domingo, 17 de outubro de 2021
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
sábado, 9 de outubro de 2021
A brincadeira que terminou em tragédia
Erizabesu encontrava-se sentada de frente à uma cela de prisão. Do outro lado da grade estava seu professor, acusado injustamente de um crime que não cometeu. A partir de agora vocês ficarão sabendo o porque isso aconteceu e as GRAVES CONSEQUÊNCIAS que esse equívoco causará para esses dois.
Erizabesu era uma estudante afoita e hiperativa, era a aluna que mais aprontava na sua classe. Bagunceira e encrenqueira, toda hora estava de castigo ou levando bronca dos educadores, exceto de um. Esse conseguia manter a garota calma, assim deixando o ambiente mais pacífico para se estudar. Para a menina aquele professor era especial.
Ele não parecia cair nas suas provocações, não dava atenção para ela. E era o que Eliza queria, ser o centro das atenções, queria que todos notassem sua presença. Queria principalmente a atenção dos adultos, sentia-se sozinha e abandonada pelos pais dela que pouco queriam saber o que ela fez ou deixou de fazer.
Era um dia comum, final das aulas. Somente o professor e a garota permanecem na sala. O mestre estava corrigindo avaliações e a Eliza tentando atrair seu olhar. Não funcionou lhe jogar bolas de papel, nem pôr sua cadeira ao lado da dele. Subir em cima da mesa e sentar em cima dos papéis só fez o professor lhe dizer para esperar quieta que ele já ia conversar com a garota.
Aproveitou-se até para dar a prova da Eriza que tinha tirado nota boa. Assim ela o deixaria em paz para terminar seu trabalho. Mas em seguida a danada já consumindo seu juízo de tanto falar seu nome, é quando ele levanta para ver o que a menina tanto queria com o professor. Para sua surpresa a garota acaba por levantar sua saia revelando sua roupa de baixo. Era a gota! Isso merecia uma repreensão e uma suspensão. Mas como Eriza era uma criatura de desconfiar-se preferiu se retirar antes que ele se lascasse com a brincadeira. Terminaria as correções em casa.
Na porta da escola o professor é abordado por policiais e autuado em flagrante por abusar sexualmente de uma estudante. É, alguém tinha visto o levantamento de roupa que supostamente ele obrigou a aluna a fazer. Ia ficar preso preventivamente até examinarem a vítima, que ficou desnorteada sem entender porque seu educador fora levado pelo camburão.
Três dias mais tarde ela arruma uma autorização para que, acompanhada de algum responsável visitasse e reconhecesse o abusador. Mesmo ela insistindo que o professor não tivesse lhe feito nada, que foi tudo feito por próprio consentimento, sem querer denegrir ninguém, ela não foi ouvida.E agora sentada ao lado da cela ouve uma lição de moral do seu mestre.
Um testemunho traumatizante sobre a garota ter arruinado sua carreira profissional e vida social com pegadinhas de mal gosto. Quase fora violentado por outros presos por causa de falsa acusação, e agora não queria nunca mais falar com ela tamanha sua decepção. Erizabesu saiu de lá arrasada. Não conseguiu dormir a noite por causa daquelas palavras.
Foi aí que ela resolve fazer uma tragédia: ainda madrugada foi até o banheiro e trouxe de lá um barbeador e uma garrafa de água sanitária. Com a lâmina perfurou um braço e usou o sangue para escrever um bilhete de despedida, e a garrafa ela ia beber toda. Mas no mesmo instante vomitou todo o líquido ingerido.
Mas isso não impediria que Riza se suicidasse, pois com a faca em mãos ela corta retalhos de sua coberta, fazendo um tipo de corda. Uma ponta foi amarrada na madeira que sustenta o telhado, a outra Eri amarrou no pescoço. Lentamente ela se afasta da escada que servia de apoio e ficou pendurada pela corda, até parar de respirar e enfim dormir PARA TODO O SEMPRE.
Os pais da Beti se deparam com aquela cena horripilante pela manhã ao entrarem no quarto para acordar ela, por ser dia de escola. Finalmente eles dariam atenção à sua pequena, porém tarde demais. O mais chocante foi o bilhete deixado por ela, escrito com tinta das veias e artérias.No papel lia-se o seguinte:
"Queridos familiares e conhecidos, é com muita dor e sofrimento que já não mereço viver entre vocês. Eu acabei com a vida de uma pessoa inocente e de bom coração, então nada mais justo que me punir tirando a minha própria. Não precisam mais se preocupar com minhas brincadeiras que uma vez pensei serem inocentes. Espero que meu querido professor saia da cadeia logo, me arrependo de não ter o ouvido. Adeus. E espero que você, MaZu, esteja satisfeito."
Três dias mais tarde o inocente foi solto por falta de provas. Como os outros, ao saber da morte de Iza ficou muito abalado. Tinha perdido o velório da moça, mas fez questão de ir ao seu enterro. Ainda não acreditava que a menina fosse capaz de cometer suicídio. Por ironia do destino nunca mais ele falaria com Erizabesu, nem mais ia poder dar atenção à aquela travessa.
No final o professor conseguiu novamente sua vaga na classe onde dava aula antes. Sala essa que agora era um silêncio mórbido e desanimador por parte dos estudantes, que em homenagem à Eri ficaram um mês de luto. Quanto ao tal MaZu, ninguém nunca o encontrou. Esse mistério permanecerá para sempre? Não sabemos, mas de uma coisa temos certeza: a Erizabesu nunca mais será notada pelos seus conhecidos. Nunca mais irá mostrará sua calcinha para quem ela amava.
sábado, 2 de outubro de 2021
As irmãs gêmeas atacam novamente- final da segunda temporada
Extra dois: A piscina caseira
É um dia quente e sem aulas. Dia perfeito para as gêmeas pertubarem a mãe e o irmão para irem à praia. Sem sucesso, ambos estavam ocupados fazendo a arrumação da casa. Oras, vão sozinhas ou com os colegas folgantes. Hana não queria, esses amigos só iam lá para ficar na água salgada até a pele enrugar. Podia ser interesseira mas não era burra, se por um lado ela não gostava de ir ao mar com a turma por outro quando a mãe a levava era sempre uma maravilha.
Tudo por causa das iguarias que comia às custas do dinheiro dos responsáveis: camarão, salmão, caranguejo, ostra, comidas gostosas que só na praia ela e a Hina podiam experimentar. Sentava numa cadeira toda espreguiçada e colocava seus óculos de sol, comia e cochilava debaixo da sombra do guarda-sol gigantesco. Se não fosse assim nem fazia questão de ir. Logo a ideia da praia foi aos ares, então seguiram para a casa da amiga Nayume para pegar sua piscina inflável emprestada.
Antes ela emprestasse de boa, mas o problema é que o produto encontrava-se rasgado graças a um certo felino pertencente à uma das gêmeas. Hana e Hina saem frustradas de lá e de cabeça quente, calor suficiente para acender a lâmpada da primeira. Se não tinham uma piscina em mãos, iam fabricar elas a própria! A garota conta todo o plano para Hina que aceita ajudar a irmã a colocar aquela ideia para frente. Se as duas se unissem ficaria fácil "fabricar a piscina". Seria melhor que um simples banho de mangueira ou na banheira!
Na garagem encontravam-se os instrumentos para a confecção da obra. Pás, tijolos, baldes, uma corda e uma lona que cobria o veículo da família. Aos poucos o material foi carregado aos fundos do quintal da casa. Começaram a escavar o local com toda a força de vontade, em meia hora já tinham feito um grande buraco quase da altura delas. Hina era a que mais se esforçava, Hana era a mais relaxada. Com o buraco já bem fundo e largo Hana já cansada pede tempo para descansar.
Hina aproveita para pedir à sua irmã algo para tomar, estava com sede. Apoiou-a com as mãos e lhe deu um impulso para sair do buraco. Esta se aproveita da ausência dos adultos da casa para misturar na água gelada pó para preparo de suco de limão, e umas fatias de queijo com doce de goiaba. O lanche foi compartilhado com a Hina que ainda estava presa no fundo da escavação. Tudo bem, ela ia precisar da Hanamaru para fazer as coisas lá de cima.
Tais coisas incluíam puxar com a corda os baldes pesados com terra para longe da piscina, usar o mesmo balde para entregar os tijolos para a garota usar como a base da construção e jogar a lona lá embaixo para fazer sei lá o que, era Hana que pensava em tudo, Hina tinha que dar uma sugestão para o projeto. Ela logo queimou alguns neurônios e deduziu que poderiam fazer o chão e as paredes do buraco usando aquele plástico. Fixaria a lona apoiando-a com os poucos tijolos inteiros que não tinham se espatifado em seu pé, agora dolorido. Que bom que não foram mirados na sua cuca!
Eis que começa a chuva. Nada que impeça as pequenas de concluir a obra-prima delas. Se não desse para curtir no momento, que esperassem porque a chuva não era eterna. Mas era intensa: a enxurrada que se formou em minutos na rua logo encontra a piscina das garotas, o buraco começa a encher e Hina desesperada pede socorro para a irmã que tenta puxá-la com a corda. Hana escorrega e cai na água também. Será que dessa vez as garotas vão partir dessa para melhor?
Por sorte Hyuu e a mãe tinham chegado e conseguiram resgatar as meninas antes que a água as afogasse. Como estavam sujas de lama da enxurrada foram direto para o banheiro tomar banho, nunca se sabe se a água da rua estava contaminada. Foi dada uma bronca nelas, e como castigo iriam tapar o buraco que fizeram assim que estiasse, e iam arrumar a bagunça no quintal e na garagem. No fim as duas ficaram sem seu banho de piscina.
Isso até Hana se lembrar da caixa d'água abandonada na garagem que poderiam usar sem problemas como banheira ao ar livre no local onde estava o buraco. Hinatsuki furiosa como um gato começou a descontar sua raiva na irmã com mordidas e arranhões, mas logo se cansou e resolveu ajudá-la a encher o recipiente com água para brincarem. E de quebra ainda convidaram a amiga Nayume, a viciada em água, para a folia na piscina de 500 litros improvisada.