terça-feira, 29 de junho de 2021

Grande demais para ser normal

  Aula de educação física, hoje minha classe vai jogar basquete. Eu, que tenho a habilidade física de causar inveja a um total de zero pessoas, mais uma vez estou sentado no banco de reserva só observando a movimentação do jogo. Só esperando uma chance quase nula de ser chamado para subistituir um possível lesionado. Bah, tem mais um monte para escolherem.

Aproveito então para prestar atenção nas jogadas e nos lances da partida, devo tomar nota para tentar melhorar minhas técnicas. Uma pinóia! Eu na minha condição de adolescente na puberdade estou mais é interessado nas garotas que estão ali participando ativamente da aula, que exibem seus lindos corpos atléticos e femininos. Incrível como em poucos meses elas se desenvolvem tanto e ficam tão atraentes!

Em destaque nessa minha lista está a lider do time no qual fui incluído por pena. Que gata! Essa parecia ter comido muito mingau com fermento, tamanha era sua altura. Era a mais alta da turma. E o que tinha de altura e beleza ela tinha de cabelo. Que ela dividia em duas longas maria-chiquinhas, dando a ela um visual um pouco infantil, ou é ideia errada que eu tenho conflitada com meus mais íntimos e estranhos fetiches. Sei lá, a beleza dela já corrompeu meu cérebro.

Enfim, a última coisa que vou citar sobre suas características físicas são seus grandes seios. Podem me chamar de pervertido, tarado, delinquente juvenil, impuro... Mas é comum para alguém da minha idade ficar admirado com aquele par de peitos balançando e sacudindo enquanto ela se exibe na partida driblando, saltando e arremessando.

Mas espera ai... essas bolas estão balançando mais que o normal. E estão apertadas, espremidas na camiseta dela, até os mamilos estão destacados e bem definidos. Calma, deve ser coisa da minha imaginação. Ou não, o problema é que eu não consigo desviar meu olhar dela. Será que ela não está usando o que eu penso que ela não está usando? Será que algum outro adolescente como eu cheio de fetiches estranhos o levou de seu vestiário?

A moça percebe que estou a encarando insistentemente. Fez sinal para nos encontrarmos atrás da escola depois da aula. Ferrou, vou ser espancado pela sua gangue por causa da minha perversão! Antes de raciocinar direito o sinal tocou e todos nós fomos dispensados. Era trocar-se e partir para casa. No meu caso primeiramente ir sofrer meu castigo pelos meus instintos selvagens.

Não fui espancado nem nada. Fui recebido cordialmente pela garota que queria alguém para desabafar sobre um problema que a incomodava. Ao perguntar sobre o que era, ela fala que seus seios eram a causa de seu incômodo. Isso porque toda vez que ia comprar roupa íntima nunca tinha o tamanho ideal, sempre acabava por levar um tamanho um pouco menor. Quando ia usar sempre ficava apertando e machucando-a. Fora a demora e a dificuldade que era toda vez para se vestir.

Queria ter puxado à sua mãe ou sua irmã mais velha que tinham o tamanho de busto padrão. Desde menor já sofria gozação dos colegas que a chamavam de vaca leiteira e lhe beliscavam o local. Já em prantos e encostada em meu ombro, ela termina o relato que assim que tiver condições vai fazer uma cirurgia para redução das mamas.

Que loucura! Geralmente as garotas querem fazer o contrário da vontade dessa, aumentar ao invés de diminuir!! Não vou a repreender, se este é seu desejo, se é assim que ela vai se sentir melhor, eu vou apoiar! Uns tamanhos a menos não vão tirar a sensualidade e beleza que possui acumulada em cada parte de seu perfeito e adorável corpo de adolescente desenvolvida.

Satisfeita com a conversa ela se despede de mim, cada um de nós parte para um lado. Pelo caminho de volta à casa eu fico refletindo sobre a interessante e intrigante questão da minha colega de classe. Será que existe tal procedimento cirúrgico? Cheguei e fui logo pesquisar sobre o assunto, e de fato ele existe! Mas será que ela teria condição de pagar por isso?

Fui saber tempos mais tarde. Quando depois de semanas sem a garota frequentar as aulas, de repente, ela aparece! E um pouco diferente. Apesar do penteado de sempre, estava com os cabelos bem mais curtos. Mas essa nem foi a maior mudança que houve com ela. Sim, ela fez a tal cirurgia para reduzir os seus seios. Aquelas enormes bolas agora se igualavam às outras garotas da classe.

No intervalo ela me fala que tinha recebido de um parente como presente de aniversário a operação. Se notava na sua face a alegria e satisfação com o resultado. Fiquei feliz com sua felicidade. E comecei a jogar elogios pelo novo visual, assim do nada. E assim, também do nada, ela pergunta se eu queria ver as marcas da cirurgia. Mas só se eu acertasse cinco cestas seguidas no basquete!

ESQUECE, NEM COM ESSE INCENTIVO EU CONSIGO, MINHA HABILIDADE ESPORTISTA COMO EU DISSE INVEJA O TOTAL DE ZERO PESSOAS! E ficou por isso, minha fitação à ela em toda aula de educação física. Minha grandona de seios normais agora menos destacados e mais confortáveis. Será que peço-a em namoro? Ah, minha vergonha de adolescente em puberdade não me permite processar essa solicitação. Oh droga!

sexta-feira, 25 de junho de 2021

domingo, 20 de junho de 2021

Fotografias

   Essa é a história de um jovem rapaz apaixonado por fotografia, Rafaeo. Não era nenhum profissional, mas conseguia fazer boas imagens. Tão boas a ponto de conseguir vendê-las e conseguir algum dinheiro. Sempre era cotado para ser o fotógrafo das festas e comemorações do bairro.

  Porém havia uma pessoa que ele sempre gostava de fotografar. Essa pessoa específica era Elana, sua pequena, fofa e alegre irmã mais nova. Era sua modelo particular. Toda hora estava posando para seu irmão. Todo dia saía um álbum só de imagens da garota, que era seu tesouro particular, não emprestava nem alugava.

  Essa obsessão começou quando Rafaeo ganhou seu primeiro celular com câmera. Tinha 13 anos e sua irmã Elana 3. Desde aquela época passaram uma década e as fotos não paravam. Juntou uma sapateira só com álbuns de imagens da menina, fora alguns discos rígidos com backup das suas fotografias.

  Elana faltava com paciência por vezes com essa mania do irmão mais velho. Se ia comer algo, se colocava o uniforme da escola, se ia dormir, se ia tomar banho, lá estava Rafaeo com o celular registrando seus feitos. Se iam à praia os cartões de memória sempre voltavam cheios, lá é o local ideal para fazer filmagens.

  Era um dia normal, Elana voltava da escola revoltada da vida. Tinha terminado o namoro que durou dois meses. Não estava bem das ideias, estava só os nervos. Nem olhou na cara do irmão quando chegou em casa. Foi para o sofá chorar, enquanto Rafaeo ia direto no celular para gravar sua pequena irmã chorando.

  Péssima hora para isso. Ao perceber que estava sendo fotografada, Elana parte para cima do Rafaeo, toma o celular e o arremessa pela janela. O aparelho vai de encontro ao rio que fluía por trás da casa. Lá se foi todo o trabalho da semana e o instrumento de diversão do rapaz.

  Vendo a burrada que tinha feito, a menina corre com medo para o quarto. E agora? Tinha destruído o celular do irmão por besteira. Um aparelho caro, onde foi investida uma grana boa pois tinha bom hardware e boa câmera. Com certeza ele estaria zangado, nunca mais ia querer falar com ela, ia jogá-la no canil para os cachorros a devorarem.

  Elana decidiu que ia restituir o celular do irmão. Começou a vender limonada, vender lata de alumínio e garrafa pet, vender seus joguinhos usados e até vender algumas fotos dela tiradas e imprimidas pelo Rafaeo. Nada de imagens erotizadas, apenas as mais fofinhas. E os clientes eram na maioria seus colegas de classe.

  Foram quatro semanas juntando dinheiro, até ter o suficiente para comprar um celular similar ao que Elana destruiu. Junto com o cartão de memória e um chip de operadora. De manhãzinha ela levanta desconfiada, se arruma toda e pega a grana.

 Põe na mochila e vai até o shopping center. Entrou numa loja de eletrônicos e foi direto no aparelho mais caro e moderno disponível. E o pagou à vista.Tinha sobrado umas notas que ela gastou na praça de alimentação e nas máquinas de garra, onde ela conseguiu resgatar algumas pelúcias para a coleção. Que triste que os joguinhos que ela fitava nas prateleiras estavam além do seu poder aquisitivo. O celular lhe custou uma facada, mas pelo menos seu irmão não iria mais a odiar tanto.

  Foi para casa entregar o novo aparelho celular para o Rafaeo, embrulhado para presente. Ele havia saído também. O que restava então era esperá-lo, o que não demorou muito. O rapaz volta com uma sacola de loja com algo dentro. Sim, um celular igual ao que Elaina havia comprado para ele!

  Rafaeo então resolve dar o celular de presente para a garota, que também presenteou-o com um. Tanto pelo esforço que ela fez para conseguir dinheiro como pelo constrangimento causado pelas fotos em momentos importunos. Pazes feitas, agora Elana estava tendo aulas de fotografia com seu irmão. Virou o novo hobbie da menina!

  Em algum tempo já conseguia obter um dinheiro tirando suas próprias fotografias, principalmente dela mesma já que era uma bela garota. Até seu ex namoradinho tinha vontade de comprar algumas, mas era sempre recebido pela Elana com um chute no saco. 

quinta-feira, 17 de junho de 2021

A garota do metrô


Era dia de trabalho. Lá ia eu novamente pegar condução para chegar até a empresa onde eu sou funcionário. Primeiro o ônibus que sempre está lotado, nunca consigo uma cadeira para sentar. São quinze minutos no aperto e no calor até chegar na estação metroviária.

O trem também sofre de super lotação, porém como eu sempre o pego na primeira estação tem sempre assento disponível. São mais quinze minutos até o destino. Sempre com o barulho intenso dos pedintes e comerciantes clandestinos que ganham a vida vendendo de tudo no trem.

No meio daquela confusão sempre via uma pequena e tímida vendedora de doces. Uma garota de pele escura muito bonita, de cabelos cacheados e olhos azuis. Que judiação! Tão nova e já a colocaram para trabalhar! Deveria estar na escola com as outras crianças de sua idade, mas todos os dias estava lá tentando ganhar seu dinheiro.

Chamei-a para perto para conversarmos. Perguntei porque ela que estava ali vendendo os doces, e não seus pais. Ela começou a me responder: -É porque meu pai não tem condições... ele adoeceu da coluna e não pode fazer esforço. E minha mãe fugiu com outro rapaz e nunca mais voltou. Papai fica em casa cuidando dos meus outros 6 irmãos mais novos enquanto eu saio para vender doce.

A situação era muito delicada. Queria poder conversar mais com a garotinha mas a minha estação estava chegando. Comprei toda sua mercadoria, mas deixei que ela ficasse com os doces para ela fazer o que quisesse com eles, ou os vendia ou os comia. Era clara a expressão de felicidade no rostinho dela... Desci do trem e ela lá dentro só acenando para mim...

A partir desse dia toda vez que a pequena me via no trem vinha me cumprimentar. E falava sempre sua grande família, suas aventuras no metrô e sua vontade de frequentar a escola. Sempre que eu podia dava um bom dinheiro para ajudar a situação difícil que sua família vivia.

Em uma oportunidade lhe fiz um convite: como eu ia ter uma folga do serviço perguntei se ela queria visitar minha casa. Minha filha que tinha a mesma idade dela ia ficar contente de ter uma amiguinha para brincar com  ela. E também um dia de descanso daquele trem seria bom para a saúde da pequena vendedora de doces do metrô.

-Claro que vou sim, senhor. Se papai permitir eu visitarei sua casa com muito prazer. Estarei  aqui amanhã no horário e estação de sempre. Estou ansiosa para conhecer sua filha e poder brincar com ela, já que não tenho nenhum amigo. Apenas quando estou em casa que me divirto com meus irmãozinhos enquanto tomo conta deles.

No dia combinado fui à estação onde ela costumava frequentar. Estava bem arrumada, com uma roupinha que parecia ser nova. E tinha colocado um perfume bem cheiroso. Levantou-se do banco onde estava sentada e veio ao meu encontro. Demos as mãos e fomos pegar o ônibus.

Lotado como sempre, só tinha uma poltrona vazia. A garota foi sentada no meu colo, que pesada! Muitos vão me taxar de tarado ou estuprador, mas num ônibus cheio de gente onde não havia lugar para sentar eu não ia deixar a coitada viajar em pé.

Chegamos em casa, a menina estava impressionada com o tamanho do imóvel, que nem era tão grande assim. -Que casa grande senhor, só essa sala é do tamanho da minha casa todinha! A garota fitava tudo com seus olhos arregalados. Perguntei se ela queria lanchar alguma coisa. Ofereci torradas acompanhadas de leite com café, que num instante ela comeu.

-Onde está a sua filha?  -Veja se ela está lá em cima naquele quarto. A garota subiu e bateu a porta do quarto da minha filhota. A pequena loira de cabelos lisos, pele branca e olhos castanhos puxados do pai, que habitava naquele cômodo, ouvindo as batidas resolve perguntar:

-Quem é que está  batendo? É o senhor, papai? 

-Não, é uma amiga que veio para brincar!

-Mas não convidei nenhum colega de classe para brincar comigo

-Seu pai me convidou para vir conhecê-la. Posso entrar?

Minha filha olha pela fechadura. Resolve abrir a porta para a garota entrar no quarto. Não sei por qual motivo ela começa a dirigir palavras ofensivas e preconceituosas para a  nossa pequena visitante, talvez porque a garota tivesse uma cor de pele diferente da cor dela. Mas não esperava que minha filha fosse racista.

-Olha só, papai me comprou uma escrava de estimação. Quanto ele pagou por você?

-Não sou escrava, sou uma garota normal como qualquer outra!!

-Ah, com essa cor de lama eu pensei que  fosse! Aliás, vai encardir meu quarto com essa sua pele!

-Cor de lama nada, meu papai diz que pareço uma barrinha de chocolate!

-Tá mais para o que o chocolate vira depois que é consumido! Aliás, some de volta para a África comer suas bananas, filhote de macaco!

-Quer saber, eu não quero fazer amizade com uma menina egoísta e racista como você! Quero voltar pra minha humilde casa, não fico aqui nem mais um pouco!

Dito isso, com cara de revolta ela desce as escadas. Como as duas falavam alto eu já sabia o que havia ocorrido. Peguei a morena pela mão e voltei com ela até a minha filha, se ela não fosse honesta com a visita e pedir desculpas a sandália ia trabalhar no seu couro. O sermão estava preparado. Ela demora um pouco para abrir a porta...

-Que história é essa de ofender nossa convidada? Não tem vergonha na cara? O que ela fez de mais? A cor da pele não determina o caráter. Todos somos diferentes, cada um tem sua cor e personalidade que foiam puxadas dos parentes. Agora me diga: lhe agradaria se alguém lhe chamasse de lagartixa anêmica, esqueleto, cabelo de macarrão por causa da sua aparência?

-...

-Sua mãe não se orgulharia de sua filha, nem de ter confiado a sua guarda a mim, onde quer que ela esteja deve estar desapontada comigo porque não a eduquei direito. Deve estar se lamentando por sua filha ter virado uma pessoa má intolerante com quem é diferente. Bem, é isso, Vou esperar você lá embaixo para pedir desculpas. Vamos.

Que vergonha minha pequena sentiu. O rosto branco como o gesso ficou totalmente vermelho. Ela fica refletindo sobre suas agressões verbais direcionadas à outra menina por uns minutos e se dirige a sala. Tinha deixado se levar pelos maus exemplos que tinha copiado dos colegas.

De frente para o sofá onde sentávamos a garota do metrô e eu ela se ajoelha com a cabeça apoiada no piso gelado da sala. Estava com a cara de arrependimento mais convincente do mundo. Ela começou a pedir perdão para mim, para a visitante e para sua mãe. Estava realmente envergonhada pela grosseria gratuita

-Por favor, me perdoem por eu ter sido preconceituosa e mal educada. Minhas palavras foram indelicadas e insensíveis para convosco. Não quero nunca mais magoar ninguém com a minha arrogância. Errei e reconheci meu erro, quero aprender com isso a me comportar melhor... é isso!

-Está desculpada. Da próxima vez não vá julgar os outros pela aparência... o melhor a se fazer é tentar conhecer as pessoas e tentar fazer amizades. Como entre seu pai e eu. Toda vez que ele vai trabalhar nós ficamos um tempão conversando comigo no vagão do trem. Vamos tentar de novo, pode me falar seu nome?

 -Eu... eu me chamo... E... Erika... e você?

-Eu sou a Angela. Vamos ser amigas?

-Eu.. aceito!

As duas se abraçam. Rapidamente já estão conversando e dando risadas entre si. Passam a tarde toda no videogame, até umas 17 horas. Pergunto para a Angela [então essa fofinha tem um nome tão fofo quanto ela e eu não sabia].

Os três sentados na mesa, a moreninha não pára de falar sobre suas aventuras humildes. Dessa vez a Erika que arregala seus olhos cor de mercúrio. É filhota, você tem o privilégio de ser criada em berço de ouro. Sorte de ter um pai que também é uma mãe para você. Sorte de ter como único trabalho a escola.

-Uh, olha como é tarde... é hora de te levar para casa!

 -Aah, ela já tem que ir papai? Logo agora que estávamos nos divertindo muito!!

-Eu volto outras vezes para brincar, basta nossos pais deixarem. Já sei, que tal você ir me visitar na próxima vez? Minha casa é pequena e barulhenta, mas é aconchegável! Aí você conhece meu pai e meus irmãos. A propósito, onde está sua mãe mesmo? Ainda não fomos apresentadas!

Erika aponta para cima, nas nuvens

-Sinto muito pelo ocorrido...

-Tudo bem, papai disse que ela está num lugar bonito e alegre. Ah papai, já que você vai levar a Angela para a casa dela, poderia me levar de companhia? Eu me sinto muito solitária aqui sem ninguém para conversar comigo. Apesar da mamãe sempre está aqui me protegendo...

Erika fez seu pai, eu, escorrer algumas lágrimas com seu sentimentalismo puro. É, não tinha criado mal a minha filha afinal de contas. Peguei as duas e fomos. Não até a estação onde Angela vendia doces, mas até a casinha dela. No caminho eu flagro a cena mais doce que a mercadoria da jovem.

-Então é verdade que você parece chocolate? Quero provar! <lambida na bochecha da Angela>

-È? então você deve ter gosto de leite, deixa eu ver! <lambida na bochecha da Erika>

Chegamos na pequena casa. Lá estava o pai da Angela já preocupado com ela. A mesma o tranquiliza e apresenta-nos. O senhor agradeceu por sempre ajudar sua família e tratar sua primogênita bem. Mas eu não estava satisfeito com o que a pequena Angela passava todos os dias.

Foi quando ofereci uma quantia enorme de dinheiro para ele operar as costas, em troca da garota não precisar mais ter que vender doces. Trato feito! Uns dias se passaram e a cirurgia foi feita. Logo depois da recuperação ele tomou o lugar da Angela, que ficou responsável pelo cuidado dos seus irmãos. Já tinha experiência nessa área, menos perigosa que vender fora.

Agora todo o sábado eu levo a minha filhinha para visitar a Angela, ou ela vinha nos visitar. Agora a pequena morena só aparecia no metrô para viajar até nossa casa. E enquanto a minha pequena Erika... toda vez que ia dormir se ajoelhava em frente ao retrato de sua mãe e, em suas orações, sempre agradecia pela nova amiguinha... Agora ela não estaria mais sozinha enquanto o papai não estava...

terça-feira, 15 de junho de 2021

A moradora de rua

   Sumizumi era uma pequena moradora de rua. Pequena mesmo, pois tinha somente 9 anos de idade. Tinha decidido fugir de casa pois seus pais viviam brigando entre si e com ela, todos os dias eram desentendimento e gritaria. Sumizumi era a que mais sofria: qualquer coisa que a garota deixava de fazer ou fazia mal feito era uma chinelada, uma cintada ou palmadas no traseiro. Sempre tinha algum hematoma ou cicatriz no corpo causada pelo pai ou pela mãe.

  Seria melhor para Sumizumi sair daquele inferno, não era vantajoso viver aqueles maus tratos apesar dos luxos que a garota recebia. Antes viver sem brinquedos eletrônicos e roupas de marca que ter que apanhar toda a hora à troco de nada. E de bônus como moradora de rua não teria a obrigação de dormir cedo ou tomar banho todos os dias. Nem teria que ir à escola.

  Passou a morar perto de um viaduto junto com algumas coisas que tinha trazido com ela. O local era favorável porque a todo tempo passavam pessoas que por dó vez ou outra davam algumas moedas ou algo para ela comer. Quando a preguiça deixava ela andava até a feira onde depois de ficar namorando as barracas dos comerciantes acabava ganhando algumas frutas e vegetais para comer. Muitas vezes os menos bonitos e mais machucados que ninguém queria comprar.

  Se de um lado ela não tinha mais o luxo e o conforto de uma casa, ao menos tinha liberdade para explorar a cidade, comia pouco mas às vezes tinha sorte de comer hambúrguer ou batata frita que ganhava dos pedestres passando. E também podia brincar com as crianças de sua idade, que moravam por perto, mesmo com os pais de alguns tendo preconceito porque a garota morava na rua.

  Quando juntava moedinhas o suficiente, coisa que demorava semanas para acontecer, Sumizumi pegava as economias e ia comprar guloseimas na padaria da rua. Sempre levando uma reclamação do dono porque quase sempre ela entrava toda suja e mal cheirosa no local. Sempre era levada ao banheiro da loja e só saía de lá quando terminava de tomar o banho, aí sim podia saborear seus pães doces e sonhos recheados de leite condensado.

  Chegou a época do inverno e as coisas começaram a apertar para Sumizumi. Com a época de frio e chuvas constantes. O movimento na rua e na feira diminuíram, as moedas mendigadas começaram a rarear. A disputa pelos carros era acirrada, e como os garotos maiores eram violentos a pequena Sumizumi passava longe. Não queria levar uma surra, era melhor apertar o cinto ou implorar para o dono bondoso da doceria fazer fiado.

  Um dia Sumizumi estava desesperada de fome. Nesse dia a doceria estava fechada. Nenhuma barraca de vegetais estava montada. Era feriado... Apenas um pequeno quiosque onde um senhor vendia espetinhos. Ao ver a pequena com o estômago roncando, pede que ela se aproxime. Ofereceu um churrasquinho para Sumizumi e lhe faz uma proposta. Ela ganharia um trocado cada vez que a garota lhe trouxesse um gato para ele.

  Não quis nem saber para quê o senhor queria os gatos, pois ganharia uma bela grana para comprar comida! Óbvio, sem ninguém saber aqueles bichanos virariam espetinho. Dinheiro fácil para Sumizumi que sempre ia dormir num local onde se reuniam muitos gatos à noite. Com sua astúcia construiu uma armadilha para pegar os gatos. E toda noite conseguia pegar um ou dois felinos que eram logo vendidos ao senhor do espetinho. E sim, ganhava muito dinheiro pelos gatos que ela vendia.

  Sumizumi agora tinha dinheiro para comprar roupa nova, lanches caros de fast-food e os bolos mais caros da doceria. Foi um bom negócio para ambas as partes, pois o senhor quase que quintuplicou seus lucros e movimento em seu quiosque. Sumizumi estava satisfeita com a caça e venda de gatos para o senhorzinho. Até chegar o tempo que os animais começaram a desaparecer da cidade.

 A menina conseguiu extinguir os bichinhos daquele lugar? Pelo visto sim. Apenas haviam dois em uma casa nas redondezas. Pensou invadir a casa quando fosse de noite. E lá foi Sumizumi pular a cerca. Catou um dos gatos que lhe encheu de arranhões. Ia saindo de lá quando o morador da casa a agarra pelos cabelos. Mandou soltar o animal e lhe apontou uma arma.

 Sumizumi se ajoelha e começa a chorar desesperada, implorando para o moço não atirar. Quando na rua passava na hora uns conhecidos que por trás conseguiram tirar a arma das mãos do cidadão. O que a garota tinha feito? Ela era a responsável por "desgatizar" a região e agora queria dar fim aos seus mascotes. Em choque e toda molhada na calcinha, Sumizumi confirma tudo. Mas explica que ela os vendia para o tio do churrasco a troco de uns trocados.

  Agora estava tudo explicado, tanto o dinheiro extra da menina e o sucesso do cara dono do quiosque. Sumizumi é perdoada e volta para o viaduto para descansar do susto. Ao amanhecer ela é levada como testemunha até o quiosque, vamos ver se o dono é pego no flagra e é levado preso por vender carne de gato sem autorização da vigilância sanitária. Eis que o comércio não estava mais lá. O senhor esperto tinha se evadido da região. Não havia mais o que fazer. Sumizumi teria que voltar a mendigar moedas.

  Mas o dono da padaria que havia simpatizado com a garota, se compadeceu com o sofrimento dela resolveu adotá-la como filha. Ela poderia comer aquelas delícias todos os dias, mas teria que ajudar na loja, atender bem os clientes e tomar banho sempre. E ia frequentar a escola a partir daquele semestre. Ela concordou, com a condição de que ela pudesse sair às vezes com seus amigos "de apartamento". Sem ter mais a guarda dos seus pais de sangue, facilmente conseguiu ser adotada pelo dono da doceria a partir de seus documentos.

  E assim Sumizumi vira filha do doceiro, vira a mais nova funcionária fofa do local, sempre limpa e cheirosa, e vira uma estudante exemplar. E sempre que folgava ia para o local onde morou por um tempo para dar um oi para seus amigos e conhecidos feirantes, que continuavam oferecendo as frutas e legumes que ela tanto gostava. Até mesmo arrumou um gato para cuidar. COMO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO!!

segunda-feira, 14 de junho de 2021

domingo, 6 de junho de 2021

O professor e a aluna afortunada

   Havia um bairro nobre em uma região privilegiada. Nesse lugar encontrava-se casas relativamente baratas para alugar ou comprar. E é aqui que vai se passar a história que se sucederá a partir de agora. Aqui nesse bairro nosso protagonista vai se aproveitar de uma herança ganhada por ele para comprar seu imóvel próprio e viver sua independência.

  Escolheu um casebre simples para viver de boa e receber seus amigos, e quiçá umas namoradinhas. Não precisava de muito luxo, só alguns eletrodomésticos e móveis para dar um novo ar naquele ambiente. Logo ele enche o local com alguns itens de sobrevivência: lavadora, televisor, colchão, cama, refrigerador, fogão, microondas e uma estante para colocar seus livros de escola e suas revistinhas exóticas.

  Tudo estava perfeito do jeito que ele queria. Era hora de sair à procura de serviço pois o dinheiro estava acabando e as dívidas logo viriam. Água, internet, energia, escola... Tudo sairia do seu bolso agora, este era o preço a se pagar por querer morar longe dos pais.  Mas tudo ia dar certo, afinal o gênio consegue dar seu jeito em tudo.

  Foi ler os classificados e uma oferta de emprego lhe chamou a atenção. Dizia naquele anúncio: precisa-se de babá e professor particular. Com ou sem experiência. Horário a combinar. Paga-se bem. Era esse mesmo, pegou o celular e ligou para agendar uma entrevista. O local de trabalho era logo ali na esquina. E era uma mansão imensa! A casa que mais se destacava naquele bairro chique.

  O rapaz toca a campainha. O casal proprietário da casa vem o receber, e começam a entrevistá-lo. Após muitos minutos de conversa fora acordado o horário e o salário do jovem. Seriam 6 horas apenas e um tanto de dinheiro que se investido devidamente dava para se aposentar aos 24 anos de idade (ele tinha 21). Logo apareceu na sala a criança que o moço teria que tutelar e reforçar seu ensino. Estava ainda de pijama, com o cabelo bagunçado e a boca cheia de saliva escorrendo.

  Deu bom dia para os presentes na sala e pediu licença para se arrumar. E assim a linda garota de cabelos loiros e compridos, olhos daquela cor que fica entre o verde e o azul, pele clara e tamanho reduzido de corpo volta à sala para conhecer seu novo cuidador. Um pouco desconfiada porque sua nova babá era um garoto. Tudo bem, se os seus pais foram com a cara dele ela teria que se acostumar.

  Segunda-feira depois da aula, 13 horas, o rapaz e a garota fofa voltariam a se encontrar para começarem com os estudos até a hora dos pais voltarem à noite. Fora dado ao jovem um manual completo de como funcionava a garota: seus gostos, seus costumes, suas manias. Tudo que aqueles adultos falavam o mocinho ia anotando em um caderno para não esquecer, queria que tudo ocorresse perfeito como ele gostava de fazer.

  Os donos da mansão saem, os dois jovens estão sozinhos. Clima bom para acontecer algo indecente, não é mesmo? Talvez sim, mas o rapaz não era esse tipo de criminoso aproveitador, além disso ele estava recebendo somente para cuidar da menina e lhe dar aulas de reforço. Foi logo arrumar a casa e lavar a louça do almoço. A garota querendo ser prestativa oferece ajuda, que logo é aceita. Esse contato aproximaria professor e aluna e facilitaria o ensino caseiro.

  Na teoria, porque na prática demorou a semana toda para convencê-la a começar a estudar a sério. Sempre tinha um videojogo atrapalhando sua atenção. Como ele poderia contornar essa situação? Ele pensou um pouco... Ele tinha anotado uma lista extensa dos gostos e hobbies dela. Perfeito! A lei da chantagem poderia dar resultados satisfatórios para todos.

  Foi um tiro certeiro! Na terça-feira o combinado foram biscoitos assados (que ela adorava!) Se ela conseguisse resolver os exercícios propostos pelo professor particular poderia comer na sobremesa quantos biscoitos ela quisesse, até 20 biscoitos. Como em um passe de mágica a garota arrumou um pouco de atenção para ouvir as explicações, sempre fazendo perguntas toda vez que uma dúvida surgia.

  Quarta-feira foi uma torta. Quinta-feira foi um jogo de computador que ela queria ter comprado há algum tempo. Sexta-feira foi um passeio na praça. E sábado uma ida ao arcade center. Como o professor era divertido! Além de explicar com detalhes as lições da escola o tio sempre vinha com uma brincadeira diferente. E fazia muita comida gostosa! Não só isso, ainda aprendeu a lavar e passar roupa com ele.

  Todo dia era uma diversão diferente. Menos domingo que era o dia de folga do professor. Era um dia para descanso, mesmo com ajuda limpar aquele casarão era exaustivo. O domingo dava duas coisas para o cavalheiro: tempo para relaxar e saudades da sua bebê à qual ele tinha se apegado fortemente. A ponto de passarem o dia referido quase o tempo todo em videochamada.

  Tudo de boa, tudo legal, a menina progredia incrivelmente na escola, os pais apostaram certo no contratado, que recebera em sua conta um bônus pelo trabalho feito com excelência. Que ótima vida o moço vivia, além de ganhar uma boa grana ainda estava ganhando a amizade da garota mais linda que ele já havia visto na Terra. Mas nessa narrativa entrará, no próximo parágrafo, uma estraga-prazeres que pode fazer você leitor ficar com ódio dela, dependendo do seu rancor.

  Em um domingo de folga, o protagonista recebe em seu apartamento uma visita inesperada. A garota bonita da mansão? Não! Para a surpresa dele, pelo olho mágico da porta viu que era sua ex. Ex colega de classe, vulga "amiga" de infância. Uma moça que cresceu e ficou bem atraente aliás. Ela era desde sua pré-adolescência apaixonada pelo moço, que não ia com a cara dela. A odiava com todas as forças.

  Motivos não faltavam: sempre que emprestava-lhe um brinquedo ela estragava-o chutando, nunca devolvia suas canetas, copiava cinicamente suas tarefas, sempre derramava merenda quente em sua roupa, rasgava toda revistinha erótica que achava quando ia dormir na casa dele, tomava posse da cama dele, e quando o coitado estava dormindo ela o maquiava todo, só brincadeira de mal gosto. Até ele cortar contato com essa praga poucos anos atrás.

  Não tinha motivos para deixá-la entrar, porém como começou a chover ele abriu a porta para a ex. Como essa praga o achou? Os pais do nosso protagonista deram o nome do bairro e ela fez um trabalho investigativo até localizar sua residência. Que estie logo para ela ir embora!! Ofereceu-lhe umas panquecas e o canto da sala. Em seguida deitou em seu colchão e começou a ligar para sua linda aluninha de cabelinhos dourados.

  Logo a garota quer saber com quem o rapaz iria conversar, e como não era da sua conta foi ignorada por ele. Ela não deixou barato, quis tomar à força e fez com que ele derubasse o celular no chão, dando perda total. Que vontade ele teve de encher aquela mulher de pancadas... Como ele era da paz deixou a criminosa ir impune, porém na chuva pois ali ela não ficaria nem mais meio segundo.

  Que porcaria, ficar aquele dia todinho sem falar com a amiguinha adorável dele... quem esperaria que a peste voltasse para atormentá-lo? Melhor passar no armazém para comprar grades e uma cerca elétrica, pois sua ex seria capaz de arrombar sua casa recém comprada e incendiar seus pertences adquiridos há poucos dias. Aproveitou para passar numa loja para arrumar logo um novo celular.

  Novamente é segunda, hora de ir para a faculdade de manhã e à tarde alegrar seu coração com o serviço dos seus sonhos. Mas escorada no portão da casa estava seu pesadelo. A moça insistia em querer acompanhá-lo, grudava nele como super cola, irritando-o cada vez mais. Até o prédio da escola. Nem o sermão dado aos berros acuou a moça. Ele conta até 10. Por um pouco ele não perde a razão e comete um homicídio. Melhor concentrar nas aulas e tirar aquela mulher insuportável da cabeça.

  Meio-dia e pouco, no banheiro do curso o rapaz se arruma para ir à mansão onde ele era empregado. Hoje ia presentear sua aluna com um box luxuoso de quadrinhos por ter tirado nota máxima em metade das suas avaliações. Mas num beco ali perto a demoníaca o esperava pois queria porque sim sair com ele em um encontro. O jovem explodiu! Pegou um fio de cobre que estava ali caído no chão e amarrou-a nos pés e mãos. E então arrumou um esparadrapo e lhe encobriu fortemente a boca.

  Chegou estressado no serviço, e um pouco atrasado. A pequena logo nota a cara de frustração do homenzinho, e logo consegue o fazer voltar a ficar alegre usando somente seu sorriso encantadoramente fofo. É hora de almoçar e depois mais uma sessão divertida de estudos. Hoje foi bastante intenso, os professores da escola tinham passado muita lição. Mas com a ajuda do mordomo em 2 horas ela termina toda as tarefas escolares.

  Enquanto isso a garota malvada dessa história que você provavelmente continua a ler pois está gostando, essa consegue se soltar das amarras e segue fula da vida atrás do seu macho para tirar satisfações. Sabia bem onde ele se encontrava, graças à um rastreador GPS que discretamente tinha posto em sua bolsa. Perceberam o nível de toxicidade que essa moça ciumenta possui? É altíssimo pelo visto!

  Na mansão a dupla dinâmica estava lanchando e descansando a mente depois da sessão de estudos puxada. Até que para a alegria de você, querido leitor, a pequena garota foi servir-se de um achocolatado que estava na vasilha em cima da mesa. A coitada desequilibra-se e derruba todo o líquido em cima dela, resultando em uma grande bagunça. Antes que ela se oferecesse para limpar seu responsável atual mandou-a ir se lavar enquanto ele ia lavar sua roupa suja.

  Ele termina de lavar as roupinhas da menininha quando a campainha toca. O rapaz prontamente vai atender. No momento que vai abrir a mocinha veio em disparada na sua direção e lhe agarrou fortemente na perna. Tudo porque uma barata tinha vindo atordoar seu banho. A porta se abre com a garota pelada agarrada no membro inferior esquerdo do jovem que foi logo levando um golpe cruzado na cabeça.

  Queria explicações sobre o porquê daquela situação. Atordoado, antes que ele falasse algo a garotinha vai logo falando que ele era seu cuidador e seu professor, que eles se divertiam muito enquanto o pai e a mãe estão fora, ensinava muitas coisas prazerosas e fazia muitas coisas gostosas com ela. Ouvindo aquilo e interpretando tudo no duplo sentido, deu outro socão que fez o inocente homem deitar definitivamente no chão.

  Vendo aquela cena de desumanidade cometida com seu amigo,a pequena não se aguentou. Pegou a faca de cortar peixe e foi fazer o jantar. Claro que não! Simplesmente avançou em cima da moça e começou a esfaquear com gosto e vontade, só parou quando estava exausta. Tinha ferido a moça maior quase que fatalmente, quando resolveu chamar a polícia.

  Os policias chegam na casa da menina em 3 minutos e encontram um cenário horripilante: uma garotinha toda ao natural melecada de sangue (já tinha largado a faca no chão). O rapaz desmaiado num canto e a moça toda furada e rasgada no outro. Antes de qualquer pedido de explicação chamaram a ambulância para hospitalizar os dois desmaiados que ali se encontravam.

  A miúda tinha explicado em ricos detalhes para os homens da lei, que aquela maluca havia invadido a casa enquanto ela tomava banho e a fulana começou a espancar seu empregado sem parar. Ela pegou a faca e foi ajudá-lo em legítima defesa. Em pouco os pais da pequena chegaram e toda a ladainha foi repassada para eles. Que logo pegaram a criança e partiram para o hospital ver o que se passava com seu serviçal.

  Estava o "casal" internado no mesmo quarto, cada um numa maca, a moça toda remendada e o rapaz com uma faixa na cabeça. Chegando no quarto a garotinha fofa já foi logo dando um abraço carinhoso nele. Se a outra ali pudesse mexer o braço teria socado o rapaz outra vez. Poucas horas se passaram e o nosso protagonista já foi logo recebendo alta. A outra paciente teria alta 5 dias depois.

  Recuperado e recusando o atestado médico, às 13 horas do dia seguinte estava ele lá naquele casarão onde morava sua linda amiguinha de cabelos dourados e compridos, para compartilhar seus conhecimentos com ela. -Ah menina, se seus pais deixarem daqui a uns 6 anos eu aceito seu pedido de namoro. Pais esses que se sentiram culpados pela agressividade da filha e pagaram uma gorda indenização junto com as despesas médicas que a doida esfaqueada veio a ter.

  Ela por sua vez recebeu em sua casa uma intimação que condenaria-a à prisão caso fosse vista a 250 metros de distância do nosso jovem trabalhador. Podia ele novamente respirar sossegado por ter por ora se libertado daquele encosto? Talvez sim, mas nunca se sabe se ela pode usar o dinheiro para construir um míssel teleguiado. Deixa para lá, o importante é que hoje sua amiguinha vai aprender a usar uma faca. Para cozinhar, é claro!

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