sábado, 9 de outubro de 2021

A brincadeira que terminou em tragédia

  Erizabesu encontrava-se sentada de frente à uma cela de prisão. Do outro lado da grade estava seu professor, acusado injustamente de um crime que não cometeu. A partir de agora vocês ficarão sabendo o porque isso aconteceu e as GRAVES CONSEQUÊNCIAS que esse equívoco causará para esses dois.

Erizabesu era uma estudante afoita e hiperativa, era a aluna que mais aprontava na sua classe. Bagunceira e encrenqueira, toda hora estava de castigo ou levando bronca dos educadores, exceto de um. Esse conseguia manter a garota calma, assim deixando o ambiente mais pacífico para se estudar. Para a menina aquele professor era especial. 

Ele não parecia cair nas suas provocações, não dava atenção para ela. E era o que Eliza queria, ser o centro das atenções, queria que todos notassem sua presença. Queria principalmente a atenção dos adultos, sentia-se sozinha e abandonada pelos pais dela que pouco queriam saber o que ela fez ou deixou de fazer.

Era um dia comum, final das aulas. Somente o professor e a garota permanecem na sala. O mestre estava corrigindo avaliações e a Eliza tentando atrair seu olhar. Não funcionou lhe jogar bolas de papel, nem pôr sua cadeira ao lado da dele. Subir em cima da mesa e sentar em cima dos papéis só fez o professor lhe dizer para esperar quieta que ele já ia conversar com a garota.

Aproveitou-se até para dar a prova da Eriza que tinha tirado nota boa. Assim ela o deixaria em paz para terminar seu trabalho. Mas em seguida a danada já consumindo seu juízo de tanto falar seu nome, é quando ele levanta para ver o que a menina tanto queria com o professor. Para sua surpresa a garota acaba por levantar sua saia revelando sua roupa de baixo. Era a gota! Isso merecia uma repreensão e uma suspensão. Mas como Eriza era uma criatura de desconfiar-se preferiu se retirar antes que ele se lascasse com a brincadeira. Terminaria as correções em casa. 

Na porta da escola o professor é abordado por policiais e autuado em flagrante por abusar sexualmente de uma estudante. É, alguém tinha visto o levantamento de roupa que supostamente ele obrigou a aluna a fazer. Ia ficar preso preventivamente até examinarem a vítima, que ficou desnorteada sem entender porque seu educador fora levado pelo camburão.

Três dias mais tarde ela arruma uma autorização para que, acompanhada de algum responsável visitasse e reconhecesse o abusador. Mesmo ela insistindo que o professor não tivesse lhe feito nada, que foi tudo feito por próprio consentimento, sem querer denegrir ninguém, ela não foi ouvida.E agora sentada ao lado da cela ouve uma lição de moral do seu mestre.

Um testemunho traumatizante sobre a garota ter arruinado sua carreira profissional e vida social com pegadinhas de mal gosto. Quase fora violentado por outros presos por causa de falsa acusação, e agora não queria nunca mais falar com ela tamanha sua decepção. Erizabesu saiu de lá arrasada. Não conseguiu dormir a noite por causa daquelas palavras.

Foi aí que ela resolve fazer uma tragédia: ainda madrugada foi até o banheiro e trouxe de lá um barbeador e uma garrafa de água sanitária. Com a lâmina perfurou um braço e usou o sangue para escrever um bilhete de despedida, e a garrafa ela ia beber toda. Mas no mesmo instante vomitou todo o líquido ingerido.

Mas isso não impediria que Riza se suicidasse, pois com a faca em mãos ela corta retalhos de sua coberta, fazendo um tipo de corda. Uma ponta foi amarrada na madeira que sustenta o telhado, a outra Eri amarrou no pescoço. Lentamente ela se afasta da escada que servia de apoio e ficou pendurada pela corda, até parar de respirar e enfim dormir PARA TODO O SEMPRE.

Os pais da Beti se deparam com aquela cena horripilante pela manhã ao entrarem no quarto para acordar ela, por ser dia de escola. Finalmente eles dariam atenção à sua pequena, porém tarde demais. O mais chocante foi o bilhete deixado por ela, escrito com tinta das veias e artérias.No papel lia-se o seguinte:

"Queridos familiares e conhecidos, é com muita dor e sofrimento que já não mereço viver entre vocês. Eu acabei com a vida de uma pessoa inocente e de bom coração, então nada mais justo que me punir tirando a minha própria. Não precisam mais se preocupar com minhas brincadeiras que uma vez pensei serem inocentes. Espero que meu querido professor saia da cadeia logo, me arrependo de não ter o ouvido. Adeus. E espero que você, MaZu, esteja satisfeito."

Três dias mais tarde o inocente foi solto por falta de provas. Como os outros, ao saber da morte de Iza ficou muito abalado. Tinha perdido o velório da moça, mas fez questão de ir ao seu enterro. Ainda não acreditava que a menina fosse capaz de cometer suicídio. Por ironia do destino nunca mais ele falaria com Erizabesu, nem mais ia poder dar atenção à aquela travessa.

No final o professor conseguiu novamente sua vaga na classe onde dava aula antes. Sala essa que agora era um silêncio mórbido e desanimador por parte dos estudantes, que em homenagem à Eri ficaram um mês de luto. Quanto ao tal MaZu, ninguém nunca o encontrou. Esse mistério permanecerá para sempre? Não sabemos, mas de uma coisa temos certeza: a Erizabesu nunca mais será notada pelos seus conhecidos. Nunca mais irá mostrará sua calcinha para quem ela amava.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

POSTAGEM FAVORITA DA GALERA