Finalmente férias da escola. Não sei porque estou comemorando tanto, já que serão apenas duas semanas de folga. Pensando bem, é ótimo comparado à rotina de um trabalhador assalariado que folga um dia a menos da semana... É, a vida de adolescente estudante é para ser aproveitada ao máximo, e eu vou aproveitar esse tempo de recesso para fazer visita à uma tia que mora no interior.
Um lugar bem bonito e pacato, que praticamente parou no tempo. Um matagal sem fim, uma área rural cheia de plantações de tudo que se pode imaginar e todo tipo de animal que se pode encontrar no sítio. Gado, equinos, domesticáveis padrões como felinos e vira-latas e até uns mais repugnantes para mim como cobras, sapos, escorpiões e insetos em geral. As únicas espécies que jamais vi ali foram onças ou jacarés.
Só de pensar naquele lugar no meio do nada faz eu voltar no passado, a infância difícil mas feliz que eu tive morando meus primeiros 11 anos de vida lá. Acordando com o cheiro de café com leite de vaca tirado na hora. A casa era de madeira, a água era esquentada no fogão de lenha e meus brinquedos eram feitos por mim mesmo, com barro, graveto ou qualquer coisa que eu achasse.
Minha família morava ao lado da casa dessa tia que visitarei. Ela é do tipo de pessoa que consegue agradar todo mundo com seu jeito divertido de ser. Como vai ser nostálgico sentir o gosto da boa comida caseira que ela faz... E também vai ser satisfatório novamente poder ouvir suas histórias de vida ora fictícias, ora verdadeiras... Enfim, nos próximos dias estarei respirando grama e terra ao invés de monóxido de carbono.
Parti no trem das 11. Da noite, porque o lugar é extremamente longe, devo chegar lá só amanhã de manhã. Depois de meia década o filho prodígio retornava à suas origens. Será que minha horta continua viva? Como estarão meus antigos amigos, será que algum já está casado? Será que a praça foi asfaltada? Teriam instalado iluminação pública naqueles postes rústicos de madeira? Duvido que aquele local tenha mudado tanto em tão pouco tempo.
Penso nessas coisas enquanto o trem não chega no destino. Sem parar, ele corre pelos trilhos por 4 longas e cansativas horas. Agora é só pegar a condução alternativa até a civilização perdida. Mais 4 horas, o sol já desponta nervoso e brilhante em nossos rostos. Cheguei arrasado, porém a minha bondosa tia já me recebe com um banquete da roça de encher os olhos! Só faltou o tapete vermelho e os fogos de artifício.
Ô que cansaço... vou dormir um pouco no quarto para me recuperar da viagem. Depois vou dar uma andada pela minha terrinha natal que pelo visto mudou sim, e bastante! O distrito comercial se encheu de novas barracas de venda, a igreja do centro da praça foi reformada, a rua principal teve seus barracos de madeira subisituídos por casinhas de alvenaria pintadas no capricho e os postes de madeira agora eram de concreto como o chão, e tinha luzes de led.
Só falta colocar calçamento na rua que a tia mora. Mas já tá mais chique que há 5 anos atrás. Até porque agora temos nessa residência eletricidade, antena parabólica e até internet com fibra ótica. Titia também comprou um celular de penúltima geração porque de acordo com seus pensamentos isso facilitaria a comunicação entre os familiares. Sim, é fato, mas primeiro eu terei que ensiná-la a usá-lo. Mas isso qualquer um aprende rapidão.
A modernidade chegava para os interioranos. Mas para nossa rua ainda tinha o problema de abastecimento hídrico. Encanamento tem, água é o que falta. Sorte que por ali perto, à uns 1120 passos de distância da casa, tinha uma nascente e um rio com água limpa. Na parte da nascente as pessoas enchiam os baldes, garrafas e tonéis com água para beber e cozinhar, e o rio ficava para outras atividades, como lavar roupa.
E é esse favor que farei nessa história, a partir dos próximos parágrafos, para a minha tia que me acolherá por esses dias. Então licença que enquanto o autor escreve vou pegar a roupa suja, os utensílios,sabão em pó e o carro de mão. Em prol das lembranças quando ia eu e a mãe para a beira do rio tirar o sujo dos panos. E eu miúdo e inocente que mais atrapalhava que ajudava. Na verdade o meu interesse era nadar naquela piscina ao ar livre.
Partindo para o rio olho para trás e vejo minha antiga casa ainda em pé, do jeitinho que foi abandonada. E do lado minha linda plantação! Uau, é como se fosse uma floresta, cresceu mais que seu dono... Talvez minha tia tenha cuidado dela com tanto carinho quanto tratava seu sobrinho. Bom, bom, bom... cada vez mais vou me afastando da rua e adentrando na mata onde se encontra o oásis. Estou quase lá, é só virar a trilha... O caminho começa a clarear.
O rio está lá, do jeito que sempre esteve. E dentro dele uma pessoa que me deixou impressionado e surpreso ao mesmo tempo! Parecia um espírito divino da floresta tamanha a sua beleza. Que bonita moça, que corpo avantajado! Parecia ser uns 2 ou 3 anos mais velha que eu. Meu impressionamento era com sua beleza incomum, para mim. Minha surpresa é que ela estava se banhando totalmente despida, como veio ao mundo!
Tá, exceto por ela ter vindo banguela e sem aquela pelagem toda na sua parte baixa. Que loucura, uma dama daquele porte não tinha vergonha de exibir-se daquele jeito? Mesmo que ali fosse deserto... Epa, ela está vindo ao meu encontro, estou ferrado... Ela vai querer me chamar de tarado e chamar a polícia para me prender. Caramba autor, vai mesmo arruinar as minhas férias? Ai de você se me acontecer algo ruim...
Hum, a senhorita apontou para a roupa no carro. Agora pergunta se quer que eu aceite a ajuda dela para lavar aquela trouxa. Aceitei a sua ajuda, mas logo fui questionar onde estaria as que ela estava vestindo, porque estava totalmente nua dentro da água. Dessa vez ela aponta para suas roupas penduradas num galho, estão molhadas, lavadas! E mais: ela afirma que não fazia sentido algum alguém tomar banho vestido, banho se toma nu.
Não vou discutir com essa cabeça de vento, ela realmente sabe lavar roupa... rapidamente e com delicadeza ela esfrega cada peça que pega. Ela está sendo de grande ajuda, só espero que ninguém nos pegue, pois na minha condição pareço ser o malfeitor da história. Er, eu não estou escravizando ninguém, a dona se ofereceu para ajudar. O que tira minha concentração é seu jeito desleixado porém eficiente de lavar roupa.
Na posição em que os cães ficam para enterrar um osso, nádegas para cima, ela vai fazendo o mesmo serviço que eu 3 vezes mais rápido, e cantando com uma voz fina e aguda. Viro de costas para fazer o meu e dou de cara com sua roupa íntima pendurada. Estampa de gatinhos? Quantos anos ela realmente tem? A garota boa de ouvido logo me responde ter apenas 12. Lascou! agora vão me fuzilar enforcado na guilhotina elétrica de gás césio.
Espera, porque fariam isso se eu não fiz nada de mal com a menina? Só porque ela estava se divertindo no rio sem usar ao menos um traje de banho? Se tem que prender alguém que prendam os pais dela por abandono de incapaz. Ela a todo tempo me chamava de amigo e me falava as pataquadas que se passavam com ela e seus amigos do colégio. Só papo de criança, só conversa fiada, nada de contato físico. Pelo menos até o sol ficar mais potente.
Foi quando a sem noção me pede um favor. Que eu vasculhasse a bolsa dela atrás de seu bloqueador solar, e o passasse em seu corpo! Epa, onde eu já vi algo semelhante? Contatos diretos com a pele feminina? Ah, foi na excursão da escola. Que se dane! Raramente aparece gente aqui e depois aplicar protetor em uma menina mais nova que eu não é necessariamente contra a lei.
Contudo, do jeito que a dona se contorcia parecia que eu estava fazendo aqueles programas que jovens fazem escondidos dos professores nos cantos da escola quando é intervalo. O ponto mais apelativo dessa história foi quando passei o produto na área de suas mamas precoces. Na hora ela cobre sua região peluda e corre para perto de uma moita, de repente deu-lhe vontade de urinar. E ao acabar ela se questiona porque o líquido saiu tão viscoso.
Está bom de fantasias sujas nessa história. As roupas da tia já estavam lavadas e a da jovem, secas. Finalmente vejo a garota vestida, que alívio! Ela resolve me acompanhar na volta, já que tinha aproveitado bastante o rio. Enquanto ela carrega o carro pesado que me foi tomado vou checar alguns aplicativos no celular. Aquele instrumento brilhante logo chama a atenção da garotona moradora do campo.
Eu empresto para ela o aparelho. No plano de fundo estou eu e minha namoradinha da cidade em trajes de banho escolar, e nossos nomes no uniforme. Ela lê a legenda das fardas e pergunta se aquele nome escrito era o meu. Sim, sou eu, Janpierre. Ela sorri e me dá um abraço bem apertado, depois se apresenta como Ayumi. Uau! aquela era a minha amiguinha de infância, a Mizinha!! Como cresceu, nem deu para a reconhecer, mudou mais que aquela cidade toda... e ficou maior que eu!
Ainda lembro do dia que fui embora, a pequenina abriu o berreiro e eu também comecei a chorar. Pensei que nunca mais ia ver minha melhor amiga, foi uma surpresa grande reencontrá-la 5 anos mais tarde apesar das circunstâncias constrangedoras. Vamos aproveitar para por os assuntos em dia, tenho muitas coisas para conversar com ela. E parece que ela também tem muitas coisas para me falar.
Voltando para a casa de titia a mesma convida Ayumi para jantar. Mas ainda são 3 horas da tarde. Vamos estender a roupa e dar uma volta pela cidade, estou curioso para ver mais de perto a incrível evolução do vilarejo. Ela não desgrudava do meu braço direito desde que o celular descarregou. Como ela é forte! Os deconhecidos nos olhavam como se fôsssemos namorados, mas apenas éramos bons amigos de infância. Éramos nada, ainda somos!!
A minha namorada mesmo ficou lá na metrópole. Minha amada Sumizumi é muito ocupada. E claro, como curiosa que só Ayumi vai logo perguntando quem era essa Mizumizuzumi sei lá como se pronuncia... Aaaaah, meu docinho que estampa o fundo de tela do meu celular... A garota que faz os melhores doces de festa, a pequenina filha adotiva do padeiro que eu consegui conquistar, a ex exterminadora de gatos da rua!
Sabia! Foi só contar da minha namorada para minha amiguinha que ela começou a gargalhar sem parar. Se fosse uma conhecida de infância padrão puxaria a faca e travaria a mira meu pescoço. Passada a crise de gargalhadas arrancadoras de lágrimas chegamos numa área do distrito onde tinha umas lojas vendendo roupas de praia. Vou recompensar a Ayumi pela ajuda com a roupa. Ela alegremente aceita o presente que ela mesmo escolhe: um maiô da cor e do modelo que Sumizumi usava na foto.
Paramos depois na praça para apreciar a paisagem e tomar um sorvete. Já anoitecendo voltamos para a casa da minha tia para jantar. Mas antes temos que tirar a sujeira acumulada do passeio. Antes que Mizinha se oferecesse para se lavar comigo eu nego, com a desculpa que o banheiro era muito apertado para nós dois ao mesmo tempo devido estarmos maiores. É notável que o motivo não era bem esse.
Comemos, lavamos a louça e antes de me despedir por hoje da Ayumi minha tia pergunta se ela não queria dormir hoje em casa, já que não via o amigo Janpi há tempos. Ela aceita de imediato, pois era apegadíssima a mim. Então pega emprestado meu celular para avisar à sua mãe onde ia dormir hoje. E lá vou eu invadir meu barraco, deve ter um colchão esquecido lá que ficou de ir na mudança. Tinha. Vou juntar com o outro colchão das visitas e vamos dormir juntinhos na sala!!
O relógio de parede digital acusa meia-noite. Não consigo pregar os olhos porque Ayumi está ao lado cutucando no meu telefone, quando resolvo tomar dela na ignorância. Tenho que enviar pelo menos um boa noite para meu doce já que não falei hoje (nem ontem) com ela. A minha grande pequena colega me cutuca no braço, parece que quer continuar com a mexeção no dispositivo. Errei feio o que ela queria.
O rolo dessa vez foi com os pernilongos. Ayumi queria que eu lhe esfregasse repelente no corpo. Também quem manda ela dormir usando apenas lingerie? O retrucamento da vez era que o calor ali era insuportável e o ventilador não era o suficiente. A astúcia dela mais uma vez era válida, mesmo o ventilador turbo não abrandava o calor que fazia naquela sala. Parecia que o astro rei tinha se abrigado debaixo do rack da televisão!!
Que noite, que noite! Despertei ainda cansado e com o rosto cheio de baba provinda da boca da Ayumi. Fomos nós comer o desjejum mais delicioso da região. Depois dos afazeres da manhã vou ensinar as duas a mexer em smartphones. Como imaginado, as manhas foram pegas rapidamente por esses aparelhos mais modernos serem muito intuitivos. Vou ver agora minha humilde plantação de vegetais. Ayumi veio junto.
Mais uma surpresa levo nessa visita. Descobri que quem tomava conta da horta era minha amiga de infância. Disse ela que toda vez ela ia lá regar, podar e colher legumes para comer. Jurou por tudo que sempre estaria lá cuidando das plantinhas que foram a única lembrança que lhe tinha sobrado de mim. Não resisti... quase chorando dou um abraço forte e aconchegante na minha pequena crescida Ayumi.
Nos dias em que se passam Ayumi passou mais tempo conosco que em sua própria casa. Visitamos conhecidos do passado, e sem me surpreender muitos já nem moravam lá. Dois colegas meus inclusive se casaram e já tiveram 3 filhos. Fui rever a escola que estudava e a mudança era imensa! Cadeiras novas, chão de piso queimado ao invés de barro, filtros de água gelada e ar condicionado em todas as salas. E também foi criado um grande ginásio esportivo junto com uma piscina no pátio.
E para manter o nível de fetichismo dessa história foram muitas lavagens de roupa e muitos banhos de rio tomados até o fim das minhas férias. Agora sem riscos pois Ayumi sempre estava a usar seu presente ousado. E sempre pedia para eu a fotografar... espero que Sumizumi não fique enciumada com essa garota que tem quase o dobro de seu tamanho. Ah, ela não é desse tipo de pessoa, ela sabe que meu gosto é pelas pequenas de corpo.
Minhas férias, assim como essa história, vão chegando ao fim. Voltarei para a cidade carregando lembranças que minha tia fez questão que eu levasse.Também levei algumas verduras da minha criação. Mas também deixei algo para trás: meu celular. Darei para Ayumi como lembrança do seu amigo que nunca mais vai a esquecer. Transferi tudo para meu cartão de memória deixando apenas algumas fotos minhas que agradaram a moça. Ayumi prometeu manter contato. Me despeço do povo interiorano, talvez eu volte para o ano!
Oito horas depois estava eu novamente na civilização contemporânea. Já no dia seguinte estava frequentando o segundo semestre de estudos. Com saudades da tia e da Ayumi, mais tarde farei uma chamada de vídeo e as apresentarei para Sumizumi, que está ali esperano para ter a cabeça esfregada pelas minhas mãos grandes e frias. Que a guriazona do campo esteja no mínimo vestida quando eu fizer a ligação. Mas primeiro tenho que arrumar o meu antigo aparelho ultrapassado, da época que minha Sumizumi era moradora de rua.
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