Essa é a história de um jovem rapaz apaixonado por fotografia, Rafaeo. Não era nenhum profissional, mas conseguia fazer boas imagens. Tão boas a ponto de conseguir vendê-las e conseguir algum dinheiro. Sempre era cotado para ser o fotógrafo das festas e comemorações do bairro.
Porém havia uma pessoa que ele sempre gostava de fotografar. Essa pessoa específica era Elana, sua pequena, fofa e alegre irmã mais nova. Era sua modelo particular. Toda hora estava posando para seu irmão. Todo dia saía um álbum só de imagens da garota, que era seu tesouro particular, não emprestava nem alugava.
Essa obsessão começou quando Rafaeo ganhou seu primeiro celular com câmera. Tinha 13 anos e sua irmã Elana 3. Desde aquela época passaram uma década e as fotos não paravam. Juntou uma sapateira só com álbuns de imagens da menina, fora alguns discos rígidos com backup das suas fotografias.
Elana faltava com paciência por vezes com essa mania do irmão mais velho. Se ia comer algo, se colocava o uniforme da escola, se ia dormir, se ia tomar banho, lá estava Rafaeo com o celular registrando seus feitos. Se iam à praia os cartões de memória sempre voltavam cheios, lá é o local ideal para fazer filmagens.
Era um dia normal, Elana voltava da escola revoltada da vida. Tinha terminado o namoro que durou dois meses. Não estava bem das ideias, estava só os nervos. Nem olhou na cara do irmão quando chegou em casa. Foi para o sofá chorar, enquanto Rafaeo ia direto no celular para gravar sua pequena irmã chorando.
Péssima hora para isso. Ao perceber que estava sendo fotografada, Elana parte para cima do Rafaeo, toma o celular e o arremessa pela janela. O aparelho vai de encontro ao rio que fluía por trás da casa. Lá se foi todo o trabalho da semana e o instrumento de diversão do rapaz.
Vendo a burrada que tinha feito, a menina corre com medo para o quarto. E agora? Tinha destruído o celular do irmão por besteira. Um aparelho caro, onde foi investida uma grana boa pois tinha bom hardware e boa câmera. Com certeza ele estaria zangado, nunca mais ia querer falar com ela, ia jogá-la no canil para os cachorros a devorarem.
Elana decidiu que ia restituir o celular do irmão. Começou a vender limonada, vender lata de alumínio e garrafa pet, vender seus joguinhos usados e até vender algumas fotos dela tiradas e imprimidas pelo Rafaeo. Nada de imagens erotizadas, apenas as mais fofinhas. E os clientes eram na maioria seus colegas de classe.
Foram quatro semanas juntando dinheiro, até ter o suficiente para comprar um celular similar ao que Elana destruiu. Junto com o cartão de memória e um chip de operadora. De manhãzinha ela levanta desconfiada, se arruma toda e pega a grana.
Põe na mochila e vai até o shopping center. Entrou numa loja de eletrônicos e foi direto no aparelho mais caro e moderno disponível. E o pagou à vista.Tinha sobrado umas notas que ela gastou na praça de alimentação e nas máquinas de garra, onde ela conseguiu resgatar algumas pelúcias para a coleção. Que triste que os joguinhos que ela fitava nas prateleiras estavam além do seu poder aquisitivo. O celular lhe custou uma facada, mas pelo menos seu irmão não iria mais a odiar tanto.
Foi para casa entregar o novo aparelho celular para o Rafaeo, embrulhado para presente. Ele havia saído também. O que restava então era esperá-lo, o que não demorou muito. O rapaz volta com uma sacola de loja com algo dentro. Sim, um celular igual ao que Elaina havia comprado para ele!
Rafaeo então resolve dar o celular de presente para a garota, que também presenteou-o com um. Tanto pelo esforço que ela fez para conseguir dinheiro como pelo constrangimento causado pelas fotos em momentos importunos. Pazes feitas, agora Elana estava tendo aulas de fotografia com seu irmão. Virou o novo hobbie da menina!
Em algum tempo já conseguia obter um dinheiro tirando suas próprias fotografias, principalmente dela mesma já que era uma bela garota. Até seu ex namoradinho tinha vontade de comprar algumas, mas era sempre recebido pela Elana com um chute no saco.
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