Viagem escolar, que saco! Sem motivo suficientemente convincente, todo ano a porcaria da direção da escola particular (com mensalidade altamente cara) onde eu frequento minhas aulas (chatas e enjoativas) resolve que todos alunos cursando o primeiro ano do ensino médio são obrigados e forçados a fazer essa excursão como parte do currículo vigente.
Ok, ok, tenho que juntar umas tralhas na mochila para levar para dentro do mato. Itens essenciais para sobreviver naquele anti-céu. Repelente, acendedor de fogo, lanterna, celular, gerador portátil de eletricidade, churrasqueira elétrica, algumas roupas limpas, objetos para higiene e uma foice, nunca se sabe quando vai se precisar usar uma. E claro, uns lanches nada saudáveis para comer.
Aciono o despertador para tocar cedo porque o tal ônibus vai madrugar na escola. Que problema! Vou dormir ansioso pelo dia que promete ser tortuoso. Cinco e tanta, vou me arrumar e desjejuar um queijo borrachudo com algumas bolachas esfareladas. "Simbora" para a multidão de semi analfabetos, passar sei lá quantas horas dentro de um coletivo. Que estava nas últimas, uma perda total. Bom, enquanto não explodir de vez vão o continuar explorando.
Fuuu, que veículo mais esculhambado! Pichações, janelas quebradas e o banheiro igual ao de rodoviária brasileira. Corri para pegar as poltronas do fundão que aparentavam estar menos destruídas, e logo me vi num ônibus lotado de filhotes humanos todos condenados no mesmo rebanho pagando sua sentença. Aquele lugar estava uma fornalha em pouco tempo, devia ter trazido comigo meu ventilador portátil.
Vou ignorar o fato de estar bastante abafado e desconfortável dentro do ônibus(não adiantou sentar na cadeira do lado da janela), vou é conversar com meu colega companheiro de aventuras que está sentado na cadeira ao lado da minha; em estimadas 4 horas de viagem dá para por muito assunto em dia, impossível de o fazer no decorrer das aulas que raramente vagavam. Nisso a escola é boa, o ensino é acima da média comparada as outras. Sempre tem dois ou três substitutos para caso algum professor por acaso falte. Indiferente a essse fatos, eu e meu amigo fomos a viagem toda a falar de garotas, programas de televisão, garotas, lançamento de jogos, redes sociais. Sempre com um salgadinho ou uma bebida na boca.
Duas quebras e 300 minutos depois o ônibus com dois mestres, dois motoristas e quase cinquenta delinquentes juvenis incluindo eu, o narrador dessa história, chega no meio do nada. Uou! O lugar até que aparenta ser interessante... e bonito. Uma mata cheia de mato, árvores cujo meu conhecimento sub nulo em botânica não me permitiu indentificá-las. O rio ali presente aparentava ser imenso, sua visão se perdia no horizonte. E como ela tinha peixe ali aposto que vão nos obrigar a pescar. Só se for de lança, eu mesmo não trouxe comigo uma vara de pescar. Ou... de repente os organizadores que são super atentos aos detalhes colocaram no bagageiro do coletivo até botes inflados.
Isso eu não descobriria agora, o "tio" está chamando suas criançonas para dar as aulas de acampamento. Uma montagem extremamente tediosa, nada emocionante e chata de barracas, estragando a linda vista do matagal. Parecia uma favela de lona! Que exaustão deu essa atividade ao ar livre com o sol caprichando nos raios ultravioleta marcando minha pele quase albina. Nossos carrascos entenderam a situação e nos deu um descanso, e liberou o almoço para nós (eram treze horas!). Ha ha ha, com certeza na parte dois vão nos fazer colaborar para a produção do jantar. Acertei na mosca!
Vinte e cinco pares foram separados e incumbidos de realizarem uma tarefa específica para o projeto que eu apelidei de "extorsão por uma refeição". Para mim e minha companhia a missão era adentrar a selva para conseguir lenha para fazer fogo. Quem vai comigo nessa expedição extraordinária? Errou você que pensou que meu mano viria comigo. O professor sacana me colocou junto com uma garota aleatória qualquer para catar madeira. É,né, melhor que nada... ainda que normalmente nunca nos falemos muito na escola eu até que achava ela arrumadinha, se comparada às outras garotas da sala que não eram nem de longe dignas de receberem uma cantada das piores. Pegamos o carro de mão fornecido para a tarefa, minha mochila com ferramentas e adentramos a floresta seguindo a trilha mal feita até o ponto do desmatamento permissivo.
Eita lugarzinho longe! Andávamos já faziam 15 minutos e nada de chegar ao lugar. A minha parceira e eu suávamos aos montes, mas parecia que ela não estava tão incomodada assim, ela nada falava! Sem nos comunicarmos continuamos a andar até o tempo resolver fechar e cair uma chuva caprichada... a caminhada vira uma corrida em disparada à procura de um abrigo, que foi encontrado em uma cabana poucos metros depois. A porta estava aberta, entramos sem pensar. Nossos uniformes estavam completamente encharcados por causa da chuva, e já estavam quase me deixando com frio. Esse choque de temperatura poderia nos deixar doentes, pensei. Mas o que vou fazer? Não podemos ficar assim. Nessa hora ela abre a boca para falar algo que foi bem chocante, que tirássemos a roupa para secá-las.
Que ideia fora do senso comum... mas como eu não tinha escolha melhor apenas virei as costas para que não nos víssemos nus e me despi. Ela fez o mesmo. Peguei a toalha da minha mochila e a ofereci para que se enxugasse. Ela se secou e me devolveu a toalha para eu me secar também. Peguei nossas roupas e coloquei num mini varal que fiz com uma corda que tinha dentro do barracão, para tentar secar as roupas, enquanto catávamos umas madeiras que tinham no canto da parede para acender a lareira e espantar o frio repentino causado pela tempestade. Conseguimos acender o fogo...nos aproximamos da lareira em pé, um de costas para o outro. Para mantermos um mínimo de privacidade, já bastava nós termos vistos a roupa íntima de cada ou termos partilhado a mesma toalha.
A natureza tentou me provocar... mandou bem perto daquela lugar uma descarga elétrica que iluminou a mata toda, e fez um grande estardalhaço. Minha colega esquece da sua condição de estar "como veio ao mundo" e vira de frente para mim, me dando um abraço sufocante, demonstrando estar assustada com o fenômeno natural(eu também estava...) Hum, hum, algo em mim logo começou a reagir com aquele corpo em contato tão próximo ao meu... nem me passava na minha cabeça que aquele corpo maduro me causaria uma ereção, pois meu gosto são as baixinhas com o seio pequeno. E a garota parecia que comia leite com fermento todo dia. Logo a moça sentiu a protuberância em sua virilha. Ela me surpreende novamente ao falar que eu podia esfregá-lo por ali mas não podia enfiá-lo porque ela não estava em um dia seguro.
Com vossa permissão eu comecei a roçar naquele aperto gostoso, não deu um minuto enchi seu corpo e rosto com sêmen acumulado de dias sem bater uma. Que sorte ter alguns papéis toalha na bolsa, porque para limpar aquilo com minha toalha não ia dar. A garota se limpa pela segunda vez no dia e joga as provas do incidente na lareira de fogo. Toda sem jeito ela se afasta de mim e veste sua lingerie já seca por causa do fogo. Eu me enrolo na toalha. Passou uma hora e acaba a chuva, pegamos nossas fardas e as recolocamos. Bem na hora que meu amigão bate a porta do barraco (que fechei por causa da tempestade.)
Avisou-nos que por causa da chuva a atividade tinha sido cancelada, e que iríamos jantar a comida que fora feita no fogão a gás que tinha na administração do acampamento. Fomos feitos de trouxa,que ódio ferrado! Tá, vamos voltar então ao grupo, pelo menos sem ter que carregar um peso em lenha. No local de origem ficamos fazendo vários nadas até a hora da janta. Comemos até enjoar, e formos dormir nas barracas mal montadas. Somente iluminados pelas lanternas e lampiões, não tinha lenha para fazer uma fogueira. Amanheceu e partimos de volta à civilização... Na minha cadeira do coletivo sou surpreendido pela garota que me fez ficar ereto. Cochichou no meu ouvido que numa próxima eu poderia despejar dentro dela. AH! Se aconchega nesse banco aí amigo, vou te contar uma história que dificilmente "cê" vai acreditar... mas é segredo entre amigos, ok?
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