sábado, 17 de abril de 2021

O braço quebrado

  É dia de festa, é dia de alegria, dia de diversão. Hoje temos na escola estadual de Naoeda Suwakonta o mais famoso e badalado festival do esporte e atletismo. O local estava com as arquibancads lotadas de pessoas de todos os lugares daquela cidade. Pais de alunos, avós, tios, amigos estudantes de outros locais e comerciantes que patrocinavam aquele fabuloso evento. Todos estavam lá para prestigiar o show esportivo que os seus filhos, netos e conhecidos iam estrelar, e torcer para eles.

 Torcida bem organizada inclusive, com direito à cornetas e bandeiras coloridas, confete e gritos de guerra ecoando o nome dos seus favoritos. Tem quem dissesse que no meio da torcida havia até gente apostando no ganhador da contenda colegial que antes que eu me esqueça de contar era de tamanha importância que tinha transmissão pela televisão local da região. Beleza, falando em favoritos vamos apresentar a mais queridinha do público para a primeira competição, a corrida de 100 metros.

 A mais jovem das competidoras ali presente, tinha a fama de ser a corredora mais veloz da classe. E também  a mais bonita na opinião dos garotos da classe dela. Seu nome: Ryuka, que já se alongava toda para se aquecer. E arrumando seu shortinho de educação física apertado nas pernas. Ao seu lado estava outra aluna, uma espécie de rival: a segunda mais veloz da sala e também considerada pelos meninos a segunda mais bonita: Taniya, que para se preparar para a carreira fazia flexões usando apenas a mão direita.

 Taniya estava com sangue nos olhos, determinada a derrotar Ryuka naquela competição. Tinha treinado feito uma condenada, não iria mais aceitar ser a número dois para sempre, ser a sombra da colega. O quanto seu aperfeiçoamento em técnicas de corrida iriam resultar? Logo saberíamos pois a largada foi dada. Taniya disparou na frente, mas Ryuka logo alcança a garota. Cem metros depois Taniya cruza a linha de chegada, com doze segundos cronometrados. Em segundo lugar, quase dois segundos atrás da Ryuka, a vencedora mais que certa de acordo com a arquibancada, que vibrava e gritava euforicamente o nome da vencedora.

 Ryuka pulava de alegria, acenava para o público e mandava beijo com a mão. Taniya apenas olhava com raiva e cerrava os dentes. Por mais que ela ouvesse se esforçado e melhorado bastante sua performance atlética e resistência física, ainda não fora párea para sua "rival". Ela tinha diminuído seu tempo e deixado os outros seis competidores muito para atrás, mas aquela Ryuka estava num nível profissional olímpico. Taniya estava tão possessa de ter fracassado em seu objetivo que no pódio nem quis comemorar, apenas pegou sua medalha prateada e partiu para sala.

 Pouco depois chegou Ryuka. Suada e cansada depois da proeza feita na corrida. Queria porque sim apertar a mão da parceira e parabenizá-la pelo segundo lugar. Ela meio contrariada aceita, afinal de contas seria uma grosseria com a colega. Pouco depois desse momento épico, repentinamente ela propõe uma competição de queda de braço para comemorar o sucesso das duas na corrida.  O motivo para a escolha dessa brincadeira? O sentido? Tanto faz, a menina Ryuka era muito competitiva, logo disse sim para a ideia da Taniya. Ótima oportunidade de vingança, pois pelo menos nisso ela deveria ser melhor, na força ela seria a número um. Não era. A senhorita Ryuka era muito resistente e ia ganhar mais uma partida. Mas isso não ficaria assim.

 Num ato dissimulado ela finge uma escorregada, agarra fortemente o braço da amiga e ambas caem no chão, sendo que Taniya tombou por cima do braço destro da Ryuka, fazendo com que o osso partisse e rasgasse a pele alva e lisa da garota. Era uma fratura exposta que fazia Ryuka agonizar de tanta dor... o sangue escorria pelo chão onde se encontrava as duas garotas caídas. Taniya ergue-se de lá e corre atrás de um adulto para socorrer a ferida. Por dentro gargalhando pela astúcia dela. Uma verdadeira vilã de novela, assim ela se sentia.

 Chegou o irmão da Ryuka junto com um professor para prestar-lhe atendimento. Levam-a à enfermaria da escola para limpar a ferida com álcool e para estancar o sangue com esparadrapos. E Ryuka fora conduzida para o hospital a fim de ter o braço engessado. E assim se sucedeu, tomou um antibiótico e enfiaram um monte de gesso no seu membro. O osso logo se calcificaria, por sorte não teriam que lhe amputar o braço!

 Eita amiga da onça! Ryuka já sabia que Taniya não era a pessoa mais santificada do mundo, mas aquele tipo de vigarisse foi de magoar! Bom que ela ia ficar afastada da maldosa por alguns dias pois estava impossibilitada de manusear qualquer coisa com a mão destra. Ficar em casa seria uma boa para se desintoxicar dessas más companhias. Agora teria que se adaptar a usar seu braço auxiliar enquanto não sarasse, seria um novo desafio para a nossa menina que sempre estava querendo superar seus limites.

 Mas esse deafio era demais para Ryuka. Escovar os dentes era difícil, comer era difícil, fazer a limpeza do quarto era impossível. Vendo a situação crítica da coitada, seu irmão (chamado Ryuzaki) se propôs a auxiliar a irmãzinha enquanto esta estivesse contundida. -Certeza que você não se incomoda com isso Ryuzão? -Nem um pouco Ryuzinha, é meu dever prover conforto enquanto minha fofinha estiver precisando.

 Generosidade aceita, os irmãos começaram a ficar mais grudados do que de costume. Ryuzaki passou a pentear os cabelos compridos da Ryuka, escovava-lhe os dentes e dava comidinha na boca dela. Aproveitando-se para fazer a maninha dizer "a-hum" para o aviãozinho pousar em sua língua. Cena fofamente fetichada. Mas havia um probleminha. Na verdade um empecilho gigantesco para ambos. E não era sobre a lição da escola pois essa chegava pelo correio junto com a matéria resumida e explicada, para que assim que ela sarasse fosse feita aos poucos.

 Como ela conseguiria tomar banho naquela situação? Antes ela pedisse para a mãe fazer isso, mas essa sempre chegava do serviço para lá de meia-noite, e Ryuka não gostava de dormir suja. Sem jeito e morrendo de vergonha só lhe restava pedir esse favor para o seu irmão. Que também estava vermelho de vergonha. Mas o prometido por ele devia ser cumprido. Nenhum dos dois ali tinha costume de quebrar uma promessa. Vamos assepsiar a garota então.

 Primeiramente com cuidado a Ryuka é despida pelo vermelho Ryuzaki. Desabotuando sua camiseta ainda com cheiro do primeiro lugar da competição escolástica. Sempre com cuidado para não mexer no braço imobilizado, o que causaria dor na menina. Em seguida retira seu shortinho apertado, aliviando as coxas da Ryuka que já estavam quase assadas. E por fim tira-lhe a lingerie, deixando a garota totalmente despida e pronta para a banheira. Fazia tempo que ele não via aquelas nádegas nuas na sua sua frente. Quase o moço desmaia de tanta vergonha!

 Coragem guerreiro, é por uma causa nobre! A garota se arruma na banheira, apóia o braço engessado numa cadeira e pede para o jovem a esfregar com o sabonete. E assim ele começa a dar banho na Ryuka, meio que olhando de lado para evitar pensamentos inapropiados. Esfregando suas partes íntimas e sensíveis com a esponja, passando xampu e enxaguando a irmãzinha... agora pega a toalha dela com capuz e seca seu corpo delicadamente.

 E pensar que há dois anos atrás os dois compartilhavam a banheira ao mesmo tempo! Como sua irmãzinha tinha crescido! (Pudera, Ryuka já usava sutiã). Já havia pelinhos por todo o corpo, estava na puberdade... Aquela garota que ele tinha quase que criado em paralelo com os pais: esses iam trabalhar e ele era o responsável por lhe trocar as fraldas e esquentar suas mamadeiras. Que boas essas recordações, mas chega desse pensamento que é hora de continuar cuidando da maninha.

 Já no quarto da Ryuka, Ryuzaki que ajudou-a a se despir, teria que ajudá-la a se vestir: pondo-lhe talco nas virilhas avermelhadas, uma roupa íntima rendada (presente dele) e uma camisola (um pouco folgada) e penteando seus cabelos, deixou a menina pronta para dormir. Mas antes disso ele deu uma geral no quarto da mocinha, enquanto ela ficava sentada numa cadeira só observando. O que Ryuzinha poderia fazer para agradecer ao Ryuzão? Apenas um beijo de muito obrigado na bochecha. O suficiente para ele.

 Foram duas semanas nesse ritual até finalmente o braço da Ryuka voltar ao normal. Ainda bem, mesmo com o irmão tendo se acostumado a lhe dar banho, comida na boca e afins. Já de volta à escola fez as pazes com Taniya e perdoou ela pela quebra de seu braço.  Combinaram de fazer uma corrida amistosa. E como sempre Ryuka a fez comer poeira. E ainda a provocando ao acenar com a mão recém-curada.

 Enquanto ao Ryuzaki, depois da experiência curiosa sempre recebia a oferta da sua irmã para que ele a lavasse. Nunca mais ele aceitou tal oferta, ao invés dessa apelação se contentou em vez ou outra dar "aviãozinho" na boca da Ryuka. Sempre resultando em rosto corado para ambas as partes.

2 comentários:

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    1. na minha base secreta onde armazeno meus memes e fanfics. Desde já agradeço a sua visita e o seu comentário

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