Entramos no recesso do meio de ano, época para os alunos descansarem e os professores descansarem deles. As irmãs vão viajar para outro estado, onde se encontra um grande parque de diversões que era o sonho delas frequentar lá. Merecidamente receberam esse presente da mãe, por estarem indo bem na escola, sobretudo Hina que gabaritava quase toda prova. Hana também se esforçou muito, tendo somente uma nota vermelha em todo o smestre.
Hyuu que também estava de férias seria o encarregado de acompanhar as garotas na viagem, já que o lugar era distante e esquisito para elas. E era dever do mais velho cuidar das mais novas quando a mãe não podia. Enfim, o rapaz ia aproveitar ao máximo para curtir as férias com suas pequenas irmãzinhas. Seriam 4 dias intensos só de lazer e divertimento, há tempos não iam os 3 juntos para um lugar tão distante assim.
As passagens foram compradas, a reserva de quarto no hotel feita e o cartão de débito descontado. Era esperar até amanhã para arrumar as malas e partir para a aventura. Na verdade uma mala só para colocar a bagagem das gêmeas e outra para o Hyuu, para não terem que arrastar muito peso por aí. A organização foi feita perfeitamente pelo rapaz, porque se Hana ou Hina fossem arrumar seria uma bagunça sem precendentes.
Na noite anterior à viagem Hana foi investigar e perguntar para Hina se ela estava bem, se estava com febre ou dor, pois se acontecesse qualquer coisa e ela não pudesse viajar por sua culpa ia a encher de cascudos. Hina a acalma e fala que está 100%, mandou ela ir dormir para não perder a hora e acordar disposta. Então no dia da viagem está tudo pronto para os irmãos tomarem o café da manhã e se arrumarem para estarem no aeroporto mais ou menos 10 horas da manhã.
Era a primeira vez que iam viajar de avião, das outras vezes tiveram que pegar o ônibus que demorava 3 dias para chegar no destino. Hina odiava porque não conseguia usar o banheiro do coletivo, que era perto do motor e esquentava, dava medo nela. Já na aeronave o tempo seria de apenas 4 horas, em poltronas mais confortáveis e ambiente climatizado. Mas será que as meninas não ficarão com medo da altura que voarão? Só saberão quando embarcarem.
Por chegarem ao aeroporto com horas de antecedência, Hyuu faz o check-in sem transtornos. Esperariam mais um pouco antes de pegarem seu voo, então foram esperar numa passarela de onde podia se ver os jatos partindo e pousando. Hana, de posse do celular da irmã, tirava um monte de foto dos aviões. Até chegar aquele que os levaria até o destino das férias. Antes de embarcarem Hana ainda apronta de subir na esteira de despache das bagagens, mas logo é repreendida pelo Hyuu.
O alto-falante avisava aos passageiros para embarcarem. Os três se dirigem ao local onde o avião estava pousado, ele era gigantesco, as gêmeas o fitavam com olhares mistos de surpresa e medo. E dentro era ainda mais interessante, cheio de luzes e assentos com telinhas portáteis e uma espécie de mesinha pendurável. Era como um ônibus, porém mais espaçoso e luxuoso. Outra diferença eram as janelas que não podiam se abrir.
Checando as passagens Hina descobre que sua poltrona está bem lá na frente do avião, e lá nas últimas Hana e Hyuu sentariam juntinhos! Que injustiça, mas não era como se eles fossem abandoná-la lá. O jeito é sentar, colocar o cinto e respirar fundo para espantar o nervosismo por imaginar o aeroplano no alto. Mas antes de relaxar na cadeira Hina teve que tomar das mãos da irmã seu celular e o desligar, não queria ser a responsável pela queda do airbus.
Um arrepio bate na pequena Hinatsuki quando o alto-falante começa a transmitir a voz da aeromoça explicando os procedimentos padrões de segurança para os passageiros. Enquanto que a outra gêmea fica com frio na barriga assim que o avião começa a pegar altura. Era incrível, rapidamente estavam tão distante do solo que estavam alcançando as nuvens. Queria Hina poder pegar uma, mas como foi dito parágrafos atrás as janelas não abriam seus vidros.
A vista do céu foi logo abandonada em prol dos luxuosos monitores em cada poltrona e do serviço de bordo. Hana espetou seu pendrive com clipes musicais para curtir nos fones oferecidos pela companhia aérea. Hina aproveitou os lanches gratuitos para matar a fome. Hyuu ligou seu computador para aproveitar a viagem fazendo as ilustrações que iam ser usadas pela sua editora nos próximos capítulos de um mangá famoso.
Tranquilamente o avião faz seu percurso. É hora de desembarcar, só voltariam a pegar outro em quatro dias. Agora começaria a verdadeira farra, bom, não antes da Hana outra vez querer andar na esteira onde rolavam as bagagens, e outra vez ela leva bronca e é ameaçada de ficar no quarto do hotel de castigo. Ela então fica quieta e espera junto dos irmãos a bagagem vir de encontro à eles, para então pegarem um ônibus até o hotel onde repousariam durante as férias.
Que prediozão! Não se comparava nem com as mansões luxuosas do bairro onde residiam! Tinha a frente toda de vidro, parecia uma caixa de cristal refletindo o sol todo em suas caras. Sua entrada tinha uma porta de girar que intrigava as garotas, aquilo era tecnológico demais para elas. Não mais que os elevadores com paredes de vidro que davam vista para a rua, enquanto subiam até o 23° andar! Muito mais interessante que as escadas rolante do shopping center que as gêmeas iam de vez em quanto.
Ainda mais avançado era o cartão que o Hyuu pegou na recepção, que servia para abrir a porta do quarto que ficariam. Pensem em um cômodo chique: onde eles passavam as luzes se acendiam, a tv sintonizava canais estrangeiros, o ar condicionado funcionava batendo palmas, tinha uma cadeira de massagem grandona no canto e a banheira do banheiro cabiam umas cinco gêmeas de uma só vez de tão imensa que era. A turminha ia descansar essa tarde para aproveitar o parque à noite.
De noite o irmão mais velho começa a arrumar as irmãzinhas para saírem. Pediram serviço de quarto e foram cheios para o lugar. O parque de diversões era muito mais bonito ao vivo e em cores que na propaganda. Após apresentarem os passaportes, os três foram autorizados a entrar naquele paraíso de atrações infinitas. Pena que metade dos brinquedos não eram compatíveis com a altura das garotas, em compensação os que davam para andar juntas com Hyuu era bem divertido.
Um pouco mais tarde já tontas e enjoadas de tanto sobe e desce, gira e pula, Hana e Hina vão explorar as barracas de guloseimas, que o irmão pagava com prazer. Hina comeu maçã do amor, algodão doce e castanhas de caju. Hana provou pipoca coberta de leite condensado, limonada e pastel de queijo com milho. O Hyuu pediu o mesmo que as meninas, só que em dobro. Passava da meia noite quando os irmãos voltaram para o hotel depois de curtirem o parque.
Poderiam ficar acordados até tarde vendo filmes de terror, mas Hina não os suportava. Ela não seria expulsa da confortável cama de casal com molas para um cantinho do quarto para assistir coisas no seu celular. Então foram dormir mesmo, com o Hyuu no meio separando as irmãs para evitar briga (quando o mais sensato seriam três camas de solteiro no cômodo). Antes disso Hana provoca sua irmã sugerindo que Hyuu lhe colocasse uma fralda para ela não molhar a cama.
Cedo acordaram, foram bater perna na cidade atrás de seus poucos pontos turísticos. Tiraram bastante fotos dos lugares bonitos e ermos, olharam muitas vitrinas e compraram algumas besteiras. Pararam para comer em um restaurante chique. Antes fosse na lanchonete do lado, as gêmeas faziam o irmão passar vergonha mesmo sem querer. Hina pegava a carne com a mão ao invés de usar garfo e faca, e a comida da Hana caía toda no chão. Tadinhas, não estavam acostumadas com esse modo de se comportar.
Anoitecia, iam os irmãos para o hotel se aprontar para aproveitar o parque de diversões novamente. Amanhecia, circulavam pela cidade toda até alguém acusar cansaço, toda vez acontecia com HIna. Essa rotina foi seguida até o último dia, que foi chuvoso o tempo todo e os impediu de sair do quarto alugado. Bom que lá era confortável e tinha muitas opções de lazer, como internet e televisão à cabo. A folia acabaria às quatro da tarde, duas horas antes do avião da volta decolar.
Estavam de volta no aeroporto, e tudo se repetia exceto Hanamaru que não quis mais viajar junto com as malas pesadas. Um pequeno susto foi dado nos irmãos por causa de uma pequena turbulência que a chuva fazia no avião, nada tão dramático. Acabou que dessa vez todos foram juntos na mesma fileira de assentos. E como era tarde da noite as pequenas aproveitaram das coxas do Hyuu e cochilaram até chegar em sua cidade. Cataram as malas no desenbarque e foram andando até em casa.
Uma hora da madrugada, começava a chover ali também. A mãe daquelas criaturas esperava ansiosa pela sua chegada. Hana tombou exausta em cima das malas e voltou a dormir. Hyuu pediu a bênção e foi pro seu quarto terminar seus projetos. Hinatsuki empolgada e desperta começa a narrar as aventuras que passou naquele curto recesso, contando tudo: sobre os aeroportos cheios de gente, os aviões enormes, o hotel luxuoso com elevador de vidro, tv de setenta polegadas.
Falou até sobre o parque com muitos brinquedos, e muitos ela não pode ir por ser muito pequena, falou sobre as comidas gostosas do parque e do restaurante, até o que não devia falar sua inocência liberou em sua língua. Para ser mais exato o caso do casal do quarto ao lado, de noite a garota ouvia a moça hospedada gritando e gemendo, devia estar sofrendo de dor! (Com certeza estava, mas não era o tipo de dor que passasse com aspirina, Hina bobinha!)
De todo modo Hina tinha que ir dormir, pediu a bênção da mãe e perguntou se na próxima vez ela poderia ir também, para que ela também se divertisse. A mãe respondeu que ela já era velha para essas coisas e nem tão cedo poderiam fazer outra viagem dessas pois a atual custou muito dinheiro. Ouvindo essa bomba, Hina vai dormir pensativa. Acordou montando uma barraca de limonada gelada para tentar reverter um pouco do prejuízo ocasionado pela viagem dos sonhos. Nada vendeu, Hana acabou tomando tudo. Inclusive uma surra de sua querida irmã gêmea companheira de encrencas!
E lá se vai mais uma temporada de aventuras de suas irmãzinhas preferidas, quem sabe eu continue com suas historinhas mirabolantes. Todavia por enquanto é só, espero que tenham curtido. A gente se vê por aí, amigo leitor, até breve!!
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