dia especial onde ela se empanturraria de comida gostosa e ia aumentar sua coleção de quinquilharias brincáveis. Ou ia abarrotar as gavetas com roupa nova ganhada, a começar com um conjunto listrado de roupa íntima que acabara de receber da amiguinha que insistia que ela experimentasse ali e agora. Porém a pequena exibida foi mostrar para todos ali na casa presentes.
Beleza, Noeru foi colocar o resto da vestimenta para brincar com a visita. E logo o quintal vira campo de batalha. Como em um jogo de luta Noeru e Selini distribuem magias, voadoras e especiais da porrada entre si. Mas logo são contidas pela dona da casa que não gosta de brincadeira de agarrado. Damas como elas não poderiam se divertir com um esporte tão brutal. Ah tá, elas iam então brincar de costureiras? (Até que não era má ideia).
As garotas foram então usar o karaokê para bricarem de serem ídolos famosas, sendo expulsas assim que começou o jornal da tarde que a mãe da Noeru costumava assistir. O que restava fazer era sevirem-se do almoço pois estava na hora. Veio então não se sabe de onde Kaede com os apetrechos e acessórios necessários para a confecção da festa. Os adultos iam começar a fazer as comidas enquanto mais tarde os três jovens ali se responsabilizariam com os enfeites.
Selini estava eufórica pois o irmão da Noeru era muito divertido de se brincar, curtia mais se divertir com ele que com a própria Noeru, e tinha sempre uma ideia diferente para passar o tempo. Da última vez foram brincar de cabelereiro e ele deixou as garotas lhe rasparem sua cabeça e o seu bigode de adolescente mal formado. Ele era muito carinhoso e cuidadoso com as duas, muitas vezes era lhe imposto a guarda delas quando os adultos se ausentavam.
E antes de chegar a hora de encher as bexigas e montar o buffet os três inventaram de brincar de casinha. Isso, Kaede não era preconceituoso quanto a isso, mas também não era bobo: boba era a Selini que aceitou ser a personagem "bebê" do "casal" de irmãos. Grande coisa não? Bem, a brincadeira era para lá de realista, mas por apreciação ao garoto Selini aceita se caracterizar conforme o script. E passou a maior parte da brincadeira cansando o colo da mamãe Noeru.
Quase noite, as bolas e enfeites são colocados por toda a área da festa. O bolo com 13 velas é posto no centro da mesa e terminado de decorar. Os docinhos e salgados típicos de festa vêm em seguida, seguidos dos utensílios descartáveis tais como copos, talheres e pratos e muito refrigerante do mais barato do mercado. No terraço é montada a churrasqueira para a parte mais adulta festejar, munidos de carne de segunda e muita bebida alcoólica gelada.
18 horas, as garotas vão se arrumar para a comemoração, enquanto os convidados restantes iam chegando um por um. Selini termina seu banho e põe a muda de roupa que trouxe para dormir na casa da amiga. Ela se enfeita toda e se perfuma bem para chamar a atenção de Kaede e ficar juntinha do seu amigo brincalhão, antes que a Noeru o roubasse para ela. Ciúme de irmão é problema, não eram as duas melhores amigas? Bem, quando o assunto era o moço bondoso as duas chegavam a soltar faíscas.
A aniversariante aparece em seguida, descendo as escadas. Com um lindo vestido e com o cabelo todo enfeitado, tão cheirosa quanto Selini. Parecia uma dama de honra, ou até uma noiva, carecendo apenas do véu para ficar bem convincente. Noeru é recebida pelos convidados com uma salva de palmas pelos presentes ali, e até com assovios. Seus amigos vão fazendo fila e distribuindo os presentes, parabenizando a garota que agradecia a cada item recolhido.
A menina estava ansiosa para ver tudo aquilo que tinha recebido, mas já era hora de apagar as luzes e cantarolar a música dos parabéns. Procedimento padrão: fazer um pedido, apagar as velas e oferecer a primeira fatia de bolo para o irmão, que desde cedo estava apegado de mais à Selini. Muito suspeito, Kaede estava dando atenção demais para a amiga. Deixa, amanhã a chata desencana dele e aí vira exclusividade da Noeru. Ou quase, a mãe ainda pode usá-lo.
A festa segue com o som alto estourando as caixas acústicas gastas. Os pequenos começam a fazer pequenices, furtando guloseimas na cara dura antes de receberem sua parte. Da parte dos adultos sobra o churrasco, cerveja, vinho e outras bebidas adultas. Gritaria, correria, dedo no olho e chave de braço. A folia estendia-se por toda a residência, todos alegres e contentes. Todos dançavam, todos pulavam, todos bem elétricos. Mas Kaede, Noeru e Selini não eram todos.
Longe do tumulto, estavam sentados no sofá, o rapaz no meio e as garotas uma de cada lado. Apertando seus braços e esfregando suas cabeças em seus ombros, cada uma querendo tomar posse dele. Noeru é então convidada pelos outros amigos para jogar queimada. Selini sente-se com sorte por ter toda a atenção de Kaede só para ela agora. E por que ela não foi brincar com os outros? Parece ser desculpa esfarrapada, mas ela sofre de bronquite e não pode forçar demais sua respiração.
Ficaram os dois no sofá jogando reversi, até que Selini acusa ter sede. A moça gentilmente pede para o rapaz um copo de refrigerante de uva. Ele logo vai lhe buscar a bebiba, e repentinamente tem uma ideia no mínimo pertubadora para ficar mais íntimo da garota. Pegou uma das garrafas de vinho e misturou com a bebida a ser servida. E de extra uma peça de carne bem passada.
Selini não esperava tamanha "bondade" do amigo. Ela gostava muito de carne! Parecia gato de condomínio. A garota devora toda a peça, o que lhe amplia a sede. Ela vira o grande copo de 750ml com a mistura perigosa em um só gole, e pouco depois começa a passar mal e ficar tonta. Bem quando Noeru ia a chamar para uma atividade mais suave com os companheiros. Kaede se oferece para cuidar da pequena no quarto da irmã, e essa é imcumbida de avisar aos demais. Descansando a garota se recuperaria.
Huhu, era tudo armação do Kaede. Um plano perfeito para ficar mais íntimo da Selini, no sentido mais pervertido da palavra. A garota estava completamente embriagada e descontrolada, começou a encarar o rapaz e dizer umas verdades obcenas para ele, de um jeito bem fofo, parecendo elogios. Reclamando de calor começa a se despir e se aproximar de Kaede, que ficava cada vez mais excitado com a carinha vermelha dela, com o rosto perfumado de álcool.
Para igualar, o moço se despe também, e nota-se que seu órgão genital está pronto para o serviço. Deitado na cama, Selini senta em suas pernas e coloca o objeto duro em sua entrada pré encharcada. Com as mãos na cinturinha da menina, Kaede a empurra para cima e para baixo fazendo a menina cavalgar e fazendo também seu sangue de virgem escorrer pela virilha do rapaz. A excitação com isso só ia aumentando.
Kaede levanta-se para ficar com o rosto mais próximo ao da Selini e começa a beijar, pouco se importando com seu hálito de bêbada. O rapaz ia só acelerando, fazendo a menina gritar cada vez mais alto. Sem problema, o som alto e o isolamento acústico do lugar abrandavam a algazarra, era imperceptível para alguém desconfiar daqueles dois fazendo sexo no lugar. No fim Kaede usou tanta força que fez o ato se encerrar em menos de 5 minutos, quando ele alcança o êxtase completo.
Sem pensar direito Selini foi preenchida por dentro com o caldo infértil do rapaz malandrão. Ela desmaia de exaustão, logo depois o jovem limpa a cena do amor e veste suas peças de roupa íntima, além de se vestir também. Bem quando a dona do local chega para ver se a amiga estava bem. Estava Selini vermelha e pouco vestida, isso porque estava sentindo dificuldade para respirar, e estava molhadíssima de suor. Aí então ela sentiu-se tonta e pediu para deitar. Estava semi nua porque estava com calor.
Mas Noeru não era boba como a Selini. Conseguia deduzir as coisas pelo olfato, como cheiro de bebida, perfume, sangue e... gozo mascuino! Sim, ele tinha enganado a amiga para fazerem obcenidades nas suas costas! Aquilo não ia ficar barato, não era para ele ter feito aquilo com ela, ia querer um suborno para ficar calada, pois mesmo que amasse seu irmão aquilo era errado. Mas a chantagem não era algo com valor monetário.
Para provar sua lealdade e ser perdoado pela traição Kaede teria que fazer o mesmo com a Noeru, mas 1,3x mais intenso. Só assim ela confiaria nele de volta. Mesmo desgastado o rapaz topa no mesmo momento agradar à irmã e consegue servi-la de um modo satisfatório para ela. Desconsiderando o terceiro minuto da safadeza quando Selini desperta e Noeru a desmaia com uma "gravata". Agora não é hora de atrapalhar, é a vez da aniversariante receber o melhor presente.
Noeru se veste logo para despedir-se dos convidados. Inclusive avisando para a galera que Selini estava melhor, estava apenas dormindo nesse momento. Então no dia seguinte a amiga acorda de ressaca, quase vomitando na Noeru. Ela confessa que se lembrava de tudo que aconteceu naquele quarto horas atrás. Parabenizou-a por ela ter um bom companheiro e lamentou ter chegado tarde na vida do Kaede. Sua boca seria um túmulo sobre o assunto, mas se quisesse poderia fazer parte do triângulo.
Para o amado Kaede ela também confessou ter gostado dele a ter feito adulta, foi muito divertida essa brincadeira mais madura. Também prometeu ficar calada sobre o assunto, e ainda falou que não ia perder para a Noeru, ia o conquistar não importa se tivesse que usar a força bruta. Ia tê-lo só para ela, ia brincar de casinha na vida real com ele. Aí vai ser difícil, se o pai é apenas um rapaz estéril e a mãe não possuiria fôlego para ter um parto. Nada que uma adoção não resolva, vocês não acham?

































