Hanamaru e Hinatsuki Hoshi, mais conhecidas como as gêmeas Hana e Hina, mais uma vez aprontam das suas. Na verdade a Hana que gosta de pregar peças na sua irmã ingênua. Normal para a idade delas, mas por muitas vezes a garota não tem noção de limite. Ainda assim quando uma brincadeira acabava em choro ou machucado a pequena Hana sempre auxiliava Hina e pedia desculpas.
Hoje Hana está inquieta pois está sozinha em casa. A mãe e o irmão mais velho foram ao atacado da cidade vizinha para fazer a feira do mês. Na verdade foram comprar a comida da semana já que eles não são engenheiros. Hina tinha sido convidada por alguns amigos para ir à praia, lugar que Hana pouco gostava. A areia de lá invadia seu traje de banho e dava trabalho para remover. Fora o sal da água que arruinava seu cabelo.
Hora de reinar! Se não tinha algo divertido para fazer, era só inventar! Com esse pensamento Hana vai explorar o quarto do irmão: toda vez encontrava coisas interessantes lá. Toda vez deixava seu rastro de bagunça naquele quarto, e toda vez que fazia isso levava um sermão que podia não doer na pele mas doía no psicológico. Entretanto isso não vai impedir que as mãozinhas da garota entrem em ação.
Os olhos atentos da Hana logo enxergam um estojo de pintura com grandes canetas coloridas, parecidas com aquelas que a professora usava para escrever no quadro. Hyuuski (vulgo Hyuu) deve ter comprado para fazer seus trabalhos de arte comissionados. -Bom, ele não vai se importar se eu pegar umas canetinhas emprestadas- pensou a garota -E também ele faz a maioria dos seus desenhos pelo computador! Assim ela catou metade do estojo de pintura e correu para o próprio quarto.
A mente da Hana começa a processar travessuras. Poderia fazer algo mais interessante com aquele material que pintar o sete. Assim como eu o narrador me baseio em obras diversas para fazer minhas histórias, a menina pegou uma ideia de um programa que assistiu recentemente na televisão para enganar Hina, que tomaria um grande susto e talvez molhasse as calças. E só ia gastar uma caneta vermelha daquelas seis unidades surrupiadas do irmaozão.
O primeiro passo era tirar a camiseta que vestia. Mas não se preocupem, o programa que Hana assistiu não era para maiores de idade. O motivo para isso era pintar seu busto com a tinta vermelha, simulando sangue. Sim, a garota Hina era hematofóbica. Qualquer corte que precisasse ser estancado já deixava a coitada em estado de choque. Hana queria ver se a irmã aguentaria encarar aquela cena recheada de sangue.
Pintou a barriga, os braços,o rosto e o chão. Acabou com toda a tinta do pincel atômico. Para ficar mais convincente cobriu uma faca com esmalte vermelho e posicionou-a na "cena do crime". Foi para a janela esperar Hina. Assim que a maninha surgiu dobrando a esquina, Hana começa a se preparar. Deita por cima da faca e da poça de mentira e com sua habilidade especial prende a respiração e fecha os olhos, esperando o tipo de reação a outra gêmea teria.
Hina abriu o portão, abriu a porta de casa, abriu a porta do seu quarto. Quando acende a luz, toma logo um susto! E manda logo um grito de desespero!! Hana tinha se matado... -Por quê minha irmãzinha se matou? Será que foi algo mal que fiz a ela? Assim pensou Hina, que chorava desesperada, tão desorientada que nem percebeu aquele sangue mal feito pela gêmea sapeca. Foi uma questão de segundos para pressão da garota cair e ela desmaiar.
Hana antes segurando a respiração e o riso levantou-se preocupada. A pequena Hina tinha tombado com força e estava pálida. E o pior, não estava respirando nem tinha pulso. Pronto,dessa vez tinha matado Hina e agora iam por ela na cadeia! Pensando nisso o desespero passa para ela, que tentava reanimar a irmã com massagem no seu tórax. Por sorte HIna recobra a consciência sem maiores danos. Hana respira profundamente, aliviada por sua irmã estar teoricamente bem.
Hina ainda trêmula abraça Hana fortemente agradecida por essa estar bem, mas e aquela sangria toda? Logo lhe foi explicada que aquilo tudo era tinta de caneta de escrever no quadro. O abraço aos poucos foi virando tentativa de estrangulamento, mas Hina resolveu apenas deixar para lá e perdoou Hana. E como extra concordou em ajudar a irmã a tirar todo aquele vermelho de sua pele branca.
Tentaram em vão na pia da cozinha, por mais que Hina fizesse força não conseguia tirar o "sangue" da Hana. Mal sabiam que a tinta era permanente, não sairia com facilidade. E para aflorar ainda mais os nervos das gêmeas acabavam de chegar a mãe e o Hyuu. Hana que estava traumatizada com a traquinagem nem quis saber de se defender e desembuchou logo tudo, para ver se teria o castigo abrandado pelos seus responsáveis.
Como disse a verdade sem enrolar, pouparam-a da punição severa. Mais ou menos, pois lhe aplicaram na pele um líquido para dissolver a tinta enquanto a garota estava se banhando na banheira. Aquilo ardia e coçava muito!! Hana tinha saído do banho com a pele toda fervendo. E Hina dizia bem baixinho, dando risadas: -Espero que agora você aprenda, bobona... ha ha ha ha ha! Mas bem sabemos Hina, isso não vai impedir sua irmã gêmea de aprontar outras contigo! Por ora cuide do seu coraçãozinho!
Nenhum comentário:
Postar um comentário