quinta-feira, 28 de abril de 2022

terça-feira, 26 de abril de 2022

Hana e Hina viajam

 Entramos no recesso do meio de ano, época para os alunos descansarem e os professores descansarem deles. As irmãs vão viajar para outro estado, onde se encontra um grande parque de diversões que era o sonho delas frequentar lá. Merecidamente receberam esse presente da mãe, por estarem indo bem na escola, sobretudo Hina que gabaritava quase toda prova. Hana também se esforçou muito, tendo somente uma nota vermelha em todo o smestre.

Hyuu que também estava de férias seria o encarregado de acompanhar as garotas na viagem, já que o lugar era distante e esquisito para elas. E era dever do mais velho cuidar das mais novas quando a mãe não podia. Enfim, o rapaz ia aproveitar ao máximo para curtir as férias com suas pequenas irmãzinhas. Seriam 4 dias intensos só de lazer e divertimento, há tempos não iam os 3 juntos para um lugar tão distante assim.

As passagens foram compradas, a reserva de quarto no hotel feita e o cartão de débito descontado. Era esperar até amanhã para arrumar as malas e partir para a aventura. Na verdade uma mala só para colocar a bagagem das gêmeas e outra para o Hyuu, para não terem que arrastar muito peso por aí. A organização foi feita perfeitamente pelo rapaz, porque se Hana ou Hina fossem arrumar seria uma bagunça sem precendentes.

Na noite anterior à viagem Hana foi investigar e perguntar para Hina se ela estava bem, se estava com febre ou dor, pois se acontecesse qualquer coisa e ela não pudesse viajar por sua culpa ia a encher de cascudos. Hina a acalma e fala que está 100%, mandou ela ir dormir para não perder a hora e acordar disposta. Então no dia da viagem está tudo pronto para os irmãos tomarem o café da manhã e se arrumarem para estarem no aeroporto mais ou menos 10 horas da manhã.

Era a primeira vez que iam viajar de avião, das outras vezes tiveram que pegar o ônibus que demorava 3 dias para chegar no destino. Hina odiava porque não conseguia usar o banheiro do coletivo, que era perto do motor e esquentava, dava medo nela. Já na aeronave o tempo seria de apenas 4 horas, em poltronas mais confortáveis e ambiente climatizado. Mas será que as meninas não ficarão com medo da altura que voarão? Só saberão quando embarcarem.

Por chegarem ao aeroporto com horas de antecedência, Hyuu faz o check-in sem transtornos. Esperariam mais um pouco antes de pegarem seu voo, então foram esperar numa passarela de onde podia se ver os jatos partindo e pousando. Hana, de posse do celular da irmã, tirava um monte de foto dos aviões. Até chegar aquele que os levaria até o destino das férias. Antes de embarcarem Hana ainda apronta de subir na esteira de despache das bagagens, mas logo é repreendida pelo Hyuu.

O alto-falante avisava aos passageiros para embarcarem. Os três se dirigem ao local onde o avião estava pousado, ele era gigantesco, as gêmeas o fitavam com olhares mistos de surpresa e medo. E dentro era ainda mais interessante, cheio de luzes e assentos com telinhas portáteis e uma espécie de mesinha pendurável. Era como um ônibus, porém mais espaçoso e luxuoso. Outra diferença eram as janelas que não podiam se abrir.

Checando as passagens Hina descobre que sua poltrona está bem lá na frente do avião, e lá nas últimas Hana e Hyuu sentariam juntinhos! Que injustiça, mas não era como se eles fossem abandoná-la lá. O jeito é sentar, colocar o cinto e respirar fundo para espantar o nervosismo por imaginar o aeroplano  no alto. Mas antes de relaxar na cadeira Hina teve que tomar das mãos da irmã seu celular e o desligar, não queria ser a responsável pela queda do airbus.

Um arrepio bate na pequena Hinatsuki quando o alto-falante começa a transmitir a voz da aeromoça explicando os procedimentos padrões de segurança para os passageiros. Enquanto que a outra gêmea fica com frio na barriga assim que o avião começa a pegar altura. Era incrível, rapidamente estavam tão distante do solo que estavam alcançando as nuvens. Queria Hina poder pegar uma, mas como foi dito parágrafos atrás as janelas não abriam seus vidros.

A vista do céu foi logo abandonada em prol dos luxuosos monitores em cada poltrona e do serviço de bordo. Hana espetou seu pendrive com clipes musicais para curtir nos fones oferecidos pela companhia aérea. Hina aproveitou os lanches gratuitos para matar a fome. Hyuu ligou seu computador para aproveitar a viagem fazendo as ilustrações que iam ser usadas pela sua editora nos próximos capítulos de um mangá famoso.

Tranquilamente o avião faz seu percurso. É hora de desembarcar, só voltariam a pegar outro em quatro dias. Agora começaria a verdadeira farra, bom, não antes da Hana outra vez querer andar na esteira onde rolavam as bagagens, e outra vez ela leva bronca e é ameaçada de ficar no quarto do hotel de castigo. Ela então fica quieta e espera junto dos irmãos a bagagem vir de encontro à eles, para então pegarem um ônibus até o hotel onde repousariam durante as férias.

Que prediozão! Não se comparava nem com as mansões luxuosas do bairro onde residiam! Tinha a frente toda de vidro, parecia uma caixa de cristal refletindo o sol todo em suas caras. Sua entrada tinha uma porta de girar que intrigava as garotas, aquilo era tecnológico demais para elas. Não mais que os elevadores com paredes de vidro que davam vista para a rua, enquanto subiam até o 23° andar! Muito mais interessante que as escadas rolante do shopping center que as gêmeas iam de vez em quanto.

Ainda mais avançado era o cartão que o Hyuu pegou na recepção, que servia para abrir a porta do quarto que ficariam. Pensem em um cômodo chique: onde eles passavam as luzes se acendiam, a tv sintonizava canais estrangeiros, o ar condicionado funcionava batendo palmas, tinha uma cadeira de massagem grandona no canto e a banheira do banheiro cabiam umas cinco gêmeas de uma só vez de tão imensa que era. A turminha ia descansar essa tarde para aproveitar o parque à noite.

De noite o irmão mais velho começa a arrumar as irmãzinhas para saírem. Pediram serviço de quarto e foram cheios para o lugar. O parque de diversões era muito mais bonito ao vivo e em cores que na propaganda. Após apresentarem os passaportes, os três foram autorizados a entrar naquele paraíso de atrações infinitas. Pena que metade dos brinquedos não eram compatíveis com a altura das garotas, em compensação os que davam para andar juntas com Hyuu era bem divertido.

Um pouco mais tarde já tontas e enjoadas de tanto sobe e desce, gira e pula, Hana e Hina vão explorar as barracas de guloseimas, que o irmão pagava com prazer. Hina comeu maçã do amor, algodão doce e castanhas de caju. Hana provou pipoca coberta de leite condensado, limonada e pastel de queijo com milho. O Hyuu pediu o mesmo que as meninas, só que em dobro. Passava da meia noite quando os irmãos voltaram para o hotel depois de curtirem o parque.

Poderiam ficar acordados até tarde vendo filmes de terror, mas Hina não os suportava. Ela não seria expulsa da confortável cama de casal com molas para um cantinho do quarto para assistir coisas no seu celular. Então foram dormir mesmo, com o Hyuu no meio separando as irmãs para evitar briga (quando o mais sensato seriam três camas de solteiro no cômodo). Antes disso Hana provoca sua irmã sugerindo que Hyuu lhe colocasse uma fralda para ela não molhar a cama.

Cedo acordaram, foram bater perna na cidade atrás de seus poucos pontos turísticos. Tiraram bastante fotos dos lugares bonitos e ermos, olharam muitas vitrinas e compraram algumas besteiras. Pararam para comer em um restaurante chique. Antes fosse na lanchonete do lado, as gêmeas faziam o irmão passar vergonha mesmo sem querer. Hina pegava a carne com a mão ao invés de usar garfo e faca, e a comida da Hana caía toda no chão. Tadinhas, não estavam acostumadas com esse modo de se comportar.

Anoitecia, iam os irmãos para o hotel se aprontar para aproveitar o parque de diversões novamente. Amanhecia, circulavam pela cidade toda até alguém acusar cansaço, toda vez acontecia com HIna. Essa rotina foi seguida até o último dia, que foi chuvoso o tempo todo e os impediu de sair do quarto alugado. Bom que lá era confortável e tinha muitas opções de lazer, como internet e televisão à cabo. A folia acabaria às quatro da tarde, duas horas antes do avião da volta decolar.

Estavam de volta no aeroporto, e tudo se repetia exceto Hanamaru que não quis mais viajar junto com as malas pesadas. Um pequeno susto foi dado nos irmãos por causa de uma pequena turbulência que a chuva fazia no avião, nada tão dramático. Acabou que dessa vez todos foram juntos na mesma fileira de assentos. E como era tarde da noite as pequenas aproveitaram das coxas do Hyuu e cochilaram até chegar em sua cidade. Cataram as malas no desenbarque e foram andando até em casa.

Uma hora da madrugada, começava a chover ali também. A mãe daquelas criaturas esperava ansiosa pela sua chegada. Hana tombou exausta em cima das malas e voltou a dormir. Hyuu pediu a bênção e foi pro seu quarto terminar seus projetos. Hinatsuki empolgada e desperta começa a narrar as aventuras que passou naquele curto recesso, contando tudo: sobre os aeroportos cheios de gente, os aviões enormes, o hotel luxuoso com elevador de vidro, tv de setenta polegadas.

Falou até sobre o parque com muitos brinquedos, e muitos ela não pode ir por ser muito pequena, falou sobre as comidas gostosas do parque e do restaurante, até o que não devia falar sua inocência liberou em sua língua. Para ser mais exato o caso do casal do quarto ao lado, de noite a garota ouvia a moça hospedada gritando e gemendo, devia estar sofrendo de dor! (Com certeza estava, mas não era o tipo de dor que passasse com aspirina, Hina bobinha!)

De todo modo Hina tinha que ir dormir, pediu a bênção da mãe e perguntou se na próxima vez ela poderia ir também, para que ela também se divertisse. A mãe respondeu que ela já era velha para essas coisas e nem tão cedo poderiam fazer outra viagem dessas pois a atual custou muito dinheiro. Ouvindo essa bomba, Hina vai dormir pensativa. Acordou montando uma barraca de limonada gelada para tentar reverter um pouco do prejuízo ocasionado pela viagem dos sonhos. Nada vendeu, Hana acabou tomando tudo. Inclusive uma surra de sua querida irmã gêmea companheira de encrencas!


E lá se vai mais uma temporada de aventuras de suas irmãzinhas preferidas, quem sabe eu continue com suas historinhas mirabolantes. Todavia por enquanto é só, espero que tenham curtido. A gente se vê por aí, amigo leitor, até breve!!

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Pequenas engenheiras

     Feriados prensados, semana livre de folga para os alunos de Naoeda. Incluindo as gêmeas. Hana e Hina não tem dever da escola, estavam inquietas e sem saber o que fazer. A televisão só está transmitindo filme chato e novela sem sal, internet caiu, o quarto do Hyuu está trancado. Não tem jeito, teriam que se virar lá fora ao ar livre, o que na verdade convinha para a saúde das molecas que ficavam muito tempo trancafiadas em casa.

Partiram para a pracinha. Um local muito mais bonito que o que elas exploraram com Nayume. Mas menos radical e perigoso, nada de abelhas ou penhascos, mais arborizado e menos sujo de entulhos. Os brinquedos eram bem conservados e a única água que existia lá era da fonte, não servia para nadar mas servia para brincar de barcos de papel/plástico. É nessa fonte que as irmãs começam a brincar ao custo de muitos barcos feitos com as folhas do caderno da Hina.

Logo chegaram as crianças mais velhas querendo tomar posse da fonte e expulsaram as irmãs dali. Os chatos se acham os donos da rua, do colégio, da cidade! Tudo legal, ainda tem os balanços, o escorregador, a gangorra e a caixa de areia para Hana e Hina usarem. Se os chatos deixassem. Em cada pedaço da praça vinha alguém da turminha dos seis implicar com as meninas. Hina puxou sua irmã pelo braço e foram embora, antes que Hana começasse a brigar com eles e acabasse apanhando.

De volta a casa, Hana estava com os nervos alterados, queria se vingar na Hina. Mas essa a acalmou dando uma ideia: iriam as duas construir seu próprio playground no terraço de casa, na imaginação da Hina seria mais fácil que fazer uma piscina. Na verdade ela não saberia por onde começar, ainda bem que Hana já havia projetado toda a obra na imaginação, e com a ajuda da irmã começariam a construir seu parquinho particular.

Tábuas, cordas e tijolos foram providenciados pela Hana, que pegou esse material encostado na garagem. Hina arrumou tintas, pregos, um martelo e uma serra, todos achados no porão. Reuniram tudo e começaram a construir os brinquedos. Cortando as tábuas e pintando, juntando com os pregos e amarrando cordas, as pequenas faziam um verdadeiro trabalho artesanal caprichado e bem bonito, mas sempre com confusão ao estilo das gêmeas.

Hana feriu o braço esquerdo com a serra, fazendo a outra menina quase desmaiar ao ver sua hemorragia. Foi logo enfaixar seu braço com uma camiseta da irmã. Hina não teve tempo para reclamar porque tentava tirar uma farpa que entrou no dedo e estava a incomodando. E ambas deram boas marteladas na mão, na cabeça e em outras partes do corpo até a conclusão das obras. O esforço foi compensador, era hora de experimentar os brinquedos. Não ainda, a tinta está fresca.

Enquanto a tinta secava, as meninas se lavam e tratam dos cortes e machucados. Breve estavam se divertindo com o projeto. No balanço Hana empurra Hina fortemente, ela cai de cara no chão... felizmente no gramado macio! Na gangorra Hina se dá mal novamente quando a irmã se levanta com tudo e a desequilibra, fazendo-a cair. A vingança foi quando Hana foi usar o tobogã, sua saia prendeu em um prego solto na tábua, arrancando ela de seu corpo e arranhando seu bumbum.

Foi divertido porém radical. Chega de brincar por hoje, HIna estava toda dolorida. E enraivecida por Hana estar usando sua calcinha com estampa de panda. Pegou uma ripa de madeira para espancar o traseiro da Hana, mas recuou por causa do sangue. Enfim entraram para jantar e descansar da aventura de hoje. O máximo que iam fazer hoje era usar os barcos de papel na pia da cozinha, quiçá na caixa d'água transformada em piscina. E logo foram dormir, exaustas.

No dia seguinte o parquinho das garotas estava diferente. Os brinquedos foram melhorados, o escorrega foi direcionado para a piscina e dois novos brinquedos surgiram: uma cama elástica e um cercado cheio de bolinhas. Tudo obra do Hyuu, que gostava demais das suas irmãzinhas e fazia o possível para agradá-las. Hana e Hina agradeceram ao irmão pela atualização do playground. E esse ainda prometeu adicionar um campo de minigolfe ao projeto.

E assim sem se meter com os encrenqueiros do bairro as gêmeas curtiram seu parque particular até o fim do feriado prolongado. Mas isso quando a tv estava com a programação tediosa ou a internet ficava lenta. Bem, um pouco de cada, dentro e fora de casa. Compartilhando sua construção com os amigos de sua idade que não eram egoístas como os mais velhos. Mas sem fazer muita bagunça, pois sempre sobra para Hana e Hina arrumar.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Exploradoras extrapoladoras (3t/e2)

  Mais uma vez temos um dia agitado na casa das gêmeas, e como sempre a folia é ditada pela Hana que resolveu brincar de esgrima com Hina. Meio que na base da trapaça, pois além de estar com a vassoura maior ela só espancava Hina na cabeça. A campainha toca doze vezes antes que as garotas percebam, pois estão muito concentradas no esporte bruto. Tanto é que Hyuu chega logo para atender. Era a coleguinha Nayume que veio convidá-las para irem explorar o bairro com ela.

Na verdade ela queria convidar somente a Hina, pois achava sua irmã chata, metida e brigona. Hana foi mesmo assim porque queria continuar brincando com sua parelha. E se ficasse em casa logo seria incomodada para fazer a tarefa acumulada da escola. Dada a permissão e o horário limite para retornarem, as gêmeas foram rua abaixo acompanhadas da amiga andar sem rumo pela região até cansarem.

Nada de lugares inóspitos, na verdade as três garotas iriam explorar um local localizado nos fundos do terreno da escola. Lá existia uma rala vegetação composta de desmatamento moderado, plantas rasteiras, cipós e matinhos que causavam coceira. Mais ao longe tinha um pequeno morro com solo barroso e cheio de galhos secos no caminho. Foi decidido unanimamente que o objetivo das garotas seria chegar ao topo daquela subida um pouco íngreme.

Ligeiramente chegaram no pico do barranco. Hana foi logo ordenando para as outras duas que procurassem por ali algumas garrafas pet. Sua ideia era apostar uma corrida deslizante descendo aquele morro pelo lado de trás. Radical e perigoso, Hina foi logo dando para trás e jogando a toalha, dessa vez não ia ceder aos caprichos da irmã. Porém foi persuadida pela Nayu que se convenceu ao ver que no final da descida tinha um ribeirão onde poderia nadar à vontade!

Três garrafas foram providenciadas num terreno baldio ali perto, o suficiente para começarem a brincadeira. Começaram a descer em disparada, e logo Hina toma a dianteira. A pequena contudo se descontrola e desce a barreira de bruços. Ganhou a corrida e um ralado na barriga. As outras duas só sujaram o traseiro. Menos mal que tem o ribeirão para se lavarem. Fariam isso antes de subir e descer novamente aquele morro.

Não conseguiriam mais subir. Foi um sacrifício tirar Nayume de dentro da água, estavam exaustas para escalar tudo aquilo só para esfolar uma parte do corpo e rasgar a camisa. Era melhor voltar para casa e refazer a tarefa outro dia. E assim brincando de arremesso de pedra na água as moças se vestem para irem embora. Não antes da Hana aprontar mais uma das suas reinações, dessa vez curiosa com um objeto estranho não indentificado pendurado numa mangueira que ela avistou.

As garotas se aproximam da árvore carregadas com as pedras. Primeiro derrubaram algumas mangas e depois, numa ordem dada pela Hana disparam no objeto estranho até ele tombar. Sucesso, o alvo foi abatido e seria dissecado. Que surpresa! O objeto em questão era uma colméia, seu interior estava cheio de mel! As três começam a comer aquele doce enquanto se perguntavam onde estavam as abelhas daquele lugar. Bom, ali não havia nenhuma, mas na colméia ao lado um enxame ia começar a perseguir nossas heroínas.

Elas abandonam o tesouro, cataram as frutas que puderam e começam a correr das abelhas. Nayume com histórico de atleta dispara, deixando as gêmeas para trás. Hana leva sua irmã carregada pela mão pois Hina é péssima corredora, e também está exausta de tanto brincar na água. Não deu para elas, no momento que Hana ia atravessando a rua a fim de evitar um acidente Hina puxou-a para trás. As duas caem e são picadas diversas vezes. As abelhas também alcançam Nayume e a ferroam sem dó.

Mais cedo que o combinado as três estão de volta na casa dos Hoshi. Bem machucadas pelos ferrões dos insetos. E Hina com a barriga toda vermelha, quase desmaiando porque começava a escorrer sangue dos ferimentos... Sobrou para Hyuu cuidar das moças arteiras, mandando elas direto para a ducha. Assim que estivessem limpas ele aplicaria pomada em seus machucões. Nayume se emprestou uma roupa da Hina e foi convidada para ficar para o lanche.

Como pura coincidência foram servidos pães de mel, porém sem picadas de brinde, e suco feito com as mangas que as garotas conseguiram trazer dentro das roupas que elas vestiam. Depois Hina foi direto para o quarto terminar as lições que deixou de fazer para brincar de espadachim com Hana. Nayume se mandou para casa porque se lembrou que também não tinha terminado a lição. Enquanto à Hana, essa ficou cutucando a barriga da irmã que ardia para caramba. Mas dessa vez não ficou barato, levou uma cadernada em cheio na testa castigada pelas zangadas abelhas.

terça-feira, 12 de abril de 2022

Roupa suja suja-se até encardir (3ª TEMPORADA DAS AVENTURAS DAS GÊMEAS SAPECAS)

 Hoje não teve aula para as gêmeas, as possibilidades da casa permanecer arrumada são mínimas. Basta que Hana acenda o pavio para Hina explodir, e parece que ela está conseguindo. Antes tivesse pego a vassoura para varrer o chão do quarto que ela sujou com os lápis que apontou, mas preferiu brincar de dar espadadas na irmã que não deixou barato, pegou uma corda de varal e fez de açoite, machucando Hana.

Essa brincadeira resultou no mini system tombado no chão. Urgente, essas meninas precisam de calmante antes que a casa seja derrubada. Hyuu tinha um plano para fazer elas criarem um pouco de controle e responsabilidade, e pararem de brigar. A missão seria lavar a roupa acumulada da semana, todinha! Manteria elas ocupadas e ajudaria nas tarefas domésticas. Ele deu todas as instruções em um papel e o dinheiro para as duas irem à lavanderia da esquina fazerem o serviço.

E por que não lavavam em casa? Bem, tudo foi culpa da Hana, que usou sua irmã de cobaia. Desafiou-a a entrar na lavadora e tomar banho lá, até aí tudo bem, Hina entrou, colocou sabonete líquido e pôs o eletrodoméstico para girar o tambor. Mas pouco tempo depois o aparelho para de rodar e começa a fumaçar, dá um estalo e a energia acaba. Foi um grande susto, mas felizmente só a máquina tinha quebrado, ninguém se machucou dessa vez.

Resmungando de raiva ia Hana acompanhada de Hina, calma e tranquila. Cada uma segurava um lado do carrinho de feira usado para transportar a roupa até a lavanderia. Uma verdadeira saga até chegar lá, pois uma empurrava para o lado da outra o carro, e nessa agonia uma bicicleta quase atopela Hina, que tem o pé atingido por uma das rodas. Apenas uma dor temporária descontada com uma forte mordida no braço de Hana.

Lá na lavanderia a confusão continua. As garotas chegam e já tem meio mundo de gente ocupando todas as lavadoras. Tiveram que sentar num banco ali presente e esperar, esperear, esperar... em determinado momento Hana tem que se ausentar pois está com a bexiga apertada. Foi no bar do outro lado da rua se aliviar no banheiro e deixou Hina na guarda das roupas, logo estaria de volta para ajudar.

Estaria tudo bem, se não fosse o descuido da garota Hina que na pressa para pegar umas das máquinas desocupadas derrubou as moedas. Um garoto malvado se aproveita para pisar na mão da garota que tinha se abaixado para recolher o dinheiro. Hina não está nem aí com a dor sentida, apenas pedia para o garoto lhe devolver o dinheiro que era para lavar a roupa. Ele não estava nem aí até aparecer Hana e tomar o dinheiro de volta dele na base do cascudo. E ralhando com a irmã molenga e chorona.

Lavaram a roupa seguindo à risca a lista que receberam, secaram, amarraram a trouxa com a roupa limpa e colocaram de volta no carrinho. Dessa vez mais comportadas elas voltavam para a casa, Hana não tinha o porquê de provocar a irmã que já estava com a mão e o pé machucados. Mas não existe nada de ruim que não possa piorar. Assim que chegam em casa nenhum dos responsáveis estava, então as gêmeas resolvem também passar e dobrar as roupas. Separá-las e guardá-las.

Hana ficou com o ferro e Hina com o resto. Ela tinha visto sua mãe passar roupa várias vezes, era fácil, bastava seguir as instruções das etiquetas. Eis que Hina observa que sua irmã estava com dificuldades para desamassar algumas roupas e se lembrou do modo vapor que ajudaria nessa função. Ao tentar mostrar acaba encostando o braço na tábua de passar, quando Hana acidentalmente corre o ferro pela mesa, queimando a irmã. Hoje não foi um dia bom para Hina.

Antes que incendiasse a casa socorrendo a irmã, Hana desliga o ferro de passar da tomada e vai remediar o mal que fez. Depois que o incidente passa, as duas terminam de passar,separar e dobrar toda a roupa. Hina vai guardar a parte do Hyuu em seu guarda-roupa e acaba por ter uma ideia absurda,  merecia uma recompensa por ter feito um bom serviço. Pegou uma de suas cuecas lavadas e pôs na cabeça como se fosse uma coroa.

Hana não esperava uma atitude tão excêntrica vinda da Hina. Ela defende-se dizendo que aquele procedimento era para que o cheiro do irmão grudasse na sua cabeça e fizesse ela pensar melhor. Bem convincente, mas muito constrangedor para Hana por mais ousada que ela fosse. Ao menos a cueca estava lavada, do contrário Hina não conseguiria vesti-la na cabeça. (Sim, Hanamaru já tinha tentado o que a outra garota fez mas não resistiu ao cheiro de suor).

No fim do dia Hyuu e a mãe retornam, e ao ver o bom trabalho que as garotas fizeram, resolveram recompensá-las com uma grana boa. Hana ia gastar o dinheiro com figurinhas e doces como sempre, além de peixe para seu mascote. Já Hina ia guardar em seu cofre, para ter como pagar o conserto de qualquer coisa que ela viesse a quebrar e não correr o risco de se machucar. Ou melhor, ia comprar um escudo e uma armadura para se proteger da irmã. 

Quanto à cueca do Hyuu na cabeça da Hina ninguém falou nada, a garota devia ter confundido a peça com um esparadrapo, talvez, ela era meio cabeça de vento!

sábado, 2 de abril de 2022

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