quarta-feira, 4 de maio de 2022

Despedida de solteiro

Esse pequeno texto não pretende ofender os solteiros. Não se preocupe se você ainda não arrumou uma namoradinha, logo você arrumará a garota perfeita para suas intenções. Boa sorte e boa leitura!

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O professor Iki está feliz. Depois de ficar enrolado por meses namorando uma bela moça jovem, finalmente tomou vergonha na cara e marcou o casamento para o final dessa semana. A vítima, digo, a noiva será a garota que paquerava desde os tempos de ensino médio, só agora iriam tomar a vida mais seriamente. Graças à estabilização financeira do casal tinham condições de viverem juntos sem incomodarem seus familiares.

Apesar desse momento importante para a vida do professor ele não costumava misturar o seu eu profissional com seu eu pessoal. Pouco comentava com seus colegas de profissão sobre seu cotidiano, mas as paredes têm ouvidos. A fofoca em instantes chega em sua sala de aula, e seus alunos resolvem que o professor deles precisa ter uma daquelas tais de festa de despedida de solteiro. Melhor dizendo, só as garotas iam planejar tudo, os meninos ficariam de fora.

A informação veio segunda-feira, terça de manhã bem cedo, muito antes de começar às aulas, a sala estava toda decorada e arrumada para a comemoração especial. A representante da sala e suas subordinadas já foram logo decretando: é proibida por hoje a entrada de garotos nessa sala, o que ousasse desacatar as ordens da chefe ia ser amarrado, chutado e trancado na sala ao lado, que estava desocupada.

Iki está para chegar, as garotas se apressam para ficarem arrumadas de acordo com o figurino que escolheram. A única que faz manha para se caracterizar foi a Wendi, para ela era um absurdo a vestimenta para a comemoração. O professor ia ficar constrangido e poderia brigar com elas, não ia concordar com aquilo. Não teve jeito, pegaram ela à força e a vestiram como as outras. Sem ter o que fazer a garota se trancou dentro do armário.

A porta da sala se abre, é o professor! A representante comandando o coro deseja os parabéns pelo casamento, atirando um montão de confete em seu rosto. Ele estava surpeso, perplexo! Não pelo confete em si, nem pelo buffet armado na sala de aula... O que lhe chamou a atenção foi primeiramente a ausência dos garotos da sala, e depois a maneira como todas as garotas estavam vestidas, algo muito peculiar e chamativo.

Nada demais elas estarem vestidas com avental, certo? Mas aquelas mocinhas estavam cobertas apenas por eles! Wendi estava certa, o professor ficou furioso com o que  tinham feito. Muitos iam adorar serem surpreendidos daquele jeito por belas jovens semi-despidas, mas aquilo poderia causar problemas para o Iki. Ia suspender todas as estudantes se a responsável por aquela algazarra não se identificasse.  Assim todas apontam o dedo para a representante da turma, a senhora Laura.

Culpada descoberta, mas as cúmplices também seriam responsabilizadas. O castigo seria determinado mais tarde, afinal apesar de Laura e companhia terem exagerado um tanto além do limite ético, tinham feito aquela festa de coração. Estavam todos contentes pelo professor que tanto amavam, agora ele teria uma boca a mais para sustentar, digo, uma companheira para dividir as alegrias e tristezas, doenças e bênçãos, a carteira e a conta bancária.

O professor até tentou chamar os garotos amontoados na outra sala, mas suas alunas, até as que tinham um pano cobrindo as nádegas proibiram. Eles não eram de confiança como Iki segundo elas, o que não significava muito dada às confusões que Laura comandava com seu império jvenil, extorquia até as autoridades maiores da escola, se aproveitando por ser sobrinha do dono do prédio escolar. Entretanto, com o professor logo suas asinhas eram cortadas.

Compreensivo, Iki compreende a preocupação das meninas, mas decide ir de encontro com os garotos, eles também merecem compartilhar de sua felicidade. E então a bagunça se estende para a sala ao lado. E agora são dois grupos disputando o noivo para seu lado. Ida para lá e para cá. Até que o professor nota a falta de uma pequena no meio daquele fuá. Onde estaria Wendi? Iki tinha medo que tivessem desossado a menina e comido sua carne. Misericórdia, eles jamais fariam tal absurdo!

Sua aluna estava apenas amuada no armário vermelha de vergonha. E ficou mais ainda depois que o professor a retirou de lá. Por sorte a lingerie que ela vestia não era branca, pois Wendi estava suando para valer, tinha até abandonado o avental para se secar. O professor perguntou para a garota porque estava ali dentro, Wendi respondeu que foi despida sem ela querer pela Laura que tomou seu uniforme e o arremessou pela janela.

Eita, de novo a Laura! Sem problema, o professor iria atrás da roupa da menina Wendi. Ele lhe empresta uma toalha e parte à procura do uniforme enquanto ele ordena que as outras arrumassem aquela sala. E parassem de se exibir, que se vestissem logo! Assim começaram rapidamente a limpar tudo antes da próxima aula. Claro, os meninos nem um pouco ajudaram, afinal de contas nem foram convidados! Bem feito, quer dizer, aqui se faz aqui se roga praga. Ou algo similar.

Tudo correu normal na aula seguinte, exceto pela Wendi coberta pelo pano de secar. A professora desse período briga com a garota e a faz tirar a toalha. Antes de ser expulsa da sala sem ouvir o porquê daquela situação, chega Iki com a farda da menina, toda enlameada e esburacada, não tinha conserto. Wendi se desespera logo, mas aí lembra que na diretoria eles distribuiam o uniforme completo para o aluno que viesse sem ele. Iki fica perplexo novamente enquanto Laura tira-lhe sarro. A professora manda-a calar-se e expulsa o seu colega de trabalho dali.

Iki vai atrás da Wendi para ter certeza que ela ficaria bem. A garota dedura tudo para o coordenador, e agora Laura não tinha aonde se aparar, ia levar suspensão. E também conseguiu fazer o professor dela ser absolvido de qualquer empecilho, afinal não tinha concordado com aquele jeito de comemorar sua despedida de solteiro. Wendi voltou já vestida para a sala enquanto Iki dividia o restante dos seus doces com o pessoal daquela sala.

Ao fim das aulas a garota Wendi procura o professor para lhe dar os parabéns pelo casamento, e lhe oferece uma lembrancinha além de um beijo na bochecha. Afinal das contas, na boca só os casados que podem se beijar! E eis que chega o dia do matrimônio, a garota está lá como daminha de honra, Só ela e alguns alunos do sexo masculino foram convidados. Nada de Laura e sua trupe, pois se depender de sua astúcia a celebração vira divórcio antes mesmo do "sim, aceito".


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Permitida a cópia, vá em frente camarada!

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